terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Regresso ao futuro

«A economia liberal que nos deu o super-capitalismo, a concorrência desenfreada, a amoralidade económica, o trabalho-mercadoria, o desemprego de milhões de homens, morreu já. Receio apenas que, em violenta reacção contra os seus excessos, vamos cair noutros que não seriam socialmente melhores.

As instituições políticas correspondentes, sobretudo a democracia parlamentar, não tardarão a ter a msma sorte. Ainda aqui será preciso cuidado, não vá matar-se um mal, criando outros, [...]. É certo que a desordem económica do mundo e as dificuldades daí derivadas facilitaram o advento das ditaduras, mas enganar-nos-íamos vendo na génese apenas o mal estar económico e não aspirações mais profundas de transformações políticas. As ditaduras não me parecem ser hoje parêntesis dum regime em formação. Terão inteiramente perdido o seu tempo os que voltarem atrás, assim como talvez o percam os que nelas supuserem encontrar a suma sabedoria política.»

António de Oliveira Salazar, 1934

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Nobre Raça Rottweiler

Foi com um misto de indignação, tristeza e revolta que li o editorial da Sábado de 21 de Fevereiro de 2008.
Nele vi apenas mais um vil ataque cerrado da comunicação social contra a nobre raça de cães Rottweiler, neste caso da revista Sábado, mas poderia ser de qualquer órgão da comunicação social portuguesa como tem acontecido concertadamente sempre que existe algum incidente envolvendo cães desta raça.
Todos os cães mordem, todos os cães podem ser e são, em teoria e em potência, um perigo e uma ameaça, mas não vejo este tipo de ataques contra mais nenhuma raça de canídeos, nem contra Pastores Alemães, nem contra Buldogues, nem contra os cães de fila de diversas origens, nem mesmo contra os temidos Pitbulls, mais nenhuma raça de cães consegue esta triste exposição mediática sempre que acontecem incidentes, apenas os Rottweilers.
Falam da questão genética da raça, absurdo, os Pitbull são muito mas sensíveis à questão genética, para além de originalmente serem uma raça que nasce com diferentes aparências entre os diferentes indivíduos, por vezes numa ninhada são todos desiguais o que revela bem a "qualidade" da sua genética, para além disso, têm sido cruzados indiscriminadamente e sem controlo com fim a apurar a sua maldade e ferocidade, mas nem por isso são atacados como os nobres Rottweilers.
Não tenho nada contra os Pitbull, muito pelo contrário, adoro-os como adoro os Rottweiler ou qualquer outra raça de cães, quero apenas fazer a comparação e alertar para uma injustiça.
Mas mais à frente na mesma edição da revista, uma entrevista a um médico veterinário onde o mesmo revela que existem famílias que vivem em pânico com os seus animais e alguns são mesmo reféns dos seus animais, ora ai está o problema, os donos, são sempre os donos, os mesmos que adquirem um Rottweiler porque está na moda, sem terem condições psicológicas nem materiais para possuírem cães deste porte, o cão indicado para essas pessoas é um Caniche, e mesmo assim cuidado!
Um cão revela o carácter do seu dono, do meio onde vive, do lugar onde está e das pessoas que o rodeiam, existem regras claras para ter um animal como um Rottweiler que devem ser respeitadas sob pena de continuarem a acontecer incidentes, a culpa nunca será dos cães.
Ainda gostaria também de saber porque não são procuradas e divulgadas as inúmeras histórias e episódios de bravura e heroísmo protagonizadas por cães Rottweiler em dedicação e amor aos seus donos? Porquê esta cruzada contra uma raça especifica? Poderá isto ser apelidado de racismo e xenofobia animal?
Voltando ao Editorial da Sábado, quando defendem a morte do cão que atacou, a preocupação dos jornalistas para com as criancinhas devia ser extensível aos episódios de pedofilia que acontecem todos os dias, onde milhares de crianças são abusadas, violadas e sodomizadas e os pedófilos são postos em liberdade, porque não defender a pena de morte para quem practica semelhante monstruosidade? Será o Rottweiler que ataca mais responsável do que o pedófilo que abusa e sodomiza?
Os verdadeiros monstros são os homens!


Quanto mas conheço as pessoas mais amo os animais, os cães principalmente, o meu Rottweiler em particular!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Venceremos

«Lembra-te, amigo, que minando os fundamentos da Nossa Terra, cavando os alicerces da Nossa Pátria, cimentados por um labor tantas vezes secular, as toupeiras das alfurjas, os morcegos das lojas maçónicas, os judeus sem berço, sem pai, sem mãe, sem passado nem futuro, errantes como cães vadios, cegos da luz gloriosa do dia, da luz bendida de Deus, se escondem nas cavernas sombrias onde tudo é negro, coaxando as senhas grotescas dos iniciados, miando os seus palavrões vazios, destilando a peçonha corrosiva dos seus venenos»

AEV (Acção Escolar de Vanguarda) 1934

«Nós repudianos os falsos princípios que constituem a ossatura doutrinária do cumunismo. Negamos, por falso e iverosímel, o conceito da ideia da Pátria-Humanidade; que a História se explique apenas por intermédio do facto económico[...] nós venceremos com Salazar, por Portugal. Venceremos porque Salazar, com mão forte e segura, nos indica o caminho claro da vitória. Venceremos, porque o chefe austero de todos os portugueses, quer que a mocidade o acompanhe para o resgate completo. Venceremos, porque Salazar, com mão forte e segura, nos indica o caminho claro da Vitória! Venceremos, porque não deixamos cair das nossas mãos, a bandeira da Revolta!»

Oliveira e Silva, presidente da AEV, 1934

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Para as emergências


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Livros - PORTUGAL SOBRENATURAL

Deuses, Demónios, Seres Míticos, Heterodoxos, Marginados, Operações, Lugares Mágicos e Iconografia da Tradição Lusíada
Este projecto, composto por três volumes, constitui o resultado de pesquisas efectua­das ao longo de três décadas por Manuel J. Gandra, investigador pioneiro no estudo da tradição cultural e espiritual do nosso país.Trata-se de um trabalho sem precedentes que, sob a forma de dicionário, nos dá a conhecer a riqueza impressionante e polifacetada da alma profunda mas, no geral, desconhecida da tradição portuguesa.Só no primeiro volume deste empreendimento inovador e de grande envergadura, o leitor tem acesso a 1300 entradas escritas com todo o rigor que caracteriza este autor.

«(…) Portugal Sobrenatural, guia essencial das pessoas, lugares, mitos e símbolos do Portugal profundo, que ainda falta cumprir, surge, justamente, com o desígnio de resgatar tal aptidão contemplativa, investindo na constituição de um corpo informal, porém sagaz e transversal, de inteligência, capacitado para (mesmo arrostando com toda a espécie de brumas, temporais e contra-tempos) ir além do tormentoso mar das paixões e medos, ou­trora figurado pelo Bojador.»

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

O meu Alentejo

Palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que à semelhança do Homem Português, fugiu de Espanha à procura do mar.
O Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano.

Portugal nasceu no Norte mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade, Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.

Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que para o homem comum fica muito longe, para um alentejano fica já ali. Para um alentejano não há longe, nem distância porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.

Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar... E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina.
Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos.

D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. D. Nuno sabia bem que uma batalha não se decide pela quantidade mas pela qualidade dos combatentes. É certo que o Rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia-dúzia de alentejanos. Não se estranha, assim, a resposta de D. Nuno aos seus irmãos, quando o tentaram convencer a mudar de campo com o argumento da desproporção numérica: «Vocês são muitos? O que é que isso interessa se os alentejanos estão do nosso lado?»

