quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

O PNR faz falta - Inscreve-te

A campanha "O PNR faz falta" visa garantir a inscrição de novos militantes no mais curto espaço de tempo. Os partidos políticos foram notificados pelo Tribunal Constitucional para provarem no prazo de 90 dias que têm pelo menos 5 mil militantes, sob pena de serem extintos nos termos da Lei n.º2/2003, de 22 de Agosto. Trata-se de uma lei injusta, que tende a calar a voz incómoda dos pequenos partidos. É uma medida imposta pelos partidos ditos grandes e fiscalizada agora pelos juízes conselheiros escolhidos por aqueles.
Apesar disso, o PNR tudo fará para angariar no prazo estipulado o número de filiados em falta. O partido tem registado um forte crescimento nos últimos meses. Diariamente chegam à sede novas propostas de adesão. Assim, com vista a atingir o número estipulado, a direcção do partido põe agora em marcha uma campanha nacional de novas adesões, sem pagamento de jóia e com isenção de quotas.
O nosso partido representa um número crescente de portugueses. Estamos seguros de que o PNR faz falta ao debate político. É a única voz que se ergue de forma clara em defesa da independência nacional contra a corrupção e os tratados reformadores. O PNR pretende apresentar aos Portugueses em 2009 um renovado programa político, com um conjunto de propostas para as diferentes áreas, da segurança à cultura, da política externa à saúde e à educação. Mais ninguém estará disposto a fazê-lo nos termos e com as soluções que o PNR apresentará. Propostas portuguesas para um Portugal português. Isto pode ser reconhecido mesmo por simpatizantes de outros partidos que, em defesa da livre expressão de ideias, se opõem à extinção judicial de um partido cada vez mais activo na vida portuguesa e no qual se revêem milhares de compatriotas.
Por isso, pedimos o empenho e a mobilização de todos. A meta das 5 mil inscrições está perfeitamente ao nosso alcance. Assim todos se mobilizem, assinem e levem a assinar a Proposta de Adesão, aqui.
Fonte

Livros - Mengele

Josef Mengele tinha um sonho: o aperfeiçoamento da espécie humana, melhorada através da ciência, como forma de alcançar o domínio supremo de uma raça superior. Para o capitão médico, responsável pelo campo de concentração nazi de Auschwitz de 1943 a 1945, este era, acima de tudo, um acto de dever para ser levado a cabo com total disciplina. Com um simples aceno de mão ou um movimento seco do bastão, Mengele seleccionava os prisioneiros chegados a Auschwitz: os que deviam trabalhar até à morte, os que seriam imediatamente gaseados ou os que serviriam de cobaias para as suas investigações médicas. Sem qualquer compaixão, Mengele efectuava as mais terríveis experiências com seres humanos, transformados em autênticas cobaias. A sua particular obsessão eram os gémeos. Depois de cinco anos de investigação, com acesso exclusivo e irrestrito a mais de cinco mil páginas de escritos íntimos de Mengele e fotografias inéditas, Gerald L. Posner e John Ware retratam a vida deste homem, do nascimento à morte. Separando os factos das lendas que existem sobre o mais famoso médico nazi, os autores recriam a vida do homem que se tornou na verdadeira personificação do mal; o «Anjo da Morte» de Auschwitz. Apesar de todos os esforços para o capturar, Mengele passou 35 anos da sua vida em fuga. Depois de muitas notícias sobre a sua eventual morte, faleceu aos 68 anos, no Brasil. Sem nunca ter sido julgado pela Justiça e sem nunca ter manifestado quaisquer remorsos pelos seus actos.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Navios Portugueses - GIL EANNES (ex. LANHECK)

Navio mercante alemão apresado em 1916, foi adaptado para cruzador auxiliar na Armada Portuguesa. Havia sido construído em 1914 por Seebeck Akt Geselschaft na Alemanha. Durante a primeira Guerra Mundial efectuou transportes de tropas para França, sendo abatido ao efectivo em 1-6-1918, e integrado na Marinha Mercante. Voltou a servir na Armada como transporte, e mais tarde como navio - hospital de apoio à frota bacalhoeira na Terra Nova. Em 1942 voltou à Marinha Mercante.

DESLOCAMENTO: 3 712 toneladas
DIMENSÕES: 85 * 12,5 * 5,3 metros
ARMAMENTO: 2 peças de 76 mm; 1 de 65 mm; 4 de 47 mm
PROPULSÃO: 1 máquina de T.E. de 1775 H.P. - 1 veio = 12,5 nós
GUARNIÇÃO: 114 homens

Qualidades da Alma Pátria

Génio de Aventura

É a força que levou o homem a arriscar a sua vida individual, para conseguir determinado fim de utilidade colectiva.
No grande periodo, cumprimos a Lei de sacrifício, sob a forma de Aventura, enquanto os Povos do Norte, por exemplo, cumprem esta Lei de um modo sereno e persistente.
Nós cumprimo-la, guiados por uma força de instinto, em ímpetos de expansão dominadora. O instinto conhece a realidade melhor que a inteligência; mas esta calcula e procede reflectidamente, evitando as quedas que sofre aquele, muitas vezes.
A nossa herança celto-latina e árabe, tão espontânea e de ansioso aspirar indefinido, subordinou-nos ao génio aventureiro. Tentar destruí-lo é inépcia e loucura, porque ele faz parte integrante do nosso ser. De resto, é uma forma de actividade humana. Devemos educá-lo, amoldando-o, sem o desnaturar, a uma disciplina concordante, consentida, compatível com o poder de iniciativa.
E assim, o génio de aventura tão animado de liberdade, por virtude da sua própria natureza novamente desperta, seria a própria alma pátria, soma electiva das nossas almas individuais, num constante labor e aspirando a um fim comum.
Teixeira de Pascoaes

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Juventude e educação, o hoje e o ontem

Os jovens do Estado Novo tinham objectivos concretos na vida, que eram, fundamentalmente, a procura da sua independência, que se queria cedo, através duma profissão remunerada que lhe permitisse constituir família o mais depressa possível e o mais cedo possível.
Não tinham dinheiro e sabiam que na vida, teriam que vencer pelo esforço e pelo trabalho e que a falta do esforço e do trabalho tinha, normalmente, consequenciais penosas.
A primeira perturbação deste universo foi provocada por uma crise dos valores tradicionais que a revolução de Abril destruiu e subverteu em libertinagem e falsa liberdade.
Os pais de família novos-ricos começam por não acreditar na família. A crise familiar é um mau exemplo que vem de cima, e dentro da maneira como se vivem as relações familiares actualmente, não é possível exigir da juventude que acredite nela como exemplo a seguir.
Mas não só: as actuais famílias apenas acreditam na ditadura do dinheiro, é a cultura do materialismo, e demitiram-se do resto, educação tradicional, valores, história, heranças, etc…
As pedagogias modernas insurgem-se contra os castigos aplicados ás más acções como forma de sanção disciplinar e os jovens têm consciência de que, pelo menos no seu universo familiar as acções são inconsequentes. As forças espirituais por sua vez, falam do pecado com muito pouca convicção e acabaram por criar muito mais situações de interrogação e de dúvida, do que de fé, de esperança e de confiança.
Eu não digo que eram boas todas as formas em que se vivia, mas digo que com a sua destruição era necessário substitui-las por outras iguais ou melhores.
Foi isso que não se verificou, se os esquemas de educação eram “repressivos” deveriam ter substituídos por outros que dessem aos jovens autonomia, independência e confiança em si próprios, o que se obteria em clima de maior rigor politico e de autoridade de estado que iria criar exigência e excelência.
A juventude moderna vive com demasiadas facilidades, os pais compram, com dinheiro e presentes, o afecto dos filhos que vêem fugir-lhes. Temos assim dois cenários: por um lado juventude beneficiada que passou a viver com o dinheiro que sobra dos bolsos de uma franja da sociedade que tem mais do que o necessário para as suas necessidades, e por outro lado uma imensidão de jovens oriundos de famílias carenciadas das grandes periferias que fazem da marginalidade forma de vida, roubando, matando e violando.
Uma facilidade que passou do dinheiro para os próprios comportamentos e que se pode notar pela diferença que vai entre uma juventude que se via lutar pela vida em qualquer trabalho, porque todos os trabalhos são honrados, para uma juventude que apenas se preocupa em viver excessivamente depressa e em completa desordem mental e física.
Estou convencido que a actual crise da juventude vem fatalmente da insegurança e falsas expectativas que se lhe criou e que esses factores, - a insegurança afectiva, ideológica, espiritual e morais, principalmente moral – que ela disfarça na dispersão em que anda e nas agressões que manifesta vem exactamente do amor que lhes falta, e que muitas vezes não receberam e que por isso não aprenderam a dar, e da confiança que perderam em quem lhes devia dar o exemplo – Os pais, filhos da revolução de Abril que tudo corrompeu com as falsas ideologias e promessas de liberdade utópicas.
Não cabe aos governos obrigar os pais e os educadores a darem os bons exemplos, nem os governos são as entidades mais indicadas para criar motivações, valores e relações entre as pessoas, que possam dar á juventude a confiança nos outros que lhe é necessária para crescer e criar novas gerações de Portugueses capazes de manter a tradição e valores únicos de uma Pátria com 860 anos de história.
Os governos podem e devem criar e assegurar as instituições de ensino, para os que quiserem aprender a valorizar-se e a valorizar Portugal.
Podem e devem criar instituições de cultura popular, de desporto, de ocupação de tempos livres, para os que delas quiserem beneficiar para dar á vida um sentido e uma razão.
Podem e devem assegurar a ordem pública, e sempre que ela for perturbada pela juventude ou seja por quem for. E poderiam, se isso fosse solução, submeter a juventude á disciplina do que se chama a “caserna jovem nacional”, onde os problemas da juventude se não põem, porque uma ordem nacional implacável não o permite.

