É uma vergonha o que se está a passar em Portugal com os empréstimos ao consumo desenfriado. A publicidade tem concerteza muito que ver com ese fenómeno, senão vejamos:
É inacreditável e do mais completo "no sense", por exemplo, no intervalo de qualquer programa informativo ou noticioso onde se apela á moderação na obtenção de crédito, sejamos bombardeados com um sem número de anúncios publicitáros a propôr exactamente o contrário, nunca foi tão fácil obter dinheiro rápido, o pior vem depois......
Se não forem tomadas medidas "energicas" com vista á diminuição do acesso de crédito ao consumo o mesmo vai tornar-se um enorme problema com consequências catastróficas a curto prazo.
Mais uma vez, como se fosse preciso mais, se prova que um Estado deve ter um controle sobre os meios de comunicação social, propaganda, publicidade, etc, etc....Só assim, e eficaz e rapidamente, se conseguia a total proibição de anúncios de empresas de crédito.
Deveriam ser também proibidos os contratos de compra de bens, quaisqueres bens, com recurso a crédito, isso iria promover a poupança e o espírito de sacrificio, se queres alguma coisa tens de poupar e lutar por ela, promovia-se o prazer e a estima do homem pelo objecto, reduzia-se o consumo e incentivava-se a longevidade dos bens, como por exemplo dos automóveis, reduzindo-se a super crescente tendência para o descartável.
A única coisa que deveria ser autorizada comprar com recurso ao crédito seriam as habitações, e mesmo esses contratos deveriam ser alvo de profundas remodelações, apenas jovens casais com manifesta falta de primeira habitação própria poderiam obter o empréstimo e deveria ser estimulado o recurso ao créditos que visassem a recuperação e reparação de casas antigas e degradadas assim como deveria ser estimulado o recurso ao crédito para compra de casa na província e nas zonas rurais e interiores de Portugal.
Num país como o nosso, onde o nivel de poder de compra estagnou há alguns anos, os desnivelamentos sociais de acentuam, a classe média é alvo de uma ataque cerrado com vista á sua morte, o recurso ao crédito é visto socialmente, mas erradamente, por todos os que têm parcos recursos, como a tábua de salvação quando é na verdade a sua morte económica.
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sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Um monstro chamado crédito
Marcadores: Crédito
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Estranho Conceito de Felicidade
Anda por ai em exibição uma campanha publicitária de Crédito á Habitação do banco Millennium BCP que é um bom exemplo de perversão e inversão de valores na sociedade portuguesa.
Na dita campanha, cheia de côr, ritmo e juventude, bem ao jeito da neo-escola de marketing e publicidade, o slogan principal é " ....faz como eu, escolhe ser feliz!"
Ora isto é incrivel, como se alguem podesse ser feliz contraindo uma divida para a vida, como são os actuais créditos á habitação que transformaram Portugal no país com mais "proprietários" imobiliarios mas também no país com mais crédito mal parado, com centenas de milhares de familias de corda ao pescoço, algumas delas literalmente, sem poupança, sem fundo de maneio.
Pode ser considerada publicidade enganosa, os sonhos e a felicidade não se vendem, conquistam-se com esforço e trabalho.
Nunca recorri a créditos, penso que o meu débil sono não iria resistir a uma tamanha agressão de consciência, saber-se que se tem uma coisa, casa, carro, ou qualquer outro objecto, mas que na verdade aquilo não é nosso na realidade, é assim como uma realidade virtual controlada não por nós, mas por factores externos que condicionam as existências.
E isto sem falar no vergonhoso e irresponsável crédito ao consumo, com juros na ordem dos 30%, amplamente divulgado e á disponibilidade dos que querem férias, electrodomésticos, mobiliário e toda a panóplia de objectos e desejos pessoais, este tipo de crédito e as empresas que o divulgam e concedem deviam ser permanentemente encerradas e proibidas de operar em território nacional.
Estranho conceito de felicidade aquele que considera dividas bancárias a felicidade garantida.
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