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terça-feira, 24 de abril de 2012

O NOSSO OBJECTIVO: VENCER ABRIL
25ABR2012
 
Trinta e oito anos passaram sobre a vitoriosa insubordinação do 25 de Abril. Pelo caminho ficaram milhões de mortos. Atolados nesta lama de sangue os gloriosos militares vencedores ainda agora blasonam o seu glorioso feito. É a estupidez a tentar justificar a covardia. É tempo de fazer as contas e de avaliar os desgostos.

O orgulho maior do abrilismo é a "descolonização". Fartos de andarem com a casa às costas, de serem cornos e de se passearem pelos quatro cantos do mundo a defenderem Portugal, os abrilinos resolveram acabar com a guerra para regressarem a penates. Aproveitando-se da fraqueza de Marcelo Caetano, da torpeza de Costa Gomes e da estupidez vaidosa de Spínola organizaram-se celularmente. Numa manhã chuviscosa tomaram conta do poder. Entregaram-no a um epiléptico compensado, coronel de engenharia, chamado Vasco Gonçalves e, num ápice, desfizeram uma obra de cinco séculos. Um misto de loucura furiosa e de ignorância política emporcalhou repulsivamente toda uma gesta heróica, antiga, moderna e contemporânea. É difícil encontrar outro povo que, em tão pouco tempo, tenha sido de tal forma enxovalhado e menorizado.
Como se tal não bastasse inverteu-se deliberadamente o sentido histórico da nossa política externa, tradicionalmente virada para o Mar, para a revirar para a Europa. Perdeu-se capacidade de defesa — e perdeu-se soberania. Portugal é hoje apenas uma província da Europa inteiramente dependente dela por intercessão da Espanha. Numa situação de guerra continental ficaremos bloqueados. Perdido o Ultramar, integrados nas comunidades, limitados aos interesses estratégicos de Bruxelas, deixámos de ser um Estado independente, sem agricultura que preste, sem indústria que nos valha, sem nada que nos defenda.
Segundo António José Saraiva o 25 de Abril foi a maior derrota de Portugal depois de Alcácer Quibir. Tal como em 1578, perdemo-nos em África e por causa de África, com a diferença moral e catastrófica de não termos morrido na fuga, um exército inteiro retirando em debandada coberto de opróbio e borrado de medo.
Trinta e oito anos volvidos aguardamos aviltantemente o fim — a não ser que, num momento de revolta e de vergonha consigamos libertarmo-nos das quadrilhas que nos sugam o sangue e a alma. Discutir tudo o que está, desde as fronteiras geográficas às formas políticas do sistema, é o que nos sobra de esperança. A todo o instante é possível recomeçar Portugal, não cedendo um milímetro daquilo que sempre foi português.

Vencer o 25 de Abril continua a ser o nosso primeiro objectivo.

( http://www.alternativaportugal.org/vencer_abril.html)

sábado, 25 de abril de 2009

35 anos depois, com cada vez mais razões para o luto

Só num país de loucos, governantes e grande parte do povo que lhes deu a maioria para governarem, é que se festeja uma data que recorda um acontecimento que nos levou directamente e objectivamente ao estado em que nos encontramos actualmente, pobres, desmembrados, traidos, vendidos, europeus á força, injustiçados, desrespeitados, passamos de uma situação de dominio directamente para uma situação de subserviência e 35 anos depois, olhando para o percurso do país, só os que não querem ver é que podem ter motivos para festejar seja o que fôr.