Mulheres protejam-se, escolham o que acharem melhor !!

sábado, 15 de dezembro de 2007

Do tempo dos meus pais

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Blog Identitário em destaque

Novo espaço na rede em destaque:

http://blogidentitario.wordpress.com/

Blog ID será um local de informação sobre as actividades dos identitários portugueses, mas também de todos aqueles que abraçaram o ideal identitário na Europa, assim como em países onde existem comunidades euro-descendentes. Ainda que actuemos localmente, o combate em curso é obviamente global.
Este blog pretende também ser uma Agora, o espaço aberto no qual os gregos clássicos debatiam os mais distintos assuntos, sempre desde a máxima elevação e respeito pelos intervenientes.
Frontal e directo, como é apanágio dos identitários, o Blog ID terá sempre por princípio basilar o mote: Os Nossos primeiro que os outros!

Em nome da democracia.

Edgar Hoover, que era amigo pessoal do director da PIDE, Major Silva Pais, escreveu um livro muito interessante, que intitulou Masters of Deceit, (Mestres da Fraude e da Impostura).
Edgar Hoover foi o fundador do FBI Americano e que tão relevantes serviços tem prestado á sociedade Norte Americana.
Transcrevendo o início do Capitulo 23 do Livro, temos:

« Algo inteiramente novo instalou-se na América, durante a geração passada; uma mentalidade comunista representando uma sistemática, intencional e consciente tentativa para destruir a Civilização Ocidental e fazer regredir a História para a era da crueldade bárbara e do despotismo, tudo em nome do "progresso". O mal é descrito como o bom, o terror como justiça, o ódio como amor, e obediência a ideologias estrangeiras como patriotismos.»

O comunismo ainda não acabou, pelo menos em muitas partes do mundo.
Em Portugal o comunismo tem cumprido a sua parte na missão. Noutras partes do mundo ainda mexe contribuindo para o estabelecimento do caos onde ele ainda não é total.
O que aconteceu em Portugal nestes últimos 30 anos é bem descrito, por exemplo, no excelente livro de George Orwell - "Animal Farm" - que em Portugal foi traduzido por "O Triunfo dos Porcos", com grande propriedade...........
O que querem impor em Portugal e no resto do mundo também foi previsto por Orwell na sua obra de nome "1984"
Os comunistas mais espertos que querem, sem nada produzir, viver á custa dos que trabalham, passaram-se para o Socialismo, ou seja, para o PS, um sistema de partido aparentemente mais moderado e mais receptivo aos aproveitadores da "democracia" e "liberdade" falsamente apregoada desde o 25 de Abril. Todas as calamidades caíram então em cima deste país, hoje pobre, «onde a terra acaba e o mar começa».
Sendo mestre da fraqueza humana o inimigo soube explorar a nossa vaidade, assim como na fábula de La Fontaine a Raposa explorou o Corvo:

«É fama que estava um corvo
Sobre uma árvore pousado
E que no seu forte bico
Tinha um queijo atravessado
Pelo faro, aquele sitio
Veio a Raposa matreira
A qual, pouco mais ou menos
Lhe falou desta maneira:
Bons dias meu lindo Corvo.
És a glória desta planura
És outra Fénix se acaso
Tens a voz como a figura
A tais palavras o corvo
Com louca estranha afoiteza
Para mostrar que é bom solfista
Abre o bico e solta a presa
Lança-lhe a mestra o gadanho
E diz-lhe: Amigo aprende
Como vive o lisonjeiro
Á custa de quem o atende
Esta lição vale um queijo
Tens destas para teu uso
Grasna então consigo o corvo
Envergonhado e confuso:
Velhaca, deixou-me em branco
Fui tolo em fiar-me nela
Mas este logro me livra
De cair noutra esparrela»

O corvo aprendeu a lição e ficou envergonhado. Os abrileiros não aprenderam a lição, não ficaram envergonhados e não vão cair noutra porque já não têm onde cair.
Só que na queda arrastaram uma Nação inteira que desde o Minho a Timor, anda agora a estender a mão á caridade.
Assim o disse uma senhora portuguesa, com a coragem que falta a muitos homens, num teatro de Lisboa, em 1979:

".......Só vejo ambições e ânsias de poder
Traições e mais traições, meus filhos a sofrer
E com a alma em sangue ouvi dizer
Que esta terra de Santos, Heróis, Navegadores
É também a de invejosos, gatunos e traidores"


Uma mentira insistentemente repetida torna-se verdade. Portugal acredita que tudo se passa em nome da democracia.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

1º dia do fim de Portugal - Necessita-se uma Revolução

O diccionário apresenta a seguinte definição para o termo Corja: grupo de indivíduos grosseiros, vis, de má índole; canalha, súcia, malta. A próxima atualização do dicionário certamente incluirá mais uma: "assinantes do Tratado de Lisboa"

Neste dia negro para Portugal, quando os Jerónimos tiveram de albergar tamanha corja de federastas, relembremos algumas palavras cheias de actualidade:

«Estamos deste modo na encruzilhada fatal da nossa história moderna. O que está em causa é a própria sobrevivência da Pátria. Já agora anda por aí um Cristóvão de Moura pederasta a querer vender-nos a Castela. Parece que, sem o Ultramar, ficámos sem Norte — e, para não naufragarmos temos de ser capazes de nos reprojectar no futuro, achando os caminhos da nossa própria redenção.
Destruindo tudo, que, ao menos, ao construir-se de novo, se construa sólido. Não parece que seja no recomeçar dos velhos erros que se achará a levedura necessária para refortificar a todos.
Voltamos dolorosamente ao que nos perdeu. Mal saídos ainda dum regime autoritário e centralizador gerado nos desmandos e na impotência da partidocracia, logo voltamos ao sistema incapaz. Vamos perder-nos de novo e perder as liberdades instrumentais onde se tempera a liberdade essencial.
Não seremos nós capazes de encarar a vida política portuguesa em função da realidade portuguesa? Não seremos nós capazes de revolucionar Portugal sem macaquear as revoluções estrangeiras — e sem cair nas «originalidades gonçalvistas»?
O 25 de Abril pôs em causa toda uma estrutura de poder monoárquico que, vivendo de um homem, vivia enquanto vivesse o homem — onde do seu génio. Os termos em que, dia a dia, vai evoluindo a Revolução põem em causa tudo o que se recuperou do essencial, depois de se ter perdido quase tudo. Vamos voltar a 1926? E recomeçar tudo de novo? Este é o tremendo desafio que nos lança a História: — ou nos entendemos todos para redescobrir Portugal, refazendo-o — ou deixaremos de ser; ou tomamos consciência dos perigos que se nos deparam — ou perdemos a Soberania.
Haveremos de reconstruir a Pátria nova dentro duma Revolução: isto a que estamos a assistir é apenas uma reprise. Não será assim que nos salvaremos.»

Manuel Maria Múrias
(In A Rua, n.º 4, pág. 12/13, 29.04.1976)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

História da Luftwaffe e outras curiosidades


Durante os últimos meses da II Guerra Mundial, a superioridade numérica dos Aliados tornou-se tão evidente que apenas a 8ª Força Aérea norte-americana possuía cerca de 1.500 caças a mais que toda a Luftwaffe.
Além disso, a USAAF contava ainda com a 9ª e a 15ª Forças Aéreas prontas para entrar em operação a qualquer momento, se necessário!
Este site é dedicado à memória de todos os pilotos, tripulantes e soldados da Luftwaffe que lutaram até o fim em defesa de sua Pátria, mesmo sabendo que tratava-se de uma causa perdida.

