Os valões vão pagar um pesado tributo na Estónia. O grupo ao qual pertence o Hauptscharfuhrer Moreau recebe, em cheio, uma granada soviética. Moreau cai por terra, como se tivesse sido atingido por um raio. Quando volta a si, vê que a cabeça do seu chefe está perto, arrancada pela explosão. Tenta apanhar a pistola-metralhadora e apercebe-se que já não tem o braço direito. O sangue sai aos borbotões do buraco enorme que tem no ombro, facto estranho, pois ainda não sente nada. Moreau, que partiu para a legião Wallonie com a primeira coluna, que escapou de Doretz, do Cáucaso e do Kessel de Tcherkassy, quer continuar a combater. Procura pegar na arma com a mão esquerda, mas tambem já não tem a mão esquerda....Dirige-se, então, para a retaguarda, como um fantasma sem braços, com o qual a morte não quer nada.
A 25 de Agosto, Dorpat e tomada. Os russos avançam sobre a Reval (Tallin), a capital e grande porto da Estónia.
Êxodo. Milhares de carroças de refugiados misturam-se ás centenas de camiões militares.
O Brigadefuhrer Wagner convoca Léon Degrelle para lhe pedir que monte uma barragem. Na base da rectaguarda da Wallonie só já há feridos e os homens dos serviços, os quais, na sua maioria, já têm mais de setenta anos.
O Kampfgruppe que improvisam, é constituido por uns cinquenta «combatentes», comandados por dois oficiais belgas. Um tem o braço atravessado por uma bala e o outro o peito aberto.
Das quatro companhias, que estiveram empenhadas na frente, só sobram 32 homens dos 260 que eram na véspera....O brigadefuhrer Wagner decide:
- Pela primeira vez na história do exército alemão, condecoro-vos a todos com a Cruz de Ferro, Sem uma única excepção.
Não há possibilidade se qualquer cerimónia. O chefe do Movimento Rexista, numa noite chuvosa, vai a cada um dos abrigos onde os seus homens, solitários, velam.
Os Russos, nalguns casos, estão a 10 metros. Degrelle pendura-lhes no peito a fita e a cruz, beija as faces hirsutas e felicita os «borguinhões», um a um. Os soldados tranquilizam-no:
- Não há problema, chefe, os vermelhos não passarão.....
A ofensiva inimiga è detida na Estónia. Os Waffen SS da Wallonie tiveram 95 % dos seus, atingidos pelo fogo inimigo. Só resta um punhado para ser passado em revista pelo Obergruppenfuhrer Felix Steiner, comandante do Corpo Germânico. O Sturmbannfuhrer Degrelle receberá, tambem, a insignia em ouro dos combates próximos, que é concedido após 50 acções corpo-a-corpo.
Adolf Hitler convoca-ao ao supremo quartel-general, para o condecorar pessoalmente e dizer-lhe:
- Se tivesse um filho, gostaria que fosse você.
Alguns meses mais tarde, a Estónia estará perdida. os russos empurrarão as ultimas forças do Reich para a Curlândia. esse Kessel, esquecido por todos conseguirá deter o assalto dos soviéticos até ao fim da guerra. Os sobreviventes de umas vinte divisões conseguirão, a um contra dez, aguentar do Outono de 1944 à Primavera de 1945.
Apesar dos «Irmãos da Floresta» que resistirão durante vários anos, três nações vão desaparecer da carta política da Europa e da História do nosso tempo.
Para escapar à captura e à morte, alguns punhados de estonianos e de letões das Waffen SS, acompanhados por camaradas alemães e neerlandeses, atravessarão o Báltico para irem para a Suécia.
Em barcos de pesca à vela, germanos e baltas reviverão, numa última aventurosa travessia, as sagas dos Vikings.
As Waffen SS, de Henri Landemer
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Meine Ehre Heisst Treue
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Livros - As Waffen SS
Nas tabernas enfumaradas de Munique, nos anos vinte, um punhado de homens protege os oradores de um novo movimento: o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães.
Na noite de 30 de Janeiro de 1933, quando Adolf Hitler é eleito Chanceler do Reich, são já cerca de 50.000 e ostentam, nos seus bonés negros, a caveira de prata.
Serão 100.000 a servir nas Waffen SS, em princípios de 1940, e 1 milhão, conco anos mais tarde, quando do «Crepúsculo dos Deuses». Vindos de mais de 30 nações da Europa, esses voluntários constituem um verdadeiro exército, que só obedece às suas próprias leis.
Durante 5 anos, batem-se sob a Bandeira Negra, suscitando o entusiasmo e o ódio. Matam e são mortos.
O chefe deles, Heinrich Himmler, exige que sejam ao meso tempo temerários e implacáveis.
Serão, até ao fim, soldados políticos, que prolongam, pelo ferro e pelo fogo, em todos os campos de batalha de um mundo em ruinas, o combate da Ordem Negra.
«Quero - dizia outrora Adolf Hitler, em Nuremberga -, uma juventude violenta, dominadora, incorruptível, corajosa e cruel. Suportará o mal e não terá qualquer fraqueza. O seu olhar será o de um animal selvagem, livre e indomável. A minha juventude será forte e magnífica. Será hábil em todos os exercícios físicos. Farei desaparecer milhares de anos de domesticação. Quero ter o puro e nobre produto da natureza. É com esse material que farei o mundo. Não quero uma educação de intlectuais; a ciência estragou a juventude. Deve aprender a dominar e a vencer as epreensões da morte. Eis a justa medida de uma juventude heróica»
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