Mas os alentejanos não servem só as grandes causas, nem servem só para as grandes guerras. Não há como um alentejano para desfrutar plenamente dos mais simples prazeres da vida. Por isso, se diz que Deus fez a mulher para ser a companheira do homem. Mas, depois, teve de fazer os alentejanos para que as mulheres também tivessem algum prazer. Na cama e na mesa, um alentejano nunca tem pressa. Daí a resposta de Eva a Adão quando este, intrigado, lhe perguntou o que é que o alentejano tinha que ele não tinha: «Tem tempo e tu tens pressa.» Quem anda sempre a correr, não chega a lado nenhum. E muito menos ao coração de uma mulher. Andar a correr é um problema que os alentejanos, graças a Deus, não têm. Até porque os alentejanos e o Alentejo foram feitos ao sétimo dia, precisamente o dia que Deus tirou para descansar.
E até nas anedotas, os alentejanos revelam a sua superioridade humana e intelectual. Os brancos contam anedotas dos pretos, os brasileiros dos portugueses, os franceses dos argelinos... só os alentejanos contam e inventam anedotas sobre si próprios. E divertem-se imenso, ao mesmo tempo que servem de espelho a quem as ouve.

Mas para que uma pessoa se ria de si própria não basta ser ridícula porque ridículos todos somos. É necessário ter sentido de humor. Só que isso é um extra só disponível nos seres humanos topo de gama.
Não se confunda, no entanto, sentido de humor com alarvice. O sentido de humor é um dom da inteligência; a alarvice é o tique da gente bronca e mesquinha. Enquanto o alarve se diverte com as desgraças alheias, quem tem sentido de humor ri-se de si próprio. Não há maior honra do que ser objecto de uma boa gargalhada. O sentido de humor humaniza as pessoas, enquanto a alarvice diminui-as. Se Hitler e Estaline se rissem de si próprios, nunca teriam sido as bestas que foram.
E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas, incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de observação, um sentido crítico e um poder de síntese notáveis.
Não resisto a contar a minha anedota preferida. Num dia em que chovia muito, o revisor do comboio entrou numa carruagem onde só havia um passageiro. Por sinal, um alentejano que estava todo molhado, em virtude de estar sentado num lugar junto a uma janela aberta. «Ó amigo, por que é que não fecha a janela?», perguntou-lhe o revisor. «Isso queria eu, mas a janela está estragada.», respondeu o alentejano. «Então por que é que não troca de lugar?» «Eu trocar, trocava... mas com quem?»
Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia. E o pão.. Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano? O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. E é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana. Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu!

É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Navios Portugueses - Contratorpedeiro Tejo













A canhoneira torpedeira TEJO foi construída em Portugal no Arsenal de Lisboa, sendo incorporada em 1904. No entanto as suas experiências prolongaram-se até 1906. Em 25 - 8 - 1910 encalhou em Peniche, tendo perdido 11 metros de proa durante o seu salvamento. Cinco anos após o encalhe, entrou no dique do Arsenal a fim de ser transformado em contratorpedeiro. Em 1917 voltou ao serviço com nova silhueta tendo sido abatida em 14 - 3 - 1927.










DESLOCAMENTO: 536 tons.
DIMENSÕES: 70 * 7 * 3,1 metros
ARMAMENTO: 1 peça de 100 mm; 1 de 65 mm; 4 de 47mm; (1904) 1 peça de 100 mm; 1 de 76mm; 2 de 47mm. (1917) 2 tubos lança – torpedos
PROPULSÃO: 2 máquinas de T.E. de 7 000
H.P. - 2 veios = 27 nós
GUARNIÇÃO: 94 (1904) 99(1917) homens

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Entrudo Português - A Tradição

Ainda resistem em Portugal algumas celebrações do Entrudo que mantêm a sua singularidade, de acordo com as nossas tradições. Em Trás-os-Montes contam-se pelo menos três: Lazarim, Vinhais e Podence.

Em Lazarim, o Entrudo é uma festa local, quase privada, cuidadosamente preparada nas semanas que a antecedem. O ponto alto é a leitura pública das «deixadas», testamentos que dividem simbolicamente um burro pelos rapazes e raparigas da aldeia. Jocosas, trocistas e irónicas, são preparadas em segredo pelos mais novos, que muitas vezes recorrem à sabedoria e conhecimento dos mais velhos, repetindo a tradição. Os testamentos são ouvidos em silêncio pelos mascarados para não serem reconhecidos pelas vítimas das suas diabruras.
Mas a festa não fica completa sem o Desfile de Caretos, o Concurso de Máscaras (feitas em madeira pelos artesãos locais) e a Queima dos Compadres - o compadre e a comadre, dois bonifrates carregados de pólvora e que, na terça-feira, põem ponto final à festa e à rivalidade que durante várias semanas opôs rapazes e raparigas.
Fundamentais são também as refeições cerimoniais à base de carne de porco, que marcam o início do período de abstinência da Quaresma.
Se o discurso jocoso e a troça pública marcam o momento mais significativo do ritual carnavalesco de Lazarim, em Vinhais e Podence é o movimento e a acção endiabrada dos mascarados que predomina.
A acção dos diabos de Vinhais já não produz hoje os efeitos temidos de outrora, quando as raparigas não se atreviam a sair à rua. O ritual de punição e correrias pelas ruas da vila é hoje uma manifestação tímida e cada vez mais incerta, com não mais do que uma dezena de mascarados.
Mas, em Podence, pequena aldeia situada a poucos quilometros de Macedo de Cavaleiros, a tradição está de boa saúde e conserva ainda uma boa parte da licenciosidade «selvagem» que sempre a caracterizou.
Os dias grandes da festa são o Domingo Gordo e Terça-feira de Carnaval e os Caretos só param para matar a sede ou para combinarem mais uma investida sobre o Largo da Capela, a pequena praça da aldeia onde todos assistem ao ritual.
Às iras dos Caretos endiabrados ninguém se atreve a opôr-se. Apenas as Matrafonas (raparigas disfarçadas de homens e vice-versa) são poupadas à sumária justiça carnavalesca, assaz singular no caso da aldeia transmontana: os demónios mascarados lançam-se ao assalto das moças e encostando-se a elas, ensaiam uma dança um tanto erótica, agitando a cintura e fazendo embater os chocalhos que trazem pendurados contra as ancas das vítimas.
Na investida bárbara que faz ecoar por toda a aldeia o alarido dos chocalhos e o tropel surdos dos passos, os Caretos levam tudo pela frente, indistintamente. Por detrás da máscara de latão os olhos procuram muitas vezes as moças mais apetecidas, quer sejam da terra ou de fora, para o sacrifício. Não conhecem entraves ou proibições: subir às varandas, trepar aos telhados ou correr pelo Largo da Capela. Tudo vale para «chocalhar» e misturar o tilintar dos chocalhos com os risos das raparigas.
Na Terça-feira Gorda, a aldeia mergulhará novamente numa vertigem de correrias e travessuras que só terminarão com o cair da noite e com o cansaço dos demónios de fatos de franjas de cores vivas.

Entrudo Português

“- Palhas, alhas leva-as o vento!
- Oh, oh, oh... - Aqui se vai formar e ordenar um casamento.
- Oh, oh, oh... - E quem é que nós havemos de casar?
- Tu o dirás.
- Há-de ser a Maria Rita que mora no bairro do Castelo.
- Oh, oh, oh... - E quem é que nós havemos de dar para marido?
- Tu o dirás.
- Há-de ser o João da Rua que mora lá em baixo no Porto.
- Oh, oh, oh... - E que nós havemos de dar de dote a ela?
- Tu o dirás.
- Há-de ser uma máquina de costura, porque ela é uma boa costureira.
- E que é que nós havemos de dar de dote a ele?
- Tu o dirás.
- Há-de ser uma terra ao Souto, para que não saia um de cima do outro enquanto for Inverno.”