A origem das crises

O país atravessa neste momento uma das suas piores épocas de sempre, pior do que isto penso que apenas a época dos Filipes, com a nossa perca de independência, e os tumultos permanentes dos primeiros anos da república que apenas tiveram como boa consequência a revolução de 28 de Maio de 1926 e o consequente aparecimento em cena do mago das finanças e salvador nacional, Dr. Oliveira Salazar.
Pessoalmente, olhando da província onde me encontro, a vida politica, os politicos ,o presidente da república, o governo da república e o seu parlamento em tudo fazem lembrar a confusão política dos anos dez e vinte do século passado, falta apenas as constantes revoluções e confrontos nas ruas de Lisboa para a festa ficar completa.
Em relação à Assembleia da República penso que não há princípio que, considerado objectivamente, seja tão errado como o princípio parlamentar, o parlamentarismo é uma estufa onde se cultiva a irresponsabilidade, poderá alguma vez, por acaso, uma maioria hesitante de homens ser responsável pelo que quer que seja?
E os partidos? O único cuidado que fatalmente determina a organização de um novo programa dum partido político, ou a modificação do anterior, é sempre o receio das próximas eleições, no que eles menos pensam é no povo, no país ou noutra coisa qualquer que não seja o seu próprio futuro, é vergonhoso, asqueroso o que se vive nos grandes partidos do centro, PS e PSD.
Aliás, por falar em eleições, é mais fácil fazer passar uma vaca pelo buraco de uma agulha do que ser descoberto um grande homem através de eleições.
Quanto mais os verdadeiros homens pátrios, os nossos melhores, verdadeiros chefes, forem afastados das actividades políticas que consistam principalmente, não em trabalho criador e produtivo, mas no regatear e comprar favores da maioria e dos clientelismos partidários, tanto mais a actuação política descerá ao nível das mentalidades vulgares e tanto mais estas se sentirão atraídas para a vida pública, formando-se um circulo vicioso, o que se pode contatar pela actual classe política nacional.
Podemos acreditar que o progresso no mundo provenha da acção combinada de maiorias e não de inteligências individuais? Não, a maioria nunca pode substituir o homem, ela é sempre a advogada não só da estupidez como da covardia, por exemplo, já alguma vez aconteceu algum parlamento compreendesse uma ideia antes que o êxisto proclamasse a grandeza dessa mesma ideia?
A instituição e organização de uma país pela via da democracia pluripartidária e parlamentar com a respectiva pseudo fiscalização democrática por esse mesmo parlamento é a causa da incrível dominação de toda a vida política e governativa justamente pelos elementos de menos valor moral e patriótico.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Perdemos a Identidade Nacional

Frente à campa do Soldado Desconhecido, na Sala do Capítulo do Mosteiro da Batalha, tendo em seu redor representantes de duas gerações de combatentes, um mutilado de guerra em Moçambique, condecorado com a Torre-e-Espada, ergueu a voz para denunciar o crime daqueles que destruíram Portugal, «adulterando deliberadamente a nossa cultura e denegrindo as nossas tradições». Foi no passado 9 de Abril, ao celebrar-se o sexagésimo aniversário da batalha de La Lys.
Em nome de quem falou o major Duarte Pamplona? Em nome de quem afirmou que perdemos a identidade nacional? Em nome de quem lembrou que a recuperação dessa identidade nacional «terá que abranger milhares de portugueses espoliados e expulsos» e só será possível quando «a liberdade, a justiça, a honestidade e o exemplo forem praticados por todos os portugueses, começando pela classe política dirigente»? E que essa mesma classe política, «na qual estão incluídos alguns combatentes da guerra do Ultramar», não conseguiu aproveitar e dirigir a enorme capacidade de ideal, de sofrimento e da dádiva dos Portugueses?
Pois falou em nome de todos nós. De todos nós, os que nos recusamos a aceitar como irremediável a degradação para que nos atiraram, os que estamos fartos de ser pasto da voracidade partidária, os que não pretendemos mais do que ser Portugueses — Portugueses sem rótulo, sem coleira, sem vassalagem, sem opróbio e sem medo.
Aqui ficam palavras suas — que são de todos nós. E aqui fica a sua e nossa esperança em que a Nação portuguesa recupere a identidade perdida, em que os portugueses se reencontrem com o seu destino, em que Portugal se restaure.

Manuel Maria Múrias
(In A Rua, n.º 96, pág. 1, 13.04.1978)

Publicidade de outros tempos


Navios Portugueses - República (Ex Rainha D. Amélia)

Foi construído no Arsenal de Lisboa em 1901 sendo o primeiro navio em aço ali construído. O seu nome foi alterado em 1910, e em 1915 perdeu-se por encalhe nas Berlengas. DESLOCAMENTO: 1 683 tons.
DIMENSÕES: 75 * 11,4 * 4,47 metros
ARMAMENTO: 4 peças de 150mm ; 2 de 100mm; 2 de 47mm; 2 de 37mm; 2 metr. de 6,5 mm.; 2 tubos lança - torpedos
PROPULSÃO: 4 máquinas de T.E. de 5 000
H.P. - 2 veios = 18 nós
GUARNIÇÃO: 263 homens

Sons

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

O futuro prepara-se no presente

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Assine, Divulgue

Já assinou a Petição contra o acordo ortográfico???

Quer escrever 'Hoje', 'Húmido', 'Hilariante' sem 'h' ?? Quer começar a escrever palavras como 'Acção' sem 'c' mudo nem palavras como 'Baptismo' sem 'p' mudo? Eu quero continuar a escrever em Português tal como o conheço agora, e você?

Conceito de Memória

No programa - Sociedade Civil - do passado dia 5 de Dezembro, intitulado "Não apaguem a memória" e tendo como convidados Fernando Rosas, Ruben de Carvalho e Nuno Tetóneo Pereira, painel absolutamente imparcial em matérias politicas..., foi abordado o tema da memória do Estado Novo, da PIDE, de Salazar, etc, e de como, alegadamente, hoje em dia se tenta, apagar ou manipular essa memória recente do nosso país.
A dada altura do programa foi até referido que é uma campanha orquestrada, conspirativa e derecçionada ao reecresver da História de Portugal.
O tema interessa-me, e não fosse por isso não teria assistido ao desfilar da verborreia de tais personagens, foi interessante verificar por anda actualmente o conceito de memória dos intervenientes que é, afinal, espelho dos conceitos e bandeiras da esquerda por eles representada.
Em relação á antiga sede da PIDE, os intervenientes, que se têm desdobrado em actividades ligadas a este tema, como pode ser visto no seu blog Não Apaguem a Memória, (NAM) querem para esse lugar um "museu da resistência", mas são os mesmo que fazem oposição cerrada, petições e lobby contra a construcção do museu sobre Salazar e o Estado Novo em Santa Comba Dão, logo aqui se verifica que no conceito de memória deste grupelho apenas a memória que eles querem impor é a correcta, dois conceitos diferentes de memória.
Pequenas reportagens e entrevistas mostraram os alegados "Presos Politicos", entre eles o próprio Rosas, em relatos sobre as esperiências prisionais dos visados, mas mais uma vez equecem-se dos milhares de prisões arbitrárias, das perseguições e torturas a que foram alvo cidadãos honestos no pós 25 de Abril e que continuam na actualidade com a prisão absolutamente vergonhosa de vários companheiros nacionalistas.
O recente Livro de Maria da Conceição Rita e Joaquim Vieira foi abordado, jucosamente, por Fernando Rosas, dizendo que não acrescentava nada de novo, 0,00% nas palavras dele, para a compreensão do Estado Novo e de Salazar, mas o seu novo livro, acabadinho de sair teve direito a amplo destaque, assim como os livros de mais alguns dos seus correligionários do movimento NAM.
Gostaria de perguntar ao Sr. Fernando Rosas no que ficamos, conservamos toda a memória ou apenas a que o Sr. Rosas acha que serve os seus interesses e os do seu partido? Ou tem medo que os Portugueses tenham conhecimento do outro lado de Salazar, que saibam que o "papão" cruel e sanguinário por eles anúnciado durante décadas afinal não existia.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Livros - 1000 Pensamentos de Adolf Hitler

Tudo neste mundo é susceptível de melhorar.
A derrota pode engendrar a futura vitória; uma guerra perdida pode originar a ressurreição vindoura; a miséria pode fecundar energias, e de cada opressão podem as forças erguer-se até á renascença espiritual. Tudo isto, só é possivel enquanto o sangue se conservar puro.

Os programas de cinema, dos teatros de variedades e casas de divertimento constituiem uma vasta coligação para atrair a atenção pública pelos mais baixos expedientes. Quem quer que não tenha perdido a capacidade de penetrar na alma dos jovens, logo compreenderá que desta educação só pode resultar graves prejuizos para a mocidade.
Se não livrarmos a mocidade do charco que actualmente a ameaça, ela nêle se afundará. Quem não quiser dar-se conta desta situação, concorrerá para apoiá-la, transformando-se em co-autor da lenta prostituição das gerações futuras.
Actualmente tôda a nossa vida em público é uma espécie de estufa para o cultivo de idéias e atracções sexuais.
Quando a raça está em perigo de ser suprimida ou mesmo oprimida, a questão da legalidade passa para plano secundário.
A luta contra o envenenamento da alma deve-se desenvolver ao lado da cultura física.
O casamento não é uma finalidade; deve servir à multipicação e conservação da espécie e da raça. Esse é o seu significado, esta é a sua finalidade.
Nos casamentos tardios está uma das causas da conservação dum estado de coisas que, por mais que se queira torcer, é e será sempre uma vergonha para a humanidade e que deve ser visto como uma maldição para criaturas que modestamente se julgam feitos à imagem do criador.
O valor excessivo dado à cultura intlectual pura e a niglicência em relação à formação física dão origem, antes do tempo, ás solicitações sexuais. O jovem que se fortelece nos desportos e nos exercícios de ginastica está menos sujeito a capitular ante a satisfação dos seus instintos dos que aquele que vive uma vida sedentária. Uma educação nacional terá que tomar em consideração este aspecto do problema.
A questão da conservação ou não-conservação do sangue e da raça perdurará enquanto existir a humanidade.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Em tempo de Inverno...

