Com este livro Os Últimos Navios do Império, o Arqt. Telmo Gomes aumenta a sua produção de pinturas sobre navios históricos portugueses, que Edições Inapa tem publicado desde 1995, constituindo uma colecção única com os livros-albuns Navios Portugueses - Séc. XIV a XIX, Embarcações Portuguesas e Navios Portugueses no Oriente. O autor afirma : «Os navios como as pessoas têm alma, e perdura depois através dos tempos, como uma recordação...».
E são essas recordações que com este livro propomos relembrar. Eles foram protagonistas das pequenas histórias,gloriosas umas,tantas vezes dramáticas outras,que aqui narramos; são pedaços das suas «vidas» abnegadamente, servindo a Marinha de Portugal.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Livros - Os Últimos Navios do Império
Marcadores: Leituras, Livros, Navios Portugueses
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Navios Portugueses - Classe Vouga
VOUGA (V) D 334 25 - 01 - 1933/03 - 06 - 1967LIMA (L) D 333 25 - 05 - 1933/16 - 10 - 1965
TEJO (T) D 335 04 - 05 - 1932/09 - 02 - 1965
DOURO (DR)D 332 16 - 08 - 1935/ ?? -12 - 1959
DÃO (D) D 331 27 - 07 - 1934/29 - 09 - 1960
Foram construídos os dois primeiros em Inglaterra, nos estaleiros Yarrow, e os restantes na Soc. de Construções Navais em Lisboa. Dois outros construídos em Portugal, foram vendidos à Colômbia após serem completados. Os navios desta classe foram modernizados nos anos cinquenta.
DESLOCAMENTO 1588 tons.
DIMENSÕES 96 * 9,5 * 5,7 metros
ARMAMENTO 4 peças de 120 mm : 3 de 20 mm; 2 calhas lança bombas; 2 reparos quádruplos. de tubos lança – torpedos; MINAS :40
PROPULSÃO 2 grupos de turbinas a vapor de 33 000 H.P. - 2 veios = 36 nós
GUARNIÇÃO 184 homens
Classe VOUGA Alterações
ARMAMENTO 2 peças de 120 mm ; 1 dupla e três simples de 40 mm; 3 de 20 mm: 1 reparo quádruplo de tubos lança - torpedos ; 1 SQUID A/S; 2 calhas lança bombas
RADARES: 1 de aviso aéreo MLA - 1 B , 1 de navegação, 1 de controle de tiro
SONARES: ASDIC
Marcadores: Navios Portugueses
terça-feira, 8 de abril de 2008
Navios Portugueses - Liz
Mandado construir na Itália por intermédio do Governo Português para a Inglaterra, o LIZ foi entregue à M.G.P. em 20 - 12 - 1914. Em 31 - 5 - 1915 foi transferido para a Royal Navy em Sesimbra, tendo alterado o nome para ARNO. Afundou-se devido a uma colisão em 1915 .
Marcadores: Navios Portugueses
terça-feira, 4 de março de 2008
Navios Portugueses - Classe Douro
VOUGA (V) 31 -12- 1920 / 16 - 5 -1931
Marcadores: Navios Portugueses
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Navios Portugueses - Contratorpedeiro Tejo
A canhoneira torpedeira TEJO foi construída em Portugal no Arsenal de Lisboa, sendo incorporada em 1904. No entanto as suas experiências prolongaram-se até 1906. Em 25 - 8 - 1910 encalhou em Peniche, tendo perdido 11 metros de proa durante o seu salvamento. Cinco anos após o encalhe, entrou no dique do Arsenal a fim de ser transformado em contratorpedeiro. Em 1917 voltou ao serviço com nova silhueta tendo sido abatida em 14 - 3 - 1927.
DESLOCAMENTO: 536 tons.