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Portugal Imortal


quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Livros - As Novas Censuras

As técnicas de manipulação de informação empregues quotidianamente sob os nossos olhos são múltiplas e extraordinariamente inteligentes.
Aplicam-se a toda a cadeia de informação. Primeiro, há que esconder a verdade. Se a verdade aparecer, há que fazer pressão sobre os mediadores capazes de a substituir, ameaçá-los, aterrorizálos, seduzi-los, comprá-los.
Se a verdade for difundida pelos media, há que controlar o impacte sobre a opinião e tudo fazer para que não seja ouvida e, sobretudo, para que não crie um emoção popular. Através de exemplos concretos, que narra com a inspiração de um jornalista talentoso, Paul Moreira traça um retrato impressionante deste universo da desinformação.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Somos como somos

O génio lusíada é mais emotivo que intlectual. Afirma e não discute. Quando uma ideia se comove, despreza a dialéctica; e é sendo e não raciocinando que ela prova a sua verdade.

A emoção afoga a inteligência, ultrapassando-a como força criadora. E assim, corresponde à nossa superioridade poética, uma grande inferioridade filosófica. O português não é nada filósofo; a luz do seu olhar alumia mais do que vê; não abrange, num golpe de vista, os conhecimentos humanos, subordinando-os a uma lógica perfeita e nova que os interprete num todo harmonioso.
O português não quer interpretar o mundo nem a vida, contenta-se em vivê-la exteriormente; e tem, por isso, um verdadeiro horror à filosofia, imaginando encontrá-la em tudo o que não entende.
Daí a sua incapacidade construtiva de novas verdades que representam o móbil superior do progresso.
Teixeira de Pascoaes

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Alguém que explique por favor

Se em 2002 um barril de petróleo custava 70 dólares o que equivalia a grosso modo a 77,00 Euros e hoje ele custa 100,00 dólares o que equivale sensivelmente a 70,00 Euros como é que se pode dizer que o petróleo subiu de preço?

Na zona Euro o barril baixou 7 USD, ou estarei enganado?

Como é possível pagarmos mais pelo combustível? Chega de ladroagem!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Outros tempos, a mesma luta

Em 1923, ao aderir à organização Nacionalismo-Lusitano, o iniciado jurava uma proclamação:

«Como português quero que o governo da Nação seja forte e nacional e se liberte das sociedades secretas, das clientelas políticas, dos bandos de especulação responsáveis pela crise nacional; que seja assistido de representação directa das forças sociais da Nação, transformando o actual sistema de representação nacional das forças sociais, municipais e profissionais organizadas; que sejam livres e previligiadas a família, a corporação, o município, a igreja,; que o exército seja fortalecido e dignificado para defesa nacional; que a propriedade seja protegida nos seus direitos e obrigada a cumprir os seus deveres para com a Nação e muito particularmente para com os trabalhadores», comprometendo-se, entre outros princípios, a «colocar-se ao lado de qualquer governo português contra a agressão estrangeira e o bolchevismo», «obedecer ao chefe do Nacionalismo-Lusitano na práctica de todos os actos de serviço nacional voluntário», «fazer toda a propaganda para que os portugueses venham a organizar-se em volta dos princípios do Nacionalismo-Lusitano contra as oligarquias políticas e plutocráticas que tiranizam e aniquilam a Nação»

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Relicários do Quotidiano

Livros - Cecília Supico Pinto

Em 1961, Cecília Supico Pinto criou o Movimento Nacional Feminino. Uma organização independente do Estado que congregava as mulheres portuguesas no apoio moral e material aos soldados que lutavam nas antigas colónias portuguesas.Durante treze anos, Cecília Supico Pinto multiplicou-se em viagens entre a metrópole e as «províncias ultramarinas», ameaçadas pelos movimentos independentistas. Cilinha, como era conhecida, vestiu o camuflado, dormiu em tendas de campanha, esteve debaixo de fogo e embrenhou-se no mato de África, mesmo quando um acidente a obrigou a andar com um pé engessado e de muletas. Tudo em nome de uma missão. Na bagagem levava rações de combate, recordações e histórias pitorescas para contar aos soldados portugueses.Casada com Luís Supico Pinto, homem forte do regime de António Oliveira Salazar, Cilinha uma líder carismática. Salazar, «um verdadeiro príncipe», apreciava a sua alegria, ria-se das suas anedotas, admirava a sua frontalidade e escutava os seus conselhos.Hoje, Cecília Supico Pinto prefere refugiar-se no anonimato, mantendo, contudo, um olhar atento sobre a actualidade. Dona de uma memória invejável, abre nesta biografia as portas da sua vida.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Navios Portugueses - Classe REPÚBLICA

REPÚBLICA (ex. Gladioulus) 1920 - 1943

CARVALHO ARAÚJO (ex. Jonquil) 1920 - 1959
Antigos sloops da Royal Navy, foram construídos em 1916. Adquiridos à Inglaterra e classificados na Armada como cruzadores, e em 1932 como avisos de segunda classe. O C. Araújo foi novamente reclassificado desta vez como navio hidrográfico. Em 1961 foi afundado ao largo de Luanda pela fragata Nuno Tristão.
DESLOCAMENTO: (R) 1258 tons. (C.A.) 1200tons.
DIMENSÕES: (R) 77,7 * 10,2 * 3,1 metros (C.A.) 76,2 * 10 * 3,6 metros
ARMAMENTO: 2 peças de 100mm; 2 de 76mm; 4 de 47mm; 6,5mm(R) , 1 metr. (C.A.) 2 metr.
PROPULSÃO: 2 máquinas de 2 362 H.P. (R) - 2 246 H.P. ( C.A.) 1 veio = 16 nós
GUARNIÇÃO: 149 homens

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

O homem português

Novo verbo

Via Reverentia

SOCRATEAR
Em epoka de akordo ortografico aki fika 1 novo vokabulo:
*SOCRATEAR * : Verbo totalmente irregular de estranha conjugação.
1. Ocultar ou encobrir com astúcia e safadeza; disfarçar com a maior cara de pau e cinismo.
2. Não dar a perceber, apesar de ululantes e genuínas evidências; calar.
3. Fingir, simular inocência angelical.
4. Usar a dissimulação; proceder com fingimento, hipocrisia.
5. Ocultar-se, esconder-se, fugir da responsabilidade.
6. Atingir sempre o amigo ou inimigo mais próximo, sem dó nem piedade (antes eles que nós).
7. Encobrir, disfarçar, negar sem olhar para as câmaras e nos olhos das pessoas.
8. Defraudar, iludir.
9. Afirmar coisa que sabe ser contrária à verdade, acreditar que os fins justificam os meios.
10. Viajar com dinheiro publico.

Contra factos não há argumentos







segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O destino de um Infante de Portugal