Em 1939, Lisboa torna-se o porto de abrigo de uma Europa em Guerra. Foi assim que Alvaro Matias, jovem marçano de uma mercearia da baixa Lisboeta conheceu um dia um francês de nome Dr. Bayard. Nesses anos dificeis nasce uma amizade improvável, Alvaro aprendendo francês, servindo de cicerone e desencantando mantimentos quando o refugiado francês se via mais aflito. Na hora da partida o homem agradeceu-lhe dando-lhe o que de mais valioso possuia, a fórmula de uns rebuçados peitorais. Assim nasceu em 1949 a produção dos excelentes e populares rebuçados para a tosse Dr. Bayard.

Hoje a fábrica produz quatro toneladas de rebuçados por dia, mantendo o segredo da receita, composta de açúcar, glucose e mel dissolvidos num chá de plantas medicinais, tão deliciosos como a história que lhes deu origem.

sábado, 1 de dezembro de 2007

1º de Dezembro - Dia da Restauração

Neste dia, que é dos poucos feriados nacionais que fazem algum sentido, convém não esquecer o que se comemora e o que se recorda.
Nos ultimos anos, desde os anos 70, em que a Espanha entrou num caminho de progresso e futuro, ao contrário de Portugal que entrou no caminho do abismo, a crescente gula espanhola sobre a nossa autonomia politica, social, cultural, económica e territorial faz-se sentir todos os dias como um pesado fardo aos ombros da pátria, já lá têm a nossa Olivença, não deixemos que nos tomem o resto.

Recordo agora algumas passagens um artigo do General Loureiro dos Santos:

Independência de Portugal ameaçada?
General Loureiro dos Santos

"No vizinho peninsular, parece haver quem pressinta a possibilidade de acabar com a independência de Portugal, em proveito próprio. As debilidadespor que passamos, por culpa dos responsáveis políticos portugueses que nostêm governado nos últimos anos, estão a ser percepcionadas como janelas de oportunidade que, se adequadamente aproveitadas, poderão conduzir ao fim do nosso autogoverno. Do que resultariam vantagens para o Estado espanhol e para regiões autónomas da Espanha (?). Naturalmente, em prejuízo da capacidade portuguesa de defender os interesses daqueles que habitam no país que os nossos maiores nos legaram.

A leitura de um artigo do "La Vanguardia", de 19 de Fevereiro de 2005 (véspera das eleições legislativas), assim como a de um passo, significativo a este respeito, da entrevista ao "Expresso", de 22 de Janeiro, quando já decorria o debate eleitoral, por Carod Rovira, líder da Esquerda Republicana da Catalunha, revela bem o apetite de estratos da sociedade do país vizinho.Pelo menos de alguns, mas com assinalável expressão e projecção pública.

Acabar com a independência de Portugal. No "La Vanguardia" faz-se uma análise da crise portuguesa, recorrendo aomais recente eurobarómetro e citando os apenas 38 por cento de portugueses satisfeitos com a sua democracia em comparação com os 57 por cento de médiada União Europeia. Refere a deterioração da situação económica e relaciona-a com a desenvolvida economia de Espanha, nosso primeiro parceiro comercial, com a região autónoma da Catalunha em destaque. E conclui: "Uma relação económica que, para além dos governos em funções, deveria traduzir-se numa maior integração política, de perfil multipolar, para poder ter peso numa nova Europa alargada" (federação?).

A entrevista de Carod Rovira ao "Expresso" vai no mesmo tom. Começando por dizer que o seu objectivo final é a independência da Catalunha no âmbito da União Europeia, não se coíbe de afirmar que, na actual situação, não lhe parece possível tal objectivo, mas é preciso concluir (?) esta "península inacabada". Neste processo, "Portugal, que é a fachada atlântica da península, e a Catalunha, fachada mediterrânica da península, têm vivido de costas viradas para o interior da península e de uns para os outros. Só podemos acabar com isto conhecendo-nos (...) Existem muitas questões na Península Ibérica que só se resolverão satisfatoriamente se forem tratadas com uma mentalidade peninsular." Como existem outras que necessitam de mentalidade europeia e até mundial, assim como muitas outras que exigem mentalidade nacional, acrescento eu.
Carod Rovira termina: "Madrid não pode decidir sozinha em tudo, devemos passar de uma concepção unipolar do Estado para uma outra multipolar, que passe por Lisboa, Barcelona, Bilbau,certamente por Sevilha, e juntos poderemos acabar de alguma forma esta península que nunca foi concluída". Embora terminando por uma frase suficiente ambígua para conter todas asinterpretações que lhe convenham (nomeadamente a transformação da Península numa Confederação de estados ibéricos independentes), ela também pode ser lida como um cenário de transição com uma Península federal, centrada em Madrid (uma vez que reconhece não existirem condições para a Catalunha atingir a independência).

Isto corresponderia à abdicação de Portugal dos atributos de soberania que possui (e que Rovira tanto deseja para a Catalunha, o que é uma flagrante contradição), com tudo o que tal significaria como reforço da instabilidade conflitual na península. Ao mesmo tempo, talvez sem dar conta, atiça os impulsos centralistas de Madrid sobre as regiões periféricas peninsulares, onde verdadeiramente se produz a riqueza, e que são as reais detentoras do potencial estratégico natural, dado o seu acesso ao mar.
A grande lição de tudo isto é que a actual situação de crise económica, senão for resolvida atempadamente, tornar-se-á numa muito séria ameaça à independência de Portugal, além de poder vir a traduzir-se em roturas sociais profundas, de repercussões tremendamente negativas no nosso bem-estar e estabilidade. A sua solução passa pela substituição do actualmodelo económico-social, já esgotado, por outro bem mais rigoroso, susceptível de exigir, pelo menos temporariamente, talvez num largo período, sacrifícios de todos nós.

Os responsáveis políticos agora eleitos terão de seleccionar o essencial e descartar o acessório; agir com lucidez e com despreendimento relativamenteà sua continuação no poder; e ter por ambição ficar na História como regeneradores de Portugal, e não como eventuais coveiros da sua independência, se não imediata e formal, pelo menos a prazo e de facto. A racionalização dos instrumentos da acção do Estado é uma das primeiras, senão a primeira decisão a tomar. Em todos os sectores da Administração.

Com demagogia, tibieza e falta de lucidez e de espírito patriótico, não será possível afastar as graves ameaças que se colocam à nossa independência nacional.
Só com verdade, coragem, visão do interesse nacional e patriotismo, haverá possibilidade de o conseguir.
Todos seremos julgados pela História.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Livros - A SAGA DO REI MENINO

«El-rei dom Sebastião; El-rei dom Sebastião! Eis como estas palavras chegam à nossa história, fazendo do principezinho um rei de três anos de idade, o rei menino. (…) Foste talvez o único rei português que chegou ao trono sem saber o que era an­dar roído pelo desejo diabólico de poder e de glória. (…) Eras verdadeiro e autêntico em tudo o que dizias e fazias e isso chega para fazer de ti um caso especial entre os monarcas portugueses.»
«Hoje, à distância, convenço-me que a derrota de Alcácer Quibir teria ainda sido mais funda se a batalha não se tivesse perdido. (…) As vitórias são quase sempre uma distracção de superfície, um vento enganador de euforia e arrogância, enquanto as derrotas, exigindo um esforço de concentração e uma cons­ciência da humildade, podem ser o momento da criação. Alcácer Quibir foi para os portugueses uma derrota dessa ordem; ganhava-se mais perdendo e perdia-se mais ganhando. (…)Alcácer Quibir é o momento mais tenebroso da História de um povo, uma derrota ignominiosa, uma página de luto e escuridão, feita de carne, sangue e lágrimas, uma catástrofe gigantesca que é impossível fitar de frente, mas é ao mesmo tempo o seu momento mais luminoso e epifânico, aquele de que se esperou sempre salvação, vida eterna e imortalidade, tudo o que é extraordi­nário e glorioso.»
«Vejo Sebastião no momento da partida para Alcácer Quibir como um jo­vem músico antes do seu primeiro concerto. Tem no rosto as alegrias da espera e nos olhos o pavor do escuro. Amedronta-o a iniciação.»
«Ainda hoje o Encoberto é uma figura da nossa vida; basta que esteja num poema de Fernando Pessoa para andar por perto. Não admira que quase quinhentos anos depois de Alcácer Quibir ainda haja gente à tua espera, ó Sebastião. Assim, meu amigo, não custa morrer aos vinte e quatro anos, nem perder uma batalha, nem ter uma estrela funesta no destino. Por isso, o meu último vocativo para gente de carne e osso devia ser para ti, meu extraordinário rei de Portugal.»