DIMENSÕES: 70 * 7 * 3,1 metros
ARMAMENTO: 1 peça de 100 mm; 1 de 65 mm; 4 de 47mm; (1904) 1 peça de 100 mm; 1 de 76mm; 2 de 47mm. (1917) 2 tubos lança – torpedos
PROPULSÃO: 2 máquinas de T.E. de 7 000
H.P. - 2 veios = 27 nós
GUARNIÇÃO: 94 (1904) 99(1917) homens
Marcadores: Navios Portugueses
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Navios Portugueses - Classe REPÚBLICA
REPÚBLICA (ex. Gladioulus) 1920 - 1943
Marcadores: Navios Portugueses
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Navios Portugueses - PEDRO NUNES (ex. Malange)
Paquete construído em 1889 na Inglaterra para a Mala Real Portuguesa, foi mais tarde vendido à E. N. N. sendo requisitado em 1916, para servir como cruzador auxiliar. Durante a guerra efectuou transportes de tropas para França. Foi abatido ao efectivo em 1923 e integrado na frota da Companhia Nacional de Navegação.
Marcadores: Navios Portugueses
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Navios Portugueses - GIL EANNES (ex. LANHECK)
DESLOCAMENTO: 3 712 toneladas
DIMENSÕES: 85 * 12,5 * 5,3 metros
ARMAMENTO: 2 peças de 76 mm; 1 de 65 mm; 4 de 47 mm
PROPULSÃO: 1 máquina de T.E. de 1775 H.P. - 1 veio = 12,5 nós
GUARNIÇÃO: 114 homens
Marcadores: Navios Portugueses
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Navios Portugueses - República (Ex Rainha D. Amélia)
Foi construído no Arsenal de Lisboa em 1901 sendo o primeiro navio em aço ali construído. O seu nome foi alterado em 1910, e em 1915 perdeu-se por encalhe nas Berlengas. DESLOCAMENTO: 1 683 tons.Marcadores: Navios Portugueses
sábado, 24 de novembro de 2007
Navios Portugueses - Vasco da Gama
Antiga corveta couraçada com o mesmo nome , foi transformada em cruzador na Itália voltando a navegar em 1901. Havia sido construída na Inglaterra por Thames Iron Works e incorporada como corveta em 1 - 2 - 1887 , sendo abatida em 25 - 9 - 1936. Marcadores: Navios Portugueses
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Navios Portugueses - Classe S. Rafael
Marcadores: Navios Portugueses
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Navios Portugueses - Almirante Reis
Foi construído em Inglaterra por Vickers de Newcastle em 1899, sendo abatido em 22-1-1925. Este cruzador foi o maior navio de combate português, e foi desarmado durante a primeira Guerra Mundial.Marcadores: Navios Portugueses
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Navios Portugueses - Adamastor
Construído em Itália nos estaleiros Fratelli Orlando de Livorno, foi entregue em 18-6-1897 com a classificação de cruzador. Este navio foi pago com o produto da subscrição Nacional de 1890. Em 1932 foi reclassificado como aviso de segunda classe, sendo desarmado e abatido ao efectivo em 16-11-1933.DESLOCAMENTO 1757 tons.
DIMENSÕES : 73,81 * 10,7 * 4,66 metros
ARMAMENTO: 2 peças de 150 mm ; 4 de 105mm ; 4 de 47mm ; 2 metralhadoras; 3 tubos lança - torpedos.
PROPULSÃO: 4 máquinas a vapor de expansão tripla de 4000 h. p.- 2 veios = 18 nós
AUTONOMIA: 5500 milhas a 10 nós
GUARNIÇÃO: 206 homens
Marcadores: Navios Portugueses
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Navios Portugueses - Mindello
Primeiro vapor construído expressamente para a Armada, foi entregue em 1845 nos estaleiros Green em Inglaterra.Marcadores: Navios Portugueses
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Navios Portugueses - Duque de Saldanha
O vapor Duque de Saldanha foi construído em Inglaterra e serviu na Armada entre 1852 e 1854, ano em que se perdeu por encalhe na Torreira.Marcadores: Navios Portugueses
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Navios Portugueses - Restaurador Luzitano
Marcadores: Navios Portugueses
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Navios Portugueses - O Infante D. Henrique
**
Esta é a história de um navio que outrora foi o navio almirante da nossa frota de Marinha Mercante, refiro-me , como não podia deixar de ser ao "Infante".