Ia decidir-se da vida ou da morte do infante. Iam começar as cortes gerais.
Na larga sala da alcáçova, os procuradores da cidade e das vilas do Reino, povo ardente e escuro, a alma rude e antiga de Portugal, ganhavam os seus lugares marcados segundo a precedência das vilas e das cidades, em doze longos bancos. Lá estava, assentado no primeiro banco, orgulhoso do mais nobre lugar, o procurador do Porto, o sapateiro de polaina João Bartolomeu, olhos vivos, raça ardente, barba negra, metida num enorme capuz cor de terra; o de Viseu, que troxera um oleiro moço, lambuzado de barro, as manzorras enormes vermelhas de tinta; um ferreiro negro de Portalegre, chamuscado da forja e os outros, e todos.
O sol jorrava agora sobre os bisbos e arcebispos, que vinham entrando. Veio então a nobreza: os infantes; títulos, cavaleiros, senhores de terras, escuros, torvos, e por fim, rodeado de doutores, de cónegos, de frades, D. Duarte surgiu ante o assombro consternado dos procuradores do povo, que perguntavam uns aos outros de pescoços estendidos, de olhos redondos de espanto, se aquela sombra dolorosa e devastada seria o Rei de Portugal.
Na alma angustiada de D. Duarte, uma esperança nascia agora. Talvez aqueles duros arcaboiços se apiedassem; talvez o povo sentisse fundo no seu coração, que a vida de um Infante de Portugal valia bem o montão de pedras duma cidade.
Ao pé do Rei, Fernão Lopes, que fora escrivão do Infante D. Fernando, o velho Gaspar Vasques, seu capelão e seu amigo, choravam em silêncio. Um asa negra de morte pairava sobre todos os corações. Ouvia-se uma mosca que passasse, quando Fernão Guerra, arcebisbo de Braga ergueu a voz. Falava em nome da fé; falava em nome de Deus:
- Não; o Rei não podia entrgar Ceuta. Ceuta era um bispado; Ceuta estava coalhada de igrejas; Ceuta tinha ainda mais cruzes do Redentor do que pedras-de-armas de Portugal. Nem o Rei, nem as cortes podiam, num voto que seria um sacrilégio, arrasar essas cruzes, profanar esses templos, vender Cristo pela segunda vez.
E enquanto o arcebisbo se sentava, erguia-se já o moço conde Arrailos, duro, trigueiro, terminante, olhos fuzilando, a bradar, de braços levantados:
- Vergonha de perdição!
Quem falava em comprar vida com honra? Onde estava ai a vida de homem, que valesse uma pedra de Ceuta? Quem dera já uma cidade por esse fumo de estopa que é a vida? Queriam salvar o Infante? Pois bem: que fossem todos - e ele iria com eles! - arrasando Tânger, conquistando Arzila, mordendo sangue e pó, arrancá-lo ao coração de Fez! Era assim que se salvava o filho dum Rei; era assim que se remia um Infante cativo de Portugal, - e não cobrindo-o de lama, de desonra e de tristeza!
- Vergonha de Perdição! Vergonha de perdição!
Agora falava já o povo. Era um procurador do Porto, mestre de polaina João Bartolomeu, que trovejava, o capuz negro derrubado sobre os ombros, a manzorra escura no ar, um soluço a apertar-lhe a garganta:
- Senhor Rei! Mandai-me a mim, mandai-nos a todos nós a morrer no lugar do senhor Infante, mas guardai Ceuta!
Um mermúrio aflitivo subia das bancadas do povo, da primeira à última, do Porto a Portel, rouco estrangulado, devorado de lágrimas:
- Guardai Ceuta! Guardai Ceuta senhor Rei! Guardai Ceuta senhor Rei!
Muitos deles, ferreros, oleiros, calafates, crânios negros e curtos, testas baixas e rudes, não saberiam dizer talvez, se lhes perguntassem porque razão devia conservar-se Ceuta na Coroa Portuguesa; mas viam, sentiam claramente, pela força do seu instinto, pela violência persuasiva do seu bárbaro amor pátreo, que era preciso conservá-la, sofrendo quem sofresse, pelo preço de todas as torturas, com sacrifício de todas as vidas, porque assim o reclamava o nome de Portugal.
- Guardai Ceuta! Guardai Ceuta!
D. Duarte levantou-se, como um espectro, a fronte banhada dum suor de agonia. Amparam-no frades. Era a sentença de morte do irmão cativo, que o seu próprio sangue confirmava. Um estremeção de horror agitou o corpo vacilante do Rei.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Livros - Tratado das Alcunhas Alentejanas


A alcunha é apanágio da aldeia. Está dito e redito que a vida urbana fomenta relações impessoais, destrói os laços do parentesco, pulveriza os elos tradicionais, reduz as relações de vizinhança, esvazia o compadrio. No Alentejo, os grandes centros populacionais não deixam de ser aglomerados rurais, posto de parte o critério demográfico e tendo em linha de conta hábitos, tradições, costumes, modos de vida, fluxos migratórios internos, etc. É natural, pois, que o «mau-nome» circule como verdadeira instituição sócio-cultural.

Variação de Frankenstein

O monstro revolta-se contra o criador:

Um antigo dirigente condenado no processo das FP-25 provocou ontem um incidente no final do discurso do primeiro- -ministro sobre os desafios do desenvolvimento. Assim que terminou a apresentação de Sócrates, Mouta Liz levantou-se, exaltado, e acusou o primeiro--ministro de ter feito um discurso “de propaganda”. Liz berrou que “isso não passa de mentiras” e que “o primeiro-ministro não tem vergonha”.

João Luís Mouta Liz era um dos principais dirigentes da organização terrorista FP-25, criada por Otelo Saraiva de Carvalho. Foi preso durante a ofensiva feita pela Polícia Judiciária às ‘FP’, na denominada operação ‘Orion’, que deteve cerca de 70 pessoas. Foi condenado a 17 anos de prisão por associação terrorista, que não cumpriu na totalidade graças a uma amnistia.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O Grande povoador do Reinado de D. João II, em 1487

Do Arquivo Nacional DA Torre do Tombo - Portugal.

SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO (Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, maço7)

"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso , de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos Os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi argüido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana Da Cunha, de quem teve três filhas, Da própria mãe teve dois filhos. Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinqüenta e três mulheres".

"O rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou por em liberdade aos dezessete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região Da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

O Referendo Obrigatório

"Eu quero um referendo sobre o próximo Tratado da União Europeia"
Assine esta Petição AQUI

Tradição Portuguesa - Vinho dos Mortos

Museu vai preservar tradição do «Vinho dos Mortos»O «Vinho dos Mortos», um dos ex libris de Boticas, vai dispor de um pequeno museu que pretende preservar a história deste vinho, que é enterrado, e impedir a sua extinção, disse fonte da autarquia.
Actualmente, são poucos os viticultores que se dedicam à produção do «Vinho dos Mortos» nos moldes tradicionais e, para impedir a sua extinção, a autarquia e a Cooperativa Agrícola de Boticas (Capolib) estão a desenvolver um plano que passa pela recuperação e preservação deste produto.
O Repositório Histórico do «Vinho dos Mortos», obra que está a ser concluída na Granja, é uma das etapas desse plano e vai funcionar como uma espécie de «museu vivo», onde representa todo o processo de «fabrico» daquele néctar.
O nome do vinho pode parecer um pouco macabro mas deriva de um facto histórico ligado às invasões francesas.
Quando em 1809 as tropas francesas, comandadas pelo general Soult, invadiram pela segunda vez Portugal, o povo, com medo que estes lhes pilhassem as suas colheitas e outros bens, escondeu o que conseguiu.
Segundo a fonte da autarquia, o vinho foi enterrado no chão das adegas, no saibro, debaixo das pipas e dos lagares.
Mais tarde, depois dos franceses terem sido expulsos, os habitantes recuperaram as suas casas e os bens que restaram e, ao desenterrarem o vinho, até o julgaram estragado.
Porém, descobriram que estava muito mais «saboroso» e que «tinha adquirido propriedades novas».
«É uma vinho com uma graduação de 10 a 11 graus, palhete, apaladado, e com algum gás natural, resultante da fermentação no escuro e a uma temperatura constante», explicou à Agência Lusa o produtor Armindo Sousa Pereira.
Este pequeno viticultor é um dos poucos que, em Boticas, ainda produz o «Vinho dos Mortos» nos seus moldes tradicionais, de acordo com a técnica que já aprendeu com os seus pais.
Por ter sido «enterrado», ficou a designar-se por «Vinho dos Mortos» e passou a utilizar-se esta técnica, descoberta ocasionalmente, para melhor o conservar e optimizar a sua qualidade.
As cerca de mil garrafas que Armindo Sousa Pereira produz anualmente são enterradas em finais de Abril ou Março, no chão de saibro da sua própria adega e «até não precisa de ser a grande profundidade».
«O importante é que as garrafas fiquem enterradas», sublinhou.
Entre Julho e Agosto, as garrafas são desenterradas e o néctar fica pronto para beber.
O produtor diz que são muitos os turistas e apreciadores que se deslocam a Boticas de propósito para comprar uma garrafas deste vinho histórico.
Há alguns anos, o «Vinho dos Mortos» foi também um dos temas centrais que uma televisão japonesa gravou na região do Alto Tâmega.
E é esta tradição e esta história que o Repositório do Vinho dos Mortos pretende preservar e dar a conhecer.
Naquele pequeno edifício em granito vai ser colocado um lagar em pedra, alguns objectos ligados à produção do vinho e painéis descritivos desse processo e da história que deu origem à sua denominação.
O espaço exterior será também tratado, adornado com videiras em latada e possuirá em exposição alguns objectos relacionados com o vinho que possam ser mantidos ao ar livre, como tinas ou vasilhas em granito.