sábado, 24 de novembro de 2007

Navios Portugueses - Vasco da Gama

Antiga corveta couraçada com o mesmo nome , foi transformada em cruzador na Itália voltando a navegar em 1901. Havia sido construída na Inglaterra por Thames Iron Works e incorporada como corveta em 1 - 2 - 1887 , sendo abatida em 25 - 9 - 1936.
DESLOCAMENTO: 3 030 tons.
DIMENSÕES:71,3 * 12,28 * 5,56 metros.
ARMAMENTO: 2 peças de 203 mm; 1 de 150 mm; 1 de 76 mm; 8 de 47 mm; 2 metr. de 6,5 mm
PROPULSÃO: 2 máquinas de E.T. de 6 000 H.P. - 2 veios = 15,5 nós
COURAÇA MAXIMA: 254 mm
GUARNIÇÃO: 259 homens

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Um monstro chamado crédito

É uma vergonha o que se está a passar em Portugal com os empréstimos ao consumo desenfriado. A publicidade tem concerteza muito que ver com ese fenómeno, senão vejamos:
É inacreditável e do mais completo "no sense", por exemplo, no intervalo de qualquer programa informativo ou noticioso onde se apela á moderação na obtenção de crédito, sejamos bombardeados com um sem número de anúncios publicitáros a propôr exactamente o contrário, nunca foi tão fácil obter dinheiro rápido, o pior vem depois......
Se não forem tomadas medidas "energicas" com vista á diminuição do acesso de crédito ao consumo o mesmo vai tornar-se um enorme problema com consequências catastróficas a curto prazo.
Mais uma vez, como se fosse preciso mais, se prova que um Estado deve ter um controle sobre os meios de comunicação social, propaganda, publicidade, etc, etc....Só assim, e eficaz e rapidamente, se conseguia a total proibição de anúncios de empresas de crédito.
Deveriam ser também proibidos os contratos de compra de bens, quaisqueres bens, com recurso a crédito, isso iria promover a poupança e o espírito de sacrificio, se queres alguma coisa tens de poupar e lutar por ela, promovia-se o prazer e a estima do homem pelo objecto, reduzia-se o consumo e incentivava-se a longevidade dos bens, como por exemplo dos automóveis, reduzindo-se a super crescente tendência para o descartável.
A única coisa que deveria ser autorizada comprar com recurso ao crédito seriam as habitações, e mesmo esses contratos deveriam ser alvo de profundas remodelações, apenas jovens casais com manifesta falta de primeira habitação própria poderiam obter o empréstimo e deveria ser estimulado o recurso ao créditos que visassem a recuperação e reparação de casas antigas e degradadas assim como deveria ser estimulado o recurso ao crédito para compra de casa na província e nas zonas rurais e interiores de Portugal.
Num país como o nosso, onde o nivel de poder de compra estagnou há alguns anos, os desnivelamentos sociais de acentuam, a classe média é alvo de uma ataque cerrado com vista á sua morte, o recurso ao crédito é visto socialmente, mas erradamente, por todos os que têm parcos recursos, como a tábua de salvação quando é na verdade a sua morte económica.

Testemunhos

Um dia de manhã, ao chegar á sua residência, encontrei o Doutor Salazar, Presidente do Conselho, com um pé engessado por virtude de uma fractura nos dedos do pé direito. Isto passava-se em Junho de 1966, quando em Londres decorria o campeonato do mundo de futebol onde o jogador Eusébio constituía a pedra fulcral da selecção portuguesa. Depois de me certificar de que o Doutor Salazar não tinha dores nem a fractura lhe estava a causar grande incómodo, não resisti a dizer-lhe: «Antes V. Ex. do que o Eusébio.» O presidente do Conselho achou graça ao dito, tanto assim que no mesmo dia, ao falar com o Dr. Franco Nogueira, o próprio Doutor Salazar comentou: «Grave, grave e de consequências nacionais seria se isto tivesse acontecido ao Eusébio.»

José Luciano Sollari Allegro
Secretário particular entre 1947-1960

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

O Sangue

"Empregamos esta palavra como significando Herança.
Os rubros glóbulos sanguínios trazem, dentro da sua microscópica esfera, antigos espectros que resurgem e vão definindo o carácter dos indivíduos e dos Povos.
Gritam no sangue velhas tragédias, murmuram velhos sonhos, velhos diálogos com Deus e com a terra, esperanças, desilusões, terrores, heroísmos, que desenham, em tintas vivas, o cenário e a acção das nossas almas.
O sangue é a memória, presença de fantasmas, que nos dominam e dirigem.
À voz do sangue responde a voz da terra; e este diálogo misterioso mostra caractéres da nossa íntima fisionomia portuguesa.
A Ibéria foi primitivamente povoada por diversos povos de que descendem os actuais castelhanos, vascos, andaluzes, galegos, catalães, portugueses, etc.
Aqueles Povos pertenciam a dois ramos étnicos distintos, diferenciados por estigmas de natureza física e moral.
Um dos ramos é o ariano (gregos, romanos, godos, celtas, etc.); e o outro, é o semita (fenícios, judeus e árabes).
O Ária criou a civilização greco-romana, o culto plástico da Forma, a beleza concebida dentro da Realidade próxima e tangível, o Paganismo; o Semita criou a civilização judaica, a Bíblia, o culto do Espírito, a unidade divina, a beleza concebida para além da matéria.
O Ária cantou, nos cumes do parnaso, a verde alegria terreste, a infância, a superfície angélica da vida; o Semita glorificou, nos cerros da Calvário, a dor salvadora que nos eleva para o céu, o sonho da Redenção, pelo sacrifício do espiritual.
Povos destes dois ramos étnicos tão diferentes, misturaram-se na Península, originando as antigas nacionalidades que Castela submeteu à sua hegemonia, com excepção de Portugal. Todavia, conservam uma certa independência moral revelada pelos idiomas ainda hoje falados na Espanha.
Portugal resiste, há oito séculos, ao poder absorvente de Castela. Demonstra este facto que, de todas as velhas Nacionalidades Peninsulares, foi Portugal a dotada com mais força de carácter ou de raça.
E este seu carácter, trabalhado depois pela Paisagem, resultou ou nasceu da mais perfeita e harmoniosa fusão que, neste canto da Ibéria, se fez do sangue ariano e semita.
Estes dois sangues, equivalem-se em energia transmissora de heranças, deram à Raça lusitana as suas próprias qualidades superiores, que, em vez de se contradizerem - pelo contrário - se combinam amorosamente, unificando-se na bela criação da alma Pátria."

Teixeira de Pascoaes

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Livros - Mocidade Portuguesa Feminina

«Uma mulher que me deixasse ler o jornal em paz (…), que, quando eu estivesse a trabalhar, soubesse fazer silêncio (…), não olhasse para a minha mãe com olhos de nora ciumenta (…), não me esgotasse a paciência fazendo-me sempre esperar (…), não me desequilibrasse o orçamento (…). Uma mulher capaz de compreender a doce sujeição que a esposa deve ao marido.»
Revista da MPF – Menina e Moça, 1948

Em 1937, a Mocidade Portuguesa Feminina (MPF) nascia com o objectivo de criar a nova mulher portuguesa: boa esposa, boa mãe, boa doméstica, boa cristã, boa cidadã sempre pronta a contribuir para o Bem comum, mas longe da intervenção política deixada aos homens.
A historiadora Irene Flunser Pimentel traça-nos a história deste movimento, obrigatório para mulheres dos sete aos catorze anos, através do Boletim do MPF e mais tarde da revista Menina e Moça, veículos de transmissão dos valores e comportamentos ditados pelo regime salazarista.
Ao folhearmos estas páginas, deparamo-nos com raparigas fardadas de bandeira em punho, lições de lavores e trabalhos manuais ou outros afazeres da vida doméstica, indicações sobre o fato de banho oficial com decote pouco generoso e saia não muito curta, lemos textos sobre a atitude a ter em casa com o marido, conselhos sobre livros fundamentais e outros proibidos aos olhos destas jovens e aprendemos as virtudes dos grandes heróis nacionais como D. Filipa de Lencastre ou o Santo Condestável.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Plano Tecnológico VI

No âmbito da estreita amizade deste nosso desgoverno com o democrático estado da China eis as novas varredoras adquiridas aos "amigos" chineses do Sócrates, claro está incluidas no tão conhecido Plano Tecnológico.

Navios Portugueses - Classe S. Rafael

S. RAFAEL 1900 - 1911

S. GABRIEL 1900 - 1925
Estes cruzadores foram construídos em França, nos estaleiros Forges et Chantiers de L´Havre. Inicialmente possuíam três mastros. O S. Rafael perdeu-se por encalhe em Vila do Conde, tendo morrido dois tripulantes.
DESLOCAMENTO : ( S.R. ) 1838 tons. ( S.G. ) 1850 tons.
DIMENSÕES : 75 * 10,8 * 4,35 metros
ARMAMENTO: 2 peças de 150 mm ; 4 de 120 mm; 8 de 47 mm; 3 metr: de 6,5 mm. 1 tubo lança-torpedos
PROPULSÃO: 2 máquinas de T.E. de 3 000 H.P. - 2 veios = 15 nós
AUTONOMIA: 3 500 milhas
GUARNIÇÃO: 249 homens

Roteiro semanal

Conferência de apresentação do curso
«A SABEDORIA VIVA DAS ANTIGAS CIVILIZAÇÕES»
Terça-feira, 13/11, às 19h30, entrada livre.
Estimados Amigos:
Conferência de apresentação do curso «A Sabedoria Viva das Antigas Civilizações» que terá efeito na próxima terça-feira, 13/13, pelas 19h30, no Espaço D. Dinis sito na Av. António Augusto de Aguiar, 17 – 4º esq., em Lisboa. A entrada será livre.