Vivemos num pais de imensa tradição marítima, mas onde apenas nos preocupamos com futebol ou com escândalos políticos e nada fazemos para salvaguardarmos o que culturalmente nos pertence ou pertenceu. Tudo isto é absurdo, porque não podemos pensar no futuro sem salvaguardar o passado. A infame revolução de Abril de 74 deu a machadada final e nos anos que se seguiram ao terrível dia a maioria dos navios que compunham a nossa imensa frota marítima, quer de guerra quer mercante, foi vergonhosamente abatida ou doada aos movimentos terroristas nas nossas províncias africanas.
Poucos foram os casos em que entidades públicas e privadas portuguesas se esforçaram por concretizar actos de conservação do nosso património. Recordo-me apenas de uma pessoa, do almirante Andrade e Silva, que dos restos da madeira queimada da velha fragata D. Fernando II e Glória, fez renascer uma nova embarcação, de traça fiel ao original, e que hoje me leva a recordar como seriam e o que seriam naqueles tempos as viagens marítimas para a Índia Portuguesa. O que digo não é descabido, lembro, por exemplo, uma das rainhas do mar, que fazia a carreira Southampton - Nova Iorque, é hoje além de hotel e museu, um centro de diversões e eventos de Miami. Falo, obviamente, do "velho" «Queen Mary» da Cunard Line, que muitas vezes escalou Lisboa.
Mas falemos do que interessa, o destino do Infante D. Henrique já estava marcado. Segundo as crenças de quem anda e navega pelo mar, nunca se deve mudar o nome aos navios, porque dá a azar. Quem sabe se não foi o facto do "Infante" ter mudado de nome três vezes que traçou o seu destino.
É muito nostálgico falar do navio que teve o nome do homem que iniciou a diáspora dos portugueses pelo mundo.
O "Infante D. Henrique" foi o sonho do armador Bernardino Corrêa, o pai da Companhia Colonial de Navegação, que nunca o chegou a ver. Foi construído na Bélgica nos estaleiros da Jonh Cockeril, em Hobboken, e a 21 de Setembro de 1961 entrou na barra de Lisboa embandeirado em arco, iniciando assim um serviço promissor para a Marinha Portuguesa. Com a sua aquisição fechou-se o ciclo de renovação da frota, iniciada ao abrigo do chamado despacho 100, elaborado pelo então Ministro da Marinha, Américo Thomaz.
Em poucas palavras, vou contar a história deste navio com o objectivo de relembrar e homenagear todos aqueles que nele viajaram e trabalharam durante as viagens de e para África, até a imobilização final no Mar da Palha, em 1977.
Era um navio de linhas elegantes e concepção avançada, com 195,50 m de comprimento, 24,5 de boca e 24.000 toneladas de deslocamento. Aquando do lançamento do casco de côr cinzento esverdeado, a côr tradicional da CCN, foi utilizada uma garrafa de vinho do Porto, cuja marca ninguém sabe. Talvez um «Porto Ferreira», em vez da tradicional garrafa de champanhe. A madrinha foi a esposa do administrador da companhia, que na altura, rezam os manuscritos, era José Soares da Fonseca .
Na época foi bastante criticado por ser bom demais e era o maior navio de passageiros da carreira de África.
Em qualquer porto era motivo de atracção e registo. A sua imponência e o perfil majestoso despertavam o interesse de todos os curiosos. Era um excelente embaixador português á semelhança do navio-escola Sagres.
Já o então Presidente da República, o Almirante Américo Thomaz, gostou tanto do navio que no dia seguinte á chegada a Lisboa voltou a visitá-lo, segundo as crónicas da época. No interior, era um excelente navio, de um luxo impressionante. A decoração foi entregue a decoradores e artistas portugueses sob a responsabilidade do arquitecto José Manuel Barreto. Funcional e moderno, a luz privilegiava a amplitude dos espaços, o que tornava o navio mais bonito.