Diário Digital / Lusa

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

E o vencedor é......

Mais uma vez vence o terrorismo, o cancelamento do raly Lisboa-Dakar é mais uma vitória na guerra diária Ocidente/Terrorismo.
Como sabem, para garantir a realização deste evento também o (des)governo português teve de abrir e bem os cordões à bolsa. Com que dinheiro? Dos contribuintes. Nosso. Esse investimento tem um retorno, ou melhor, devia ter um retorno, na captação de turistas, publicidade ao nosso país, etc...Sem haver Dakar, não há retorno de investimento, mas também havendo o retorno nunca se vê, o cidadão comum não sabe o que é esse tal de retorno.
Seja como fôr, eu sou adepto de desportos motorizados e esta é uma noticia triste, talvez se o Raly tivesse como nome Paris-Dakar a história fosse outra, toda a gente sabe que os franceses nunca gostaram do facto da prova ter início em Portugal. Pode muito bem ser o princípio do fim do maior Raly do mundo, pelo menos conforme o conhecemos, a organização devia ter previsto isto e ter alternativas, os serviços de segurança franceses também deviam ter previsto isto mais cedo, incluindo os portugueses.
Outras teorias se levantam, existe a possibilidade da culpa ser da petrolifera francesa Total que, segundo fontes, desmobilizou os postos de abastecimento que tinha para a passagem do raly já á alguns dias impedindo assim qualquer possibilidade dos concorrentes conseguirem combustivel no deserto. Segundo ouvi numa entrevista com o director da revista Todo-o-Terreno a situação na Mauritânia era pacífica... ele veio de lá na sexta feira, o pior foi mesmo a Total retirar, mas depois também havia o problema das companhias de seguros, etc, etc...e pronto, o raly Dakar já era.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Navios Portugueses - PEDRO NUNES (ex. Malange)

Paquete construído em 1889 na Inglaterra para a Mala Real Portuguesa, foi mais tarde vendido à E. N. N. sendo requisitado em 1916, para servir como cruzador auxiliar. Durante a guerra efectuou transportes de tropas para França. Foi abatido ao efectivo em 1923 e integrado na frota da Companhia Nacional de Navegação.

DESLOCAMENTO: 3 544 tons.
DIMENSÕES: 110,7 * 12,8 * 10,7 metros
ARMAMENTO: 2 peças de 120 mm; 2 de 76 mm; 2 de 47mm
PROPULSÃO: 2 máquinas de E. T. de 2 300
H.P. - 2 veios = 16 nós
TROPAS: 1016 homens
GUARNIÇÃO: 207 homens

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

A oposição manifesta-se

Ano Novo, mais do mesmo

Mais um ano, mais do mesmo, mais desgostos porque as alegrias andam pelas portas da amargura e eu não me entrego a festejos já lá vão uns bons anos.
A avalanche de notícias sobre o ano novo cansa de tanta repetição, enjoa de tanto festejo, revolta com tanta mudança anunciada.
Entramos no ano a saber que tudo é mais caro, onde está a novidade? Não é assim todos os anos?
Continua a bom ritmo a campanha de fundamentalização do estado por parte do governo, enquanto a ASAE fundamentaliza a asépsia e quer encerrar metade dos cafés e restuarantes, o governo junta ás anteriores medidas de proibição de cruxificos nas escolas e hospitais e outras medidas similares junta-se agora o abandono dos nomes de santos como nomes oficiais das escolas, ao pé disto a PIDE e o Estado Novo nem têm comparação.
O tabaco, como se sabe, foi proíbido na maior parte dos sítios, os fumadores vão começar a ser perseguidos enquanto os presos recebem gratuitamente "kits" para se drogarem á vontade no aconchego das suas celas, entre uma saida precária ou no fim de um dia de trabalho providenciado pelo estado fora das prisões, " Desempregados deste país, se querem emprego cometam um crime" será o novo slogam contra o desemprego para 2008.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Telemarketing - Vamos correr com eles

- É de casa do Sr Luis? - perguntam ao telefone
- É o próprio - respondo.
- Sr Luis, chamo-me.... e estou-lhe a telefonar para o convidar a assistir a... blá blá blaá... hoje às 18 horas.
- Com certeza. Posso levar um doce?
- Sr Luis. Não é necessário trazer nada. Basta o Sr. vir e trazer a sua esposa.
- Mas eu não gosto de ser convidado e não levar nada. Não fui assim educado. E ainda por cima a minha mulher acabou de fazer um doce excelente, e olhe que isto é coisa rara.
- Por isso, se não se importa nós levamos uns frasquinhos com doce. Têm pão, ou é preciso levar?
- Sr. Luis (pausa para suspiro) Trata-se de uma apresentação de um produto, para o qual estamos a convidar apenas pessoas seleccionadas e o Sr. e a sua esposa tiveram a felicidade de serem escolhidos.
- Bom, já percebi. É uma coisa assim mais formal, certo?
- Sim.- responde, com um suspiro de alívio.
- Nesse caso, o melhor é então levar uma garrafinha de vinho do Porto. E têm pão?
- Está a gozar comigo? - pergunta ela, irritada.
- Peço muitas desculpas se a ofendi, garanto-lhe que não foi essa a minha intenção. E se for uma garrafa de Champanhe, do verdadeiro? Sou também capaz de arranjar uma latinha de caviar, mas acho que é falsificado. Assim já serve? E têm pão?
- Se não quer vir bastava dizer, não precisava deste teatro todo. - reage a moça, irritada. - Agora é vossemecê que me está a ofender!! Se acha que nós não temos condições para ir à sua festa fina, podia ter dito logo! Eu e a minha mulher somos pessoas simples! (fungadela) Era com muito sacrifício que estávamos a oferecer o que de melhor cá temos em casa! (fungadela) E a senhora aparentemente acha pouco! (fungadela) Assim sendo, tenha uma muito boa tarde e espero sinceramente que tenha pessoas na sua festa, porque com esses seus critérios de selecção não sei se tal vai acontecer! (fungadela) ADEUS!
- Sr. Luis. Talvez eu não me tenha feito entender correctamente. Vamos começar do inicio. Pode ser? - Sim...(fungadela)
- Apenas queremos que o Sr. e a sua esposa venham conhecer o nosso produto hoje. Nada mais. Podemos então encontrarmo-nos às 18 horas?
- Ok...... Têm pão?

sábado, 29 de dezembro de 2007

Estamos cada vez mais perdidos

«O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: país está perdido!»
O PAÍS ESTÁ PERDIDO!

Isto foi escrito em 1871, por Eça de Queirós, no primeiro número d'As Farpas, o governo não terá vergonha de passados mais de 100 anos o país continuar perdido??

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Conceito de memória (2)

Nos últimos anos, e num crescente visível, parece cada vez mais pacífica a ideia de que a recuperação da memória e figura de Salazar, tanto no capítulo da sua figura e personalidade mas também no periclitante domínio da sua obra politica, social e nacional, passa pela divulgação e reactivação da verdade histórica dessa mesma memória sem mentiras nem aldrabices ou meias verdades.