Na quinta-feira, 15/11, às 19h, festejamos em conjunto o Dia Mundial da Filosofia. Para o evento um grupo de membros da Nova Acrópole e de voluntários do programa KAIRÓS prepararam uma representação teatral com a presença de grandes génios da filosofia tais como Confúcio, Platão, Séneca, Hipátia de Alexandria, Hildegarda von Bingen e Maimónides. A não perder!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Sacanas

Um sacana negro brasileiro que acode pelo nome de "seu Jorge" vem a Portugal dar uma espécie de espectáculo, ou espectáculos, acho que são alguns em algumas cidades deste país, daqueles que eu ainda não consegui perceber, existe por ai muita gente com tendência para passar algumas horas a sofrer, e informou a produção dos pseudo espectáculos que quer é sua espera no camarim nada mais nada menos do que, e espantem-se, 80 refrigerantes diversos, 40 bebidas energéticas, 50 pães tipo francês, cervejas brasileiras Brahma, 4 litros de água de coco verde, cinco caixas de bombons e 2 litros de caldo verde.

Ora eu não admira que ele peça, já têm pedido coisas piores, admira-me é que lhe atendam o pedido.

Pode ser que morra afogado no caldo verde!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Conheça os verdadeiros amigos!


sexta-feira, 2 de novembro de 2007

É fartar vilanagem

Cravinho e Odete com pensão vitalícia
«João Cravinho, Odete Santos e Marques Mendes, ex-deputados do PS, PCP e PSD, pediram, no decurso deste ano, a atribuição da subvenção mensal vitalícia, uma pensão concedida para toda a vida aos ex-titulares de cargos políticos. O antigo parlamentar socialista, que renunciou ao mandato de deputado em Janeiro deste ano para assumir o cargo de administrador no Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD), já tem a subvenção atribuída, mas os processos de Odete Santos e Marques Mendes estão ainda em fase de apreciação.»
Ora cá está o tal "Estado Social" a funcionar, quem sempre teve continua a ter, e em quantidade, quem nunca teve nada a não ser trabalho em cima do lombo uma vida inteira, continua a nada ter.
É fartar vilanagem!

...Eis a Realidade

O Primeiro Ministro, José Sócrates, está andando tranquilamente quando é atropelado por um condutor das corridas da Ponte Vasco da Gama e Morre ali na hora.
A alma dele chega ao Paraíso e dá de caras com São Pedro na entrada.
-"Bem-vindo ao Paraíso!"; diz São Pedro
-"Antes que você entre, há um problemazito... Raramente vemos Políticos por aqui, sabe… então não sabemos bemo que fazer com você.
-"Não vejo problema nenhum, basta deixar-me entrar", diz o antigo Primeiro Ministro José Sócrates"Eu bem que gostaria de o deixar entrar senhor Engenheiro, mas tenho ordens superiores… Sabe como é… Vamos fazer o seguinte: O Senhor passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Depois pode escolher onde quer passar a eternidade.
-"Não é necessário, já resolvi. Quero ficar no Paraíso diz o Primeiro Ministro.
-"Desculpe, mas temos as nossas regras. "
Assim, São Pedro acompanha-o até o elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno. A porta abre-se e ele vê-se no meio de um lindo campo de golfe. Ao fundo o clube onde estão todos os seus amigos e outros políticoscom os quais havia trabalhado. Todos muito felizes em traje social. Ele é cumprimentado, abraçado e eles começam a falar sobre os bons tempos em que ficaram ricos às custas do povo. Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar. Quem também está presente é o diabo, um tipo muito amigável que passa o tempo todo dançando e contando piadas. Eles divertem-se tanto que, antes que ele perceba, já é hora de ir embora. Todos se despedem dele com abraços e acenam enquanto o elevador sobe. Ele sobe, sobe, sobe e a porta abre-se outra vez. São Pedro está a espera dele.
Agora é a vez de visitar o Paraíso. Ele passa 24 horas no paraíso, junto a um grupo de almas contentes que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas e cantando. Tudo vai muito bem e, antes que ele perceba, o dia chega ao fim e São Pedro retorna.
-" E então??? Você passou um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Agora escolha a sua casa eterna." Ele pensa um minuto e responde:
-"Olha, eu nunca pensei ... vir a tomar esta decisão… O Paraíso é muito bom, mas eu acho que vou ficar muito melhor no Inferno."
Então São Pedro abanando com a cabeça, leva-o de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno.
A porta abre-se e ele vê-se no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo e com um cheiro horrível.
Ele vê todos os seus amigos com as roupas rasgadas e muito sujas catando o entulho e colocando-o em sacos pretos, repara que por vezes os amigos se pegam á porrada na disputa de pedaços de comida podre.
O diabo vai ao seu encontro e passa o braço pelo ombro do Primeiro Ministro.
-" Não estou a entender?!", - gagueja - "Ontem mesmo eu estive aqui e havia um lindo campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançamos e nos divertimos o tempo todo. Agora só vejo esse fim de mundo cheio de lixo mal cheiroso e os meus amigos totalmente arrasados!!!"
O diabo olha pra ele… sorri ironicamente e diz:
-"Ontem estávamos em campanha. Agora, que conseguimos o seu voto... eis a realidade"

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Opções


segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Roteiro Cultural


Visita Cultural
CONÍMBRIGA ROMANA - COIMBRA MEDIEVAL
Dos enigmas de Conímbriga aos lugares míticos de Coimbra
Domingo, 11 de Novembro, às 8h

Por José Carlos Fernández e Paulo Alexandre Loução
Pela manhã visitaremos as ruínas da cidade romana de Conímbriga, onde os seus mosaicos continuam a comunicar mensagens simbólicas. De seguida, é obrigatória a visita ao interessante Museu que nos proporciona uma amostragem da cultura romana. Destaque-se o seu labirinto e o quadrado mágico.
Depois do almoço, seguiremos para Coimbra logo visitando a famosa Quinta das Lágrimas. Na Fonte dos Amores evocaremos o amor imortal e proibido de Pedro e Inês. É um lugar mágico com um intimismo preenchido pela aura lendária. Já no centro histórico da Lusa-Atenas visitaremos o Mosteiro de Santa Cruz, o primeiro «centro cultural» do reino português onde se encontram os túmulos dos dois primeiros reis portugueses de fábrica manuelina. Na ambiente de recolhimento do claustro, podemos observar a vesica piscis na sua arcadaria. Haverá ainda tempo para subir até à Sé Velha e para descobrirmos os mistérios do brasão desta mítica cidade refundada por Hércules e que terá emergido na sequência da vitória de um herói sobre a terrível serpente columber. Naturalmente, também serão evocados a rainha D. Isabel de Aragão e o rei D. Dinis, historicamente relacionados com esta bela cidade banhada pelo Mondego.

Partida: às 8h junto ao nº 17 da Av. António Augusto de Aguiar, em Lisboa.
Chegada prevista às 21h.
Preço: 60 euros (inclui transporte, almoço e entradas nos locais históricos)
Inscrições até 7 de Novembro.
Actividades organizada pela Nova Acrópole.

Reflexão

«Para os puros todas as coisas são puras,
para os corruptos e descrentes nada é puro;
até a sua mente e consciência são corrompidas»
Epístola de São Paulo a Tito 1:15

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Até os pássaros......


Por outro lado

«O isolamento e a aparente frieza do Doutor Salazar eram um escudo e uma defesa para esconder a sua sensibilidade muito humana. Era conhecido o agrado que lhe causava a presença das crianças, respondia a muitas cartas que estas lhe dirigiam e manteve correspondência, durante anos, com algumas pequenas Austríacas que, através da Caritas, haviam sido acolhidas em Portugal para fugirem às terriveis dificuldades sofridas pelo seu país no pós-guerra.
A mesma sensibilidade se revelava no gosto com que o Doutor Salazar apreciava as obras de arte e as flores, mas tinha a preocupação de que essa sensibilidade não prejudicasse a análise fria dos problemas. Ele próprio disse um dia que «era possivel fazer política com o coração, mas só se podia governar com a cabeça». Por isso era avesso àquilo que hoje se chama banho de multidão.
O silêncio, o isolamento e o fugir a muitas coisas que normalmente causam agrado às pessoas permitiam-lhe conservar uma liberdade de espírito para tratar dos problemas com a isenção necessária e cumprir sempre aquilo que considerava um imperativo do dever.»