Em ano de eleições, três actos eleitorais, que, quiz a "democracia", se juntassem todos no mesmo ano e mais uma vez serão realizados separadamete, numa acção de despesismo sem precedentes, quando podiamos perfeitamente votar para tudo num unico acto eleitoral, os autarcas, muitas vezes já com as máquinas partidárias por trás a mexer os cordelinhos, de todas as cores politicas, não medem despesas para agradar aos eleitores, e isso é ver concertos e festas pelo país todo, parecem tontinhos a festejar o que todos chamam de "liberdade", mas qual liberdade?, a farsa hoje mudou de nome?, os abutres cresceram e os vilões roubam o povo sob o olhar dos chacais imóveis, contemplando o espectáculo do abismo para onde arrastaram o país.
Não deviam falar, os politicos demagogos, dos lugares comuns nesta altura, as balelas do crescimento que tivemos, das coisas que alcançamos, da liberdade, da justiça, blá, blá, blá, .......do país que somos hoje há luz dos acontecimentos de 1974, sem primeiro falar do que poderiamos ser sem esses acontecimentos, porque a história paralela era um bom exercício de pensamento para muitos, esta é a pergunta que deixo a quem ler estas linhas, quem seriamos hoje sem os acontecimentos do fatidico dia de 25 do 4 de 74?? Alguém para para pensar um pouco naquilo que poderiamos ter alcançado com uma transição pacifica, veja-se o exemplo de Espanha aqui ao lado, da explosão de desenvolvimento depois de uma transição pacifica para a chamada "democracia", embora e bem mantendo o Rei como soberano e portador da identidade cultural e histórica de um povo.
Podemos sm olhar para trás e ver 35 anos de vilanagem, de oportunidades perdidas, de desperdício de dinheiros públicos, de corrupção, de abandomo dos campos, de imigração, o país está a saldo dos estrangeiros, o desemprego aumenta a um ritmo assustador, quem vai empregar estas pessoas nos próximos anos? Quem são os investidores que ousam investir num país falido á beira da bancarrota??
Deixo um texto de autor desconhecido sobre a matéria e que me foi enviado via e-mail:
Obrigado 25a. Estamos orgulhosos.
De facto dá que pensar... principalmente por ser tão real!
Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode pôr um piercing.
Um jovem de 18 anos recebe 200 € do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma 236 € depois de toda uma vida do trabalho.
Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco. O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.
Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2.000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.
Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa é das causas sociais.
O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados. No Fórum Montijo o WC da Pizza Hut fica a 100mts e não tem local para lavar as mãos.
O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).
Nas prisões são distribuídas gratuitamente seringas por causa do HIV, mas é proibido consumir droga nas prisões!
No exame final de 12º ano és apanhado a copiar chumbas o ano, o primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa, mandou por fax e é engenheiro.
Um jovem de 14 anos mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica!
A uma família a quem a casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outra, o estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme pode.
6 presos que mataram e violaram idosos vivem numa sela de 4 e sem wc privado, não estão a viver condignamente e aí a associação de direitos humanos faz queixa ao tribunal europeu.
A militares que combateram em África a mando do governo da época na defesa do território nacional não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, mas o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa da pátria no KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE.
Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem, não pagas às finanças a tempo e horas, passado um dia, já estas a pagar juros.F
echas a janela da tua varanda e estás a fazer uma obra ilegal, constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.
Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num ofício respeitável, é exploração de trabalho infantil, se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!
Numa farmácia pagas 0.50€ por uma seringa que se usa para dar um medicamento a uma criança. Se fosses drogado, não pagavas nada!
Obrigado 25 Abril. Estamos orgulhosos.

(Autor desconhecido)