Porque a memória do Estado Novo é a nossa própria memória, a nossa, colectiva, a de uma nação de portugueses que neste tempo presente de globalização, de federastas, de europeistas, tempos presentes que ultrapassam largamente o facto de já termos outra moeda, de já não termos o nosso ultramar, tempos presentes de adultério de custumes e comportamentos, tradições e nacionalidade, são nestes tempos presentes em que tristemente vivemos agora que precisamos avidamente de sinais de identidade e nacionalidade, e nada melhor do que a figura de Salazar e a obra do Estado Novo para novamente trazer a esperança a um povo assassinado na sua alma e traido pelos seus governantes.
Em 2007, a RTP apresentou, e ainda está a apresentar, alguns trabalhos que , embora com valor, foram nitidamente tendenciosos e alvo de instrumentalização governativa, falo, é claro dos programas documentais "Portugal, Um Retrato Social" e de "A Guerra", este ultimo com reminiscências tendenciosas a começar pelo próprio nome.
Diferente porém foi o resultado do "passatempo" da RTP acerca de quem seria o "Melhor Português", ai sim, sem instrumentalizações governativas e com um resultado directo da escolha dos espectadores o Dr. Salazar, contra tudo e contra todos, ganhou e lançou a polémica que afinal tinha começado antes quando o seu nome nem sequer tinha entrado nas listas "oficiais".
Longe de polémicas, visto de uma outra prespéctiva, a vitória de Salazar nesse interessante programa, pode ser visto como um grito da maioria silenciosa contra o sistema, um grito contra o estado de coisas, um grito de protesto contra a imposição da traição como forma de governo.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Bom Natal

Votos de bom natal para todos os que aqui vêm encalhar e para os que regularmente me visitam, são os desejos sinceros deste blog.

Os três Cowboys

A eleição de George W. Bush para a presidência dos EUA foi, sem dúvida, uma experiência radical e que não se deverá repetir nas próximas dácadas.
Neste final do ano 2007 o mundo continua a ser um lugar instável e inseguro, muito disso se deve a estas três personagens que nesta foto de Christopher Morris , fotógrafo oficial da Casa Branca, mais parecem três "cowboys" saidos directamente de um qualquer filme americano de meados do século XX, a pose de George W. Bush é ilucidativa:

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

O PNR faz falta - Inscreve-te

A campanha "O PNR faz falta" visa garantir a inscrição de novos militantes no mais curto espaço de tempo. Os partidos políticos foram notificados pelo Tribunal Constitucional para provarem no prazo de 90 dias que têm pelo menos 5 mil militantes, sob pena de serem extintos nos termos da Lei n.º2/2003, de 22 de Agosto. Trata-se de uma lei injusta, que tende a calar a voz incómoda dos pequenos partidos. É uma medida imposta pelos partidos ditos grandes e fiscalizada agora pelos juízes conselheiros escolhidos por aqueles.
Apesar disso, o PNR tudo fará para angariar no prazo estipulado o número de filiados em falta. O partido tem registado um forte crescimento nos últimos meses. Diariamente chegam à sede novas propostas de adesão. Assim, com vista a atingir o número estipulado, a direcção do partido põe agora em marcha uma campanha nacional de novas adesões, sem pagamento de jóia e com isenção de quotas.
O nosso partido representa um número crescente de portugueses. Estamos seguros de que o PNR faz falta ao debate político. É a única voz que se ergue de forma clara em defesa da independência nacional contra a corrupção e os tratados reformadores. O PNR pretende apresentar aos Portugueses em 2009 um renovado programa político, com um conjunto de propostas para as diferentes áreas, da segurança à cultura, da política externa à saúde e à educação. Mais ninguém estará disposto a fazê-lo nos termos e com as soluções que o PNR apresentará. Propostas portuguesas para um Portugal português. Isto pode ser reconhecido mesmo por simpatizantes de outros partidos que, em defesa da livre expressão de ideias, se opõem à extinção judicial de um partido cada vez mais activo na vida portuguesa e no qual se revêem milhares de compatriotas.
Por isso, pedimos o empenho e a mobilização de todos. A meta das 5 mil inscrições está perfeitamente ao nosso alcance. Assim todos se mobilizem, assinem e levem a assinar a Proposta de Adesão, aqui.
Fonte

Livros - Mengele

Josef Mengele tinha um sonho: o aperfeiçoamento da espécie humana, melhorada através da ciência, como forma de alcançar o domínio supremo de uma raça superior. Para o capitão médico, responsável pelo campo de concentração nazi de Auschwitz de 1943 a 1945, este era, acima de tudo, um acto de dever para ser levado a cabo com total disciplina. Com um simples aceno de mão ou um movimento seco do bastão, Mengele seleccionava os prisioneiros chegados a Auschwitz: os que deviam trabalhar até à morte, os que seriam imediatamente gaseados ou os que serviriam de cobaias para as suas investigações médicas. Sem qualquer compaixão, Mengele efectuava as mais terríveis experiências com seres humanos, transformados em autênticas cobaias. A sua particular obsessão eram os gémeos. Depois de cinco anos de investigação, com acesso exclusivo e irrestrito a mais de cinco mil páginas de escritos íntimos de Mengele e fotografias inéditas, Gerald L. Posner e John Ware retratam a vida deste homem, do nascimento à morte. Separando os factos das lendas que existem sobre o mais famoso médico nazi, os autores recriam a vida do homem que se tornou na verdadeira personificação do mal; o «Anjo da Morte» de Auschwitz. Apesar de todos os esforços para o capturar, Mengele passou 35 anos da sua vida em fuga. Depois de muitas notícias sobre a sua eventual morte, faleceu aos 68 anos, no Brasil. Sem nunca ter sido julgado pela Justiça e sem nunca ter manifestado quaisquer remorsos pelos seus actos.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Navios Portugueses - GIL EANNES (ex. LANHECK)

Navio mercante alemão apresado em 1916, foi adaptado para cruzador auxiliar na Armada Portuguesa. Havia sido construído em 1914 por Seebeck Akt Geselschaft na Alemanha. Durante a primeira Guerra Mundial efectuou transportes de tropas para França, sendo abatido ao efectivo em 1-6-1918, e integrado na Marinha Mercante. Voltou a servir na Armada como transporte, e mais tarde como navio - hospital de apoio à frota bacalhoeira na Terra Nova. Em 1942 voltou à Marinha Mercante.

DESLOCAMENTO: 3 712 toneladas
DIMENSÕES: 85 * 12,5 * 5,3 metros
ARMAMENTO: 2 peças de 76 mm; 1 de 65 mm; 4 de 47 mm
PROPULSÃO: 1 máquina de T.E. de 1775 H.P. - 1 veio = 12,5 nós
GUARNIÇÃO: 114 homens

Qualidades da Alma Pátria

Génio de Aventura

É a força que levou o homem a arriscar a sua vida individual, para conseguir determinado fim de utilidade colectiva.
No grande periodo, cumprimos a Lei de sacrifício, sob a forma de Aventura, enquanto os Povos do Norte, por exemplo, cumprem esta Lei de um modo sereno e persistente.
Nós cumprimo-la, guiados por uma força de instinto, em ímpetos de expansão dominadora. O instinto conhece a realidade melhor que a inteligência; mas esta calcula e procede reflectidamente, evitando as quedas que sofre aquele, muitas vezes.
A nossa herança celto-latina e árabe, tão espontânea e de ansioso aspirar indefinido, subordinou-nos ao génio aventureiro. Tentar destruí-lo é inépcia e loucura, porque ele faz parte integrante do nosso ser. De resto, é uma forma de actividade humana. Devemos educá-lo, amoldando-o, sem o desnaturar, a uma disciplina concordante, consentida, compatível com o poder de iniciativa.
E assim, o génio de aventura tão animado de liberdade, por virtude da sua própria natureza novamente desperta, seria a própria alma pátria, soma electiva das nossas almas individuais, num constante labor e aspirando a um fim comum.
Teixeira de Pascoaes