José Luciano Sollari Allegro
Secretário Particular de Salazar entre 1947/1960

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Navios Portugueses - Almirante Reis

Foi construído em Inglaterra por Vickers de Newcastle em 1899, sendo abatido em 22-1-1925. Este cruzador foi o maior navio de combate português, e foi desarmado durante a primeira Guerra Mundial.
DESLOCAMENTO - 4 253 tons.
DIMENSÕES - 117 * 14,4 * 5,33 metros
ARMAMENTO - 4 peças de 150mm ; 8 de 120mm ; 14 de 47mm ; 2 de37mm ; 3 metr. de 6,5mm; 5 tubos lança - torpedos
PROPULSÃO - 2 máquinas a vapor de T. E. de 12 500 h.p. - 2 veios = 22 nós
CALDEIRAS - 12 Yarrow
COMBUSTIVEL - 700 toneladas de carvão
GUARNIÇÃO - 432 homens

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Devia ser profético.

Consulta do Sócrates à vidente:

A vidente concentra-se, fecha os olhos e diz:
- Vejo o senhor passando numa avenida, num carro aberto, e uma multidão acenando.
Sócrates sorri e pergunta:
- Essa multidão está feliz?
- Sim, feliz como nunca!
- E eles estão correndo atrás do carro?
- Sim, por toda a volta do carro. Os polícias estão tendo dificuldades em abrir caminho.
- Eles carregam bandeiras?
-Sim, bandeiras de Portugal e faixas com palavras de esperança e de um futuro em breve melhor.
- Eles gritam, cantam?
- Gritam frases de esperança: "Agora sim!!! Agora vai melhorar!!!"
- E eu, como estou reagindo?
- Não dá pra ver.
- E por quê não?
- Porque o caixão está lacrado.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Quando os governantes eram honestos....

"Entre os muitos exemplos que revelam o escrúpulo com que o Doutor Salazar zelava pelos dinheiros públicos, quero recordar o respeitante ao pagamento de uma renda pela utilização do Forte de Santo António do Estoril, que estava entregue ao Ministério do Exército. Quando em determinado ano, foi preciso fazer obras de conservação na residência da rua da Imprensa, escolheu-se aquele forte para que o Presidente do Conselho ali permanecesse enquanto decorriam aquelas obras. O Doutor Salazar gostou do Local e no Verão do ano seguinte pensou em voltar para lá. Entendeu, porém, que deveria pagar uma rende mensal por aquela utilização e argumentava com o facto de a lei prever que o Presidente do Conselho tivesse direito a residir num edifício do Estado mas não em dois.
O Ministério do Exército não sabia a renda que deveria cobrar pela utilização do Forte e foi preciso insistir para que ficasse estabelecido o montante mensal que o Doutor Salazar deveria pagar enquando lá residisse. Nos anos seguintes as coisas processaram-se da mesma forma e todos os meses o Presidente do Conselho me entregava o dinheiro ou cheque com a quantia necessária para pagar ao Ministério do Exército a renda que havia sido previamente fixada."

José Luciano Sollari Allegro
Secretário Particular de Salazar entre 1947/1960

Prioridades


segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Sentimento de Independência Perdida

"Independência, liberdade, quer dizer vida; e vida quer dizer - concordância entre o meio e o fim, obediência do condicional ao absoluto, sacrificío do inferior ou superior, do criador individual e animal à criatura espiritual.
O antigo português foi livre no sentido verdadeiro da palavra. As decobertas nasceram da sua própria força criadora. Nas cortes falava, rosto a rosto ao Príncipe, e a sua lança, cravada na fronteira, assegurou a Portugal a nobre independência garantida peo espírito de sacrifício.
Portugal foi livre, enquanto foi português nas suas obras; enquanto soube realizá-las, obedecendo apenas à sua vontade vitoriosa.
Sem actividade criadora não há liberdade nem independência. Cada instante de liberdade é preciso construí-lo e defedê-lo como um reduto. Representa um estado de esforço alegre e doloroso; alegre, porque dá ao homem a consciência do seu valor; e doloroso porque lhe exige trabalho nos dias de paz e a vida nas horas de guerra.

A escravidão é feita de descanso e de tristeza."

Teixeira de Pascoaes

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Algo de Estranho

"Temos um interessante critério político na "pressa" em evitar a saída de alguns presos preventivos. Alguém, pressuroso, informou os órgãos de comunicação social que o país pode estar calmo: saíram ou vão sair acusados de assassinatos, violações, etc., mas não será libertado Mário Machado, o dirigente dos skinheads, que é acusado de incitar ao ódio racial, algo que em países genuinamente liberais não é crime, nem sequer delito de opinião. Tudo na longa manutenção de prisão preventiva de Mário Machado é estranho e aponta para razões puramente políticas, o que é inadmissível numa democracia." - Pacheco Pereira

O Homem Novo

"O Homem Novo, portanto, não é apenas um obstáculo à traição, mas, de facto, a única alternativa a uma traição certa. O Homem Novo é o mensageiro de uma Nova Ordem Social, mas o seu aparecimento neste momento crucial da nossa História, não é, de maneira alguma, uma conclusão inevitável. Muitos pensam, erradamente, que podem aderir publicamente aos nossos valores, e no entanto levar uma vida privada de degeneração; não me refiro à nossa tendência para pecar, mas antes à recusa da admissão da existência do Pecado nas nossas vidas e à tentativa de o conquistar através de uma luta penosa e permanente. Sem esta consciência do pecado, e com a contradição que existe frequentemente entre as nossas crenças públicas e as nossas acções privadas, entramos no caminho da hipocrisia que leva necessariamente à estrada da Perfídia e Traição. O Homem Novo é, portanto, necessariamente um homem moral, pois só assim poderá possuir a profunda paz interior e a confiança que lhe permitem combater o mundo, os seus poderes e as suas dominações, sem medo da Morte."

"Alguns observaram que O Soldado Político parece exigir a criação de Santos Guerreiros. E assim é. Qual é o problema? Ninguém duvida por um momento que esta exigência requer um tremendo esforço e dedicação, mas é um objectivo totalmente desejável, pois um Santo persegue Fins que são Bons e Verdadeiros, e usa Meios que são Puros e Veneráveis. Que tipo de militante político não procura o Bom e o Verdadeiro, o Puro e o Venerável? Alguns comentam que “a política é demasiado suja” para que isto seja possível. É certo que no mundo moderno a vida política se tornou vil até um ponto horrível, não obstante, a verdade é que se não apontarmos ao Bom e Verdadeiro, ao Puro e Venerável, acabaremos quase inevitavelmente por nos afundarmos na fossa de lixo político que sufoca o nosso legado Europeu. Quem pode ouvir, ou seguir em fé, políticos que mentem, enganam ou viram casacas; políticos que enganam as suas mulheres, namoradas e camaradas; políticos cujos Fins variam conforme a sua ambição, oportunismo e ganância? O Homem Novo tem, portanto, de se destacar como um farol flamejante na escuridão infinita; pelo que diz; pelo que faz; pela forma como age."

Derek Holland, O Soldado Político

Linguagem Universal


quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Durão Barroso e o ensino burguês

Histórias Politicamente Incorrectas

Dois portugueses chegam a um país africano, para criar uma empresa.
São amigos. Um é ex-desertor e exilado, adversário coerente (e corajoso) das antigas guerras ultramarinas. O outro foi combatente nas ditas.
Os interlocutores, velhos guerreiros, ouvem com atenção.
O primeiro empresário fala do passado "antifascista" e "anticolonialista". Silêncio educado dos convivas, que conhecem a história.
O segundo explica que lutou na selva, nos rios, na lama, no inferno, na solidão trágica dos combatentes, "meninos de sua mãe". Aplausos. Abraços apertados dos ex-inimigos. Gritos de júbilo, libações.
É de desesperar um militante contra os trangénicos, mas a favor da canábis (os primeiros alteram a espécie, o segundo é da esfera pessoal).
Ou contra a tortura dos animais (que são vida), mas a favor do aborto (onde não há vida).
Ou contra o façanhudo SIS, a nova "PIDE", mas a favor do Trostky, que inventou a policia política moderna.

Nuno Rogeiro in Sábado

Heróis Portugueses Desconhecidos

Nascido em Cesar, Portugal, Alexandre Fernandes foi um veterano do exército português que lutou como mercenário em Angola durante a década de 80. Mais tarde tornou-se um dos únicos portugueses a combater na guerra da Cróacia. Foi um dos primeiros membros do Pelotão Internacional (que depois se tornaria companhia) liderado pelo antigo jornalista espanhol Eduardo Rosa Flores na cidade de Osijek, Croácia. Nos fins de 1991 foi atingido na têmpora, perdendo o olho direito mas sobrevivendo miraculosamente e recuperando o suficiente para voltar ao serviço activo, onde se tornou imediatamente famoso entre os soldados pelas suas cicatrizes e pela pala preta que usava sobre olho. Alexandre tinha quase 29 anos quando se juntou à 106 Brigada HVO como voluntário internacional a 20 de Setembro de 1992. Foi morto apenas 16 dias depois, a 6 de Outubro, ao pisar uma mina anti-tanque. Alexandre estava integrado numa pequena unidade de patrulha na linha da frente, perto da cidade de Posavina, em posse dos sérvios.