sexta-feira, 25 de abril de 2008

34 anos de traição

«Desde a data de Nossa Fundação, 5 de Outubro de 1143, que Portugal sofreu mudanças que passaram pela ribalta mundial aos dias desastrosos de crise que vivemos hoje. Lutando contra os mouros nossos Homens mereceram ser Honrados e seus nomes ficaram na história. Vencidas as tentativas de ocupação espanhola, que nos deixaram grandes marcas na Nossa História.
Os Descobrimentos foram o auge na Nossa História e todos devemos ter orgulho neste capítulo do Nosso País. Seguiram-se as invasões francesas, foi um momento de tristeza vivido pelos Portugueses, mas não nos deixamos cair e seguimos em frente. Portugal e as suas colónias eram um Grande Império e arrasavam nos quatro cantos do mundo. Caímos talvez em mãos erradas e fomos perdendo a potência que havia em nós. A Conferência de Berlim tirou-nos o título de Grande Império, mas continuamos em busca da vitória. Seguiram-se tempos de miséria e pobreza em Portugal e a Primeira Grande Guerra veio dar a Portugal um desânimo que só viríamos a ultrapassar muitos anos depois, com o aparecimento do Estado Novo.
Apesar do que dizem os “entendidos”, acreditamos que o Estado Novo foi o melhor regime de Governo para Portugal alguma vez visto. Não é que fossemos uma nação poderosa, mas éramos nós, sem dívidas nem pactos. Tínhamos as nossas colónias, os nossos rendimentos, o nosso povo, não necessitávamos de ajuda de outros países que só se interessavam nas Nossas riquezas. Éramos um país isolado, mas com orgulho!
Seguiu-se o 25 de Abril de 1974 e muita coisa mudou. Gente interesseira fez com que o Nosso Portugal caísse em mãos erradas e passamos a ser uma nação desunida e “violada” pelos países que se haviam apoderado de Nós. Democracia é a palavra a que eles apelidam os tempos, maus digam-se, em que vivemos. Fomos de “bestiais a bestas”, os desgraçados da Europa. Neste momento, com a “União” Europeia, somos um país carenciado e necessitado, tendo em quase tudo das piores estatísticas da Europa.
E agora questiono: Será que foi este o país que D. Afonso Henriques sonhou um dia vir a “ter”? Ou será que fomos “enterrados” com este regime democrático? Falando em democracia… Será que ela existe?
Partidos comunistas, uma ideologia sem o mínimo de credibilidade, são apoiados indirectamente, enquanto que, partidos Nacionalistas, que defendem os Ideais de Portugal e dos Portugueses, são escorraçados da Sociedade. Haverá a tão desejada liberdade de expressão?
Este texto, se chegado a alguém dos ditos democratas seria certamente um escândalo, mas se sair uma entrevista com algum comunista a dizer de suas ideias ninguém contestava e todos diziam “ámen” a tamanhas insanas palavras.
A imigração é um problema a resolver urgentemente. O País é Nosso! Vêm para cá gentes de outros países, de outras raças, que nada contribuem para a União do Nosso Povo. Neste momento há quinhentos mil desempregado e quinhentos mil imigrantes, ou seja, quinhentas mil pessoas que não entendem que o seu lugar não é aqui mas sim em qualquer parte do seu país. Será coincidência, ou negligência do Governo? Eu acredito, aliás, nós, Nacionalistas, acreditamos vir um dia a ter um país limpo e puro, onde toda gente será feliz e onde não haverão misturas culturais ou étnicas, seremos todos Portugueses.
O combate ao vandalismo, às drogas, à prostituição e a outros temas que nos afligem, dizem eles estar activo, nada vemos! Assim Portugal tem elevada taxa de criminalidade, de toxicodependentes, de prostituição… é preciso combater como deve ser esses cancros da Nossa Nação! Um dia o povo vai reflectir e vai ver do que Portugal precisa e assim vamos Renascer a Nação.
Acredito numa Pátria Poderosa, com gente que governará em prol dos interesses de Portugal.
Unidos Venceremos! »

Este texto podia ser mais um dos muitos existentes por aí , em blogs, em páginas de internet, mas não o é. Este texto foi escrito por um aluno de 14 anos, do 9º ano, no âmbito de um programa de "textos livres" a contar para avaliação ( a ideia parece boa ). No entanto, após a entrega deste trabalho, a professora chegou à brilhante conclusão que este texto não tinha sido escrito pelo aluno, devido ao conteúdo não ser o adequado, e devido a não ter erros ortográficos ( que os tem, mas ela não os viu ). Ao que parece vai reunir com outros professores para decidir o que fazer.... Eu pergunto, será crime uma pessoa dizer a verdade? Será crime uma pessoa ter orgulho no seu passado ? Será que se a pessoa em questão escrevesse um texto sobre a antiga União Soviética ou sobre Cuba este seria censurado ?