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Juventude e educação, o hoje e o ontem

Os jovens do Estado Novo tinham objectivos concretos na vida, que eram, fundamentalmente, a procura da sua independência, que se queria cedo, através duma profissão remunerada que lhe permitisse constituir família o mais depressa possível e o mais cedo possível.
Não tinham dinheiro e sabiam que na vida, teriam que vencer pelo esforço e pelo trabalho e que a falta do esforço e do trabalho tinha, normalmente, consequenciais penosas.
A primeira perturbação deste universo foi provocada por uma crise dos valores tradicionais que a revolução de Abril destruiu e subverteu em libertinagem e falsa liberdade.
Os pais de família novos-ricos começam por não acreditar na família. A crise familiar é um mau exemplo que vem de cima, e dentro da maneira como se vivem as relações familiares actualmente, não é possível exigir da juventude que acredite nela como exemplo a seguir.
Mas não só: as actuais famílias apenas acreditam na ditadura do dinheiro, é a cultura do materialismo, e demitiram-se do resto, educação tradicional, valores, história, heranças, etc…
As pedagogias modernas insurgem-se contra os castigos aplicados ás más acções como forma de sanção disciplinar e os jovens têm consciência de que, pelo menos no seu universo familiar as acções são inconsequentes. As forças espirituais por sua vez, falam do pecado com muito pouca convicção e acabaram por criar muito mais situações de interrogação e de dúvida, do que de fé, de esperança e de confiança.
Eu não digo que eram boas todas as formas em que se vivia, mas digo que com a sua destruição era necessário substitui-las por outras iguais ou melhores.
Foi isso que não se verificou, se os esquemas de educação eram “repressivos” deveriam ter substituídos por outros que dessem aos jovens autonomia, independência e confiança em si próprios, o que se obteria em clima de maior rigor politico e de autoridade de estado que iria criar exigência e excelência.
A juventude moderna vive com demasiadas facilidades, os pais compram, com dinheiro e presentes, o afecto dos filhos que vêem fugir-lhes. Temos assim dois cenários: por um lado juventude beneficiada que passou a viver com o dinheiro que sobra dos bolsos de uma franja da sociedade que tem mais do que o necessário para as suas necessidades, e por outro lado uma imensidão de jovens oriundos de famílias carenciadas das grandes periferias que fazem da marginalidade forma de vida, roubando, matando e violando.
Uma facilidade que passou do dinheiro para os próprios comportamentos e que se pode notar pela diferença que vai entre uma juventude que se via lutar pela vida em qualquer trabalho, porque todos os trabalhos são honrados, para uma juventude que apenas se preocupa em viver excessivamente depressa e em completa desordem mental e física.
Estou convencido que a actual crise da juventude vem fatalmente da insegurança e falsas expectativas que se lhe criou e que esses factores, - a insegurança afectiva, ideológica, espiritual e morais, principalmente moral – que ela disfarça na dispersão em que anda e nas agressões que manifesta vem exactamente do amor que lhes falta, e que muitas vezes não receberam e que por isso não aprenderam a dar, e da confiança que perderam em quem lhes devia dar o exemplo – Os pais, filhos da revolução de Abril que tudo corrompeu com as falsas ideologias e promessas de liberdade utópicas.
Não cabe aos governos obrigar os pais e os educadores a darem os bons exemplos, nem os governos são as entidades mais indicadas para criar motivações, valores e relações entre as pessoas, que possam dar á juventude a confiança nos outros que lhe é necessária para crescer e criar novas gerações de Portugueses capazes de manter a tradição e valores únicos de uma Pátria com 860 anos de história.
Os governos podem e devem criar e assegurar as instituições de ensino, para os que quiserem aprender a valorizar-se e a valorizar Portugal.
Podem e devem criar instituições de cultura popular, de desporto, de ocupação de tempos livres, para os que delas quiserem beneficiar para dar á vida um sentido e uma razão.
Podem e devem assegurar a ordem pública, e sempre que ela for perturbada pela juventude ou seja por quem for. E poderiam, se isso fosse solução, submeter a juventude á disciplina do que se chama a “caserna jovem nacional”, onde os problemas da juventude se não põem, porque uma ordem nacional implacável não o permite.

Mulheres protejam-se, escolham o que acharem melhor !!

sábado, 15 de dezembro de 2007

Do tempo dos meus pais

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Blog Identitário em destaque

Novo espaço na rede em destaque:

http://blogidentitario.wordpress.com/

Blog ID será um local de informação sobre as actividades dos identitários portugueses, mas também de todos aqueles que abraçaram o ideal identitário na Europa, assim como em países onde existem comunidades euro-descendentes. Ainda que actuemos localmente, o combate em curso é obviamente global.
Este blog pretende também ser uma Agora, o espaço aberto no qual os gregos clássicos debatiam os mais distintos assuntos, sempre desde a máxima elevação e respeito pelos intervenientes.
Frontal e directo, como é apanágio dos identitários, o Blog ID terá sempre por princípio basilar o mote: Os Nossos primeiro que os outros!

Em nome da democracia.

Edgar Hoover, que era amigo pessoal do director da PIDE, Major Silva Pais, escreveu um livro muito interessante, que intitulou Masters of Deceit, (Mestres da Fraude e da Impostura).
Edgar Hoover foi o fundador do FBI Americano e que tão relevantes serviços tem prestado á sociedade Norte Americana.
Transcrevendo o início do Capitulo 23 do Livro, temos:

« Algo inteiramente novo instalou-se na América, durante a geração passada; uma mentalidade comunista representando uma sistemática, intencional e consciente tentativa para destruir a Civilização Ocidental e fazer regredir a História para a era da crueldade bárbara e do despotismo, tudo em nome do "progresso". O mal é descrito como o bom, o terror como justiça, o ódio como amor, e obediência a ideologias estrangeiras como patriotismos.»

O comunismo ainda não acabou, pelo menos em muitas partes do mundo.
Em Portugal o comunismo tem cumprido a sua parte na missão. Noutras partes do mundo ainda mexe contribuindo para o estabelecimento do caos onde ele ainda não é total.
O que aconteceu em Portugal nestes últimos 30 anos é bem descrito, por exemplo, no excelente livro de George Orwell - "Animal Farm" - que em Portugal foi traduzido por "O Triunfo dos Porcos", com grande propriedade...........
O que querem impor em Portugal e no resto do mundo também foi previsto por Orwell na sua obra de nome "1984"
Os comunistas mais espertos que querem, sem nada produzir, viver á custa dos que trabalham, passaram-se para o Socialismo, ou seja, para o PS, um sistema de partido aparentemente mais moderado e mais receptivo aos aproveitadores da "democracia" e "liberdade" falsamente apregoada desde o 25 de Abril. Todas as calamidades caíram então em cima deste país, hoje pobre, «onde a terra acaba e o mar começa».
Sendo mestre da fraqueza humana o inimigo soube explorar a nossa vaidade, assim como na fábula de La Fontaine a Raposa explorou o Corvo:

«É fama que estava um corvo
Sobre uma árvore pousado
E que no seu forte bico
Tinha um queijo atravessado
Pelo faro, aquele sitio
Veio a Raposa matreira
A qual, pouco mais ou menos
Lhe falou desta maneira:
Bons dias meu lindo Corvo.
És a glória desta planura
És outra Fénix se acaso
Tens a voz como a figura
A tais palavras o corvo
Com louca estranha afoiteza
Para mostrar que é bom solfista
Abre o bico e solta a presa
Lança-lhe a mestra o gadanho
E diz-lhe: Amigo aprende
Como vive o lisonjeiro
Á custa de quem o atende
Esta lição vale um queijo
Tens destas para teu uso
Grasna então consigo o corvo
Envergonhado e confuso:
Velhaca, deixou-me em branco
Fui tolo em fiar-me nela
Mas este logro me livra
De cair noutra esparrela»