Via: http://pt.novopress.info/

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

TGV - O Elefante Branco anunciado

A viagem de Copenhaga a Estocolmo de comboio é feita num comboio que só se diferencia dos nossos Alfa por ser menos luxuoso e dotado de menos serviços de apoio aos passageiros.
A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demora cerca de cinco horas. Não fora ser crítico do projecto TGV e conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemas únicos dos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos. Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza.
A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade. Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, porque não constroem aeroportos em cima de pântanos, nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.
O TGV é um transporte adaptado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo. É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos). É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos. Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto (já falam que será apenas 12 minutos) à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não trará qualquer benefício à economia do País.
Para além de que, dado hoje ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar. Com 7,5 mil milhões de euros podem construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas existentes (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um). Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.
CABE ao Governo REFLECTIR.
CABE à Oposição CONTRAPOR. (Devia caber)
CABE AOS CIDADÃOS MANIFESTAREM-SE!!!
CABE À NOSSA CONSCIÊNCIA RECLAMAR E DIVULGAR OU DEIXAR FICAR.

O Espírito da Restauração

Ontem como hoje a objectividade e actualidade do texto, mais do que nunca o nosso Portugal está seriamente ameaçado:

"No momento em que Portugal está a caminho de ficar sob tutela internacional, que outro espírito pode e deve e tem, necessariamente, de animar-nos (e cada vez mais, daqui por diante), senão aquele puro espírito que, na manhã de 1 de Dezembro de 1640, conduziu este Povo à restauração da independência nacional, ao cabo de sessenta anos de presúria e de ocupação estrangeiras?!...Portugal é hoje, e de novo, um país ocupado por forças e por ideologias que nos são, de resto, muitíssimo mais estranhas, e que se têm revelado incomparavelmente mais devastadoras e espoliatórias do que o foram as de há 336 anos — ao ponto de estarmos agora, para aqui, à beira de deixarmos de ser coisa que se veja... Tanto ou talvez mais do que sob a dominação dos Filipes, o nosso país, a estas horas, é fronteira aberta ao invasor — que nos ocupou, física, psíquica e metafisicamente, confiscando-nos parasitariamente o sangue e o suor de cinco séculos de História honrosamente acumulados.Atentaram mortalmente contra o território, invadiram-nos a alma e o pensamento. Dir-se-ia que fomos acometidos de uma amnésia de quinhentos anos de passado glorioso. Aos desígnios d`A RUA tem presidido desde início a chama desse espírito, cem por cento orientado para o resgate nacional, e que procede, em linha recta, da gloriosa alvorada dos Restauradores. Por isso mesmo, não quisemos nem podíamos aqui deixar passar em claro a histórica data do 1.º de Dezembro, ao contrário de toda a Imprensa de Ocupação — que passou pelo dia de ontem como cão por vinha vindimada ou, quando muito, como gato por brasas..."
Manuel Maria Múrias
(In A Rua, n.º 35, pág. 1, 02.12.1976)

Leituras - O Soldado Político


"A tarefa do Soldado Político é promover a Vontade de viver, através da revelação da verdadeira natureza da vida - por oposição ao pesadelo meterialisata deste século que é erroneamente considerado "vida" - s vivendo essa vida. Para o poder fazer, o Soldado Político tem se se submeter a uma Revolução Espiritual, uma revolução interior que guia, dirige e imprenegna a sua vida. Quando esta tarefa estiver concluída o Soldado Político passará a avaliar todas as suas acções de acordo com a contribuição que elas dão para o avanço da Causa. Ele não perguntará "O que é que eu tenho a ganhar?", mas sim "Em que posso ajudar?". Para este tipo de Homem certas palavras serão a chave para o próprio significado da vida: Honra, Justiça, Amor-Próprio, Honestidado, Fé, Humildade, Compaixão, Amor.
Ele não permitirá que a sua honra ou a da sua nação sejam atacadas ou subvertidas pelos indignos; ele não assitirá passivamente à exploração do seu povo, mas tornar-se-á um foco na luta pela justiça. Ele não perderá o seu amor-próprio e valor tornando-se dependente de drogas ou bebidas, pois ele sabe que se possuir a Força Interior que sustenta a vida então será invencível. Ele será honesto em todos os seus negócios, grandes ou pequenos, porque o Militante Nacionalista lidera pelo exemplo. Ele terá uma fé total e inquestionável na justeza da sua Causa; ele esforçar-se-á até ao limite das suas capacidades por melhorar o bem estar do seu Povo e Nação, mas fa-lo-á sem pensar nos elogios ou na publicidade. Ele permanecerá humilde sabendo que as suas acções são uma questão de dever inspirado por um modo superior de vida. Ele será impelido à acção pelo estupro físico do nosso belo país e pela destruição da nossa rica cultura; a sua compaixão será tal que protegerá os fracos e necessitados da nossa nação com a sua força imponente. O seu amor será puro e revigorabte, reavivando e inspirando tudo e todos em que toca"

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Quando a Escola era Escola


Conceito de Liberdade

"A liberdade não é um direito, mas sim um dever. Não é uma oferenda, é uma conquista; não é uma igualdade, é um privilégio."
Benito Mussolini

Navios Portugueses - Adamastor

Construído em Itália nos estaleiros Fratelli Orlando de Livorno, foi entregue em 18-6-1897 com a classificação de cruzador. Este navio foi pago com o produto da subscrição Nacional de 1890. Em 1932 foi reclassificado como aviso de segunda classe, sendo desarmado e abatido ao efectivo em 16-11-1933.
DESLOCAMENTO 1757 tons.
DIMENSÕES : 73,81 * 10,7 * 4,66 metros
ARMAMENTO: 2 peças de 150 mm ; 4 de 105mm ; 4 de 47mm ; 2 metralhadoras; 3 tubos lança - torpedos.
PROPULSÃO: 4 máquinas a vapor de expansão tripla de 4000 h. p.- 2 veios = 18 nós
AUTONOMIA: 5500 milhas a 10 nós
GUARNIÇÃO: 206 homens

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Sinta-se Seguro - Proteja-se


Roteiro

VISITA CULTURAL AOS MOSTEIROS DA BATALHA E DE ALCOBAÇA
Domingo, 14/10, por Paulo Alexandre Loução

Programa:
Na parte da manhã haverá a visita ao Mosteiro da Batalha com especial enfoque na capela do fundador, no claustro e nas chamadas capelas Inacabadas. Explicação de alguns símbolos e numerologia presentes no mosteiro e um pouco de história sobre o mesmo.
Na parte da tarde visitaremos o Mosteiro de Alcobaça, conheceremos a sua história e a importância na história de Portugal. Seremos guiados até à origem da ordem Cister e ao papel de S. Bernardo no «renascimento» do século XII e na formação de Portugal. Terminaremos com um olhar sobre a iconografia dos túmulos de Pedro e Inês.
A visita será guiada pelo escritor e investigador Paulo Alexandre Loução (autor das obras «Portugal – Terra de Mistérios» e «Dos Templários à Nova Demanda do Graal»).

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

O outro Futebol


Faço um esforço para me desligar do futebol, pelo menos do futebol dos grandes clubes, senão vejamos, não conheço os jogadores, não partilho o estilo de vida nem os fabulosos ordenados, não gosto de dirigentes mafiosos, odeio a transformação de clubes em empresas e não sou sócio de nenhum clube, bem, sou sócio da Recreativa da minha aldeia, mas essa não conta.
Para se manter um determinado nível de sanidade mental, mal por mal, mais vale ver futebol da Inatel, esses pelo menos jogam pela camisola e por uma refeição de convivio no final dos jogos, não são mercenários em clubes que mais parecem as Nações Unidas.
Cada vez gosto mais do futebol feminino, ao menos as distracções são maiores


quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Plano Tecnológico


segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O Patriota

«O bom português deve cultivar em si o patriota, que abrange o indivíduo, o pai e o municipe e os excede, criando um novo ser espiritual mais complexo, caracterizado por uma profunda lembrança étnica e histórica e um profundo desejo concordante, que é a repercusão sublimada no Futuro da voz secular daquela herança ou lembrança...
É já grande o homem que subordinou à Pátria, sem os destruir, os seus interesses individuais, familiares e municipais.
Por isso, o viver como patriota não é fácil, principalmente num meio em que as almas, incolores, duvidosas da sua existência, materializadas, não atingem a vida da Pátria, rastejando cá em baixo, entretido em mesquinhas questões individuais e partidárias. Mas para Portugal continuar a ser, precisamos de elevar até ele a nossa pessoa e conhecê-lo na sua lembrança e na sua esperança, na sua alma, enfim.
Não podemos amar o que ignoramos.
Impõe-se, portanto, o conhecimento da alma pátria, nos seus caracteres essenciais. Por ela, devemos moldar a nossa própria, dando-lhe actividade moral e força representativa, o que será de grande alcançe para a obra que empreenderemos, como patriota, no campo social e político.
O pilítico estranho á sua raça, não saberá orientar nem satisfazer as aspirações nacionais. É preciso que ele encarne o sonho popular e lhe dê concreta realidade. Do contrário, fará obra artificial, transitória e nociva, por contrariar e mesmo comprometer o destino superior de uma Pátria.
Sim: o bom português necessita de conhecer e comungar a alma pátria, a fim de se guiar por ela, no seu labor.
Depois legislará, reformará ou criará literária e artisticamente uma obra duradoura e útil.»
Teixeira de Pascoaes