Uma estátua de bronze revestida a Ouro, do escultor Álvaro Brèe, perpetuava a figura do Infante, tendo como fundo um fresco representando o planisfério de Mecia de Viladestes, no vestíbulo da 1ª Classe. Na véspera do 5 de Outubro de 1961, com lotação esgotada, o Infante D. Henrique fez-se ao mar, dando inicio á sua primeira Viagem pelo Império português no continente africano.
O navio era movido por dois grupos de turbinas a vapor, que accionavam duas hélices, navegando a uma velocidade de 21 nós. Por cada dia de navegação o Infante D. Henrique consumia 150 toneladas de fuel e 200 de água. Um sistema de estabilizadores avançado neutralizava o balanço provocado pela ondulação em dias impróprios para os mais sensíveis passageiros. Dispunha de ar condicionado em todos os compartimentos e zonas de lazer, assim como um moderníssimo sistema de navegação e comunicações e de combate a incêndios.
Tinha capacidade para 1018 passageiros distribuídos por três classes: 1ª Classe, Turística e Turística B.
Além de quatro grandes salões e bares, o Infante D. Henrique dispunha de dois restaurantes, biblioteca, sala de leitura, sala de escrita e duas salas para crianças, cabeleireiro, hospital e duas capelas, cujos altares foram fabricados com pedra do promontório de Sagres. Impressionante no mínimo !
De 1961 a 1976, efectuou inúmeras viagens ao continente africano como navio de transporte de passageiros, realizou vários cruzeiros e transportou o Presidente da República Américo Thomaz em viagens oficiais.
Com a infame revolução de Abril e devido á situação politica na províncias Portuguesas, as viagens alteraram-se radicalmente. Ou seja, o navio quando rumava para Sul, viajava completamente vazio e regressava cheio de espoliados e refugiados fugidos ao terroristas separatistas a quem os traidores entregaram as nossas províncias africanas.
Realizou o seu último cruzeiro ao Funchal de Dezembro de 1976 a 3 de Janeiro de 1977, ficando fundeado no mar da Palha até Maio de 1977, ano em que o GAS ( Gabinete da área de Sines) o adquiriu para acomodar alguns dos milhares de trabalhadores do complexo da área de Sines. Foi colocado numa lagoa artificial tornando-se uma presença bizarra e cara por terras alentejanas, degradando-se rapidamente.
Ao contrário do que acontecera a outros navios portugueses, cujo o fim era Kaohsiung, o cemitério de navios para a sucata, na Ilha Formosa, no ano de 1986, com o crescimento do mercado de cruzeiros no mundo, o armador grego George Potamianos adquiriu-o e transformou-o num paquete de luxo. Totalmente renovado interiormente, mantendo as linhas clássicas, o navio chegou a Lisboa em 1988, com o nome de «Vasco da Gama». Potamianos fez renascer este navio que, durante seis anos, realizou cruzeiros nas Caraíbas e deu a volta ao mundo por diversas vezes. Continuou a ser motivo de admiração e registo em qualquer porto a que aportava.
Em 1994, foi vendido á Premier Cruises, companhia americana, para cruzeiros nas Caraíbas. No ano 2000, ficou sedeado na Europa, em Barcelona, para cruzeiros no Mediterrâneo, mas sem grande sucesso, devido á forte concorrência de outras companhias, como a Costa Crociere, o que provocou, uma vez mais, a sua imobilização. Por falência da companhia e por ordem da Autoridade do Porto de Barcelona, o navio ficou arrestado nesse mesmo ano. O seu último comandante foi Amadeu Albuquerque.
Durante três anos permaneceu acostado ao molhe norte do porto de Barcelona aguardando que alguém novamente o pusesse a navegar pelos quatro cantos do mundo ou simplesmente o adquirisse para o tornar num ex-libris. Encontrava-se em excelentes condições podendo assim navegar por mais uns 40 anos, mas a má sorte bateu de vez à porta e resta-nos apenas recordá-lo com orgulho e muita saudade.
Viverá sempre na memória do verdadeiro Portugal marítimo .
Adeus Infante !
Marcadores: Navios Portugueses, Paquete Infante D. Henrique