O corvo aprendeu a lição e ficou envergonhado. Os abrileiros não aprenderam a lição, não ficaram envergonhados e não vão cair noutra porque já não têm onde cair.
Só que na queda arrastaram uma Nação inteira que desde o Minho a Timor, anda agora a estender a mão á caridade.
Assim o disse uma senhora portuguesa, com a coragem que falta a muitos homens, num teatro de Lisboa, em 1979:

".......Só vejo ambições e ânsias de poder
Traições e mais traições, meus filhos a sofrer
E com a alma em sangue ouvi dizer
Que esta terra de Santos, Heróis, Navegadores
É também a de invejosos, gatunos e traidores"


Uma mentira insistentemente repetida torna-se verdade. Portugal acredita que tudo se passa em nome da democracia.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

1º dia do fim de Portugal - Necessita-se uma Revolução

O diccionário apresenta a seguinte definição para o termo Corja: grupo de indivíduos grosseiros, vis, de má índole; canalha, súcia, malta. A próxima atualização do dicionário certamente incluirá mais uma: "assinantes do Tratado de Lisboa"

Neste dia negro para Portugal, quando os Jerónimos tiveram de albergar tamanha corja de federastas, relembremos algumas palavras cheias de actualidade:

«Estamos deste modo na encruzilhada fatal da nossa história moderna. O que está em causa é a própria sobrevivência da Pátria. Já agora anda por aí um Cristóvão de Moura pederasta a querer vender-nos a Castela. Parece que, sem o Ultramar, ficámos sem Norte — e, para não naufragarmos temos de ser capazes de nos reprojectar no futuro, achando os caminhos da nossa própria redenção.
Destruindo tudo, que, ao menos, ao construir-se de novo, se construa sólido. Não parece que seja no recomeçar dos velhos erros que se achará a levedura necessária para refortificar a todos.
Voltamos dolorosamente ao que nos perdeu. Mal saídos ainda dum regime autoritário e centralizador gerado nos desmandos e na impotência da partidocracia, logo voltamos ao sistema incapaz. Vamos perder-nos de novo e perder as liberdades instrumentais onde se tempera a liberdade essencial.
Não seremos nós capazes de encarar a vida política portuguesa em função da realidade portuguesa? Não seremos nós capazes de revolucionar Portugal sem macaquear as revoluções estrangeiras — e sem cair nas «originalidades gonçalvistas»?
O 25 de Abril pôs em causa toda uma estrutura de poder monoárquico que, vivendo de um homem, vivia enquanto vivesse o homem — onde do seu génio. Os termos em que, dia a dia, vai evoluindo a Revolução põem em causa tudo o que se recuperou do essencial, depois de se ter perdido quase tudo. Vamos voltar a 1926? E recomeçar tudo de novo? Este é o tremendo desafio que nos lança a História: — ou nos entendemos todos para redescobrir Portugal, refazendo-o — ou deixaremos de ser; ou tomamos consciência dos perigos que se nos deparam — ou perdemos a Soberania.
Haveremos de reconstruir a Pátria nova dentro duma Revolução: isto a que estamos a assistir é apenas uma reprise. Não será assim que nos salvaremos.»

Manuel Maria Múrias
(In A Rua, n.º 4, pág. 12/13, 29.04.1976)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

História da Luftwaffe e outras curiosidades


Durante os últimos meses da II Guerra Mundial, a superioridade numérica dos Aliados tornou-se tão evidente que apenas a 8ª Força Aérea norte-americana possuía cerca de 1.500 caças a mais que toda a Luftwaffe.
Além disso, a USAAF contava ainda com a 9ª e a 15ª Forças Aéreas prontas para entrar em operação a qualquer momento, se necessário!
Este site é dedicado à memória de todos os pilotos, tripulantes e soldados da Luftwaffe que lutaram até o fim em defesa de sua Pátria, mesmo sabendo que tratava-se de uma causa perdida.

A origem das crises

O país atravessa neste momento uma das suas piores épocas de sempre, pior do que isto penso que apenas a época dos Filipes, com a nossa perca de independência, e os tumultos permanentes dos primeiros anos da república que apenas tiveram como boa consequência a revolução de 28 de Maio de 1926 e o consequente aparecimento em cena do mago das finanças e salvador nacional, Dr. Oliveira Salazar.
Pessoalmente, olhando da província onde me encontro, a vida politica, os politicos ,o presidente da república, o governo da república e o seu parlamento em tudo fazem lembrar a confusão política dos anos dez e vinte do século passado, falta apenas as constantes revoluções e confrontos nas ruas de Lisboa para a festa ficar completa.
Em relação à Assembleia da República penso que não há princípio que, considerado objectivamente, seja tão errado como o princípio parlamentar, o parlamentarismo é uma estufa onde se cultiva a irresponsabilidade, poderá alguma vez, por acaso, uma maioria hesitante de homens ser responsável pelo que quer que seja?
E os partidos? O único cuidado que fatalmente determina a organização de um novo programa dum partido político, ou a modificação do anterior, é sempre o receio das próximas eleições, no que eles menos pensam é no povo, no país ou noutra coisa qualquer que não seja o seu próprio futuro, é vergonhoso, asqueroso o que se vive nos grandes partidos do centro, PS e PSD.
Aliás, por falar em eleições, é mais fácil fazer passar uma vaca pelo buraco de uma agulha do que ser descoberto um grande homem através de eleições.
Quanto mais os verdadeiros homens pátrios, os nossos melhores, verdadeiros chefes, forem afastados das actividades políticas que consistam principalmente, não em trabalho criador e produtivo, mas no regatear e comprar favores da maioria e dos clientelismos partidários, tanto mais a actuação política descerá ao nível das mentalidades vulgares e tanto mais estas se sentirão atraídas para a vida pública, formando-se um circulo vicioso, o que se pode contatar pela actual classe política nacional.
Podemos acreditar que o progresso no mundo provenha da acção combinada de maiorias e não de inteligências individuais? Não, a maioria nunca pode substituir o homem, ela é sempre a advogada não só da estupidez como da covardia, por exemplo, já alguma vez aconteceu algum parlamento compreendesse uma ideia antes que o êxisto proclamasse a grandeza dessa mesma ideia?
A instituição e organização de uma país pela via da democracia pluripartidária e parlamentar com a respectiva pseudo fiscalização democrática por esse mesmo parlamento é a causa da incrível dominação de toda a vida política e governativa justamente pelos elementos de menos valor moral e patriótico.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Perdemos a Identidade Nacional

Frente à campa do Soldado Desconhecido, na Sala do Capítulo do Mosteiro da Batalha, tendo em seu redor representantes de duas gerações de combatentes, um mutilado de guerra em Moçambique, condecorado com a Torre-e-Espada, ergueu a voz para denunciar o crime daqueles que destruíram Portugal, «adulterando deliberadamente a nossa cultura e denegrindo as nossas tradições». Foi no passado 9 de Abril, ao celebrar-se o sexagésimo aniversário da batalha de La Lys.
Em nome de quem falou o major Duarte Pamplona? Em nome de quem afirmou que perdemos a identidade nacional? Em nome de quem lembrou que a recuperação dessa identidade nacional «terá que abranger milhares de portugueses espoliados e expulsos» e só será possível quando «a liberdade, a justiça, a honestidade e o exemplo forem praticados por todos os portugueses, começando pela classe política dirigente»? E que essa mesma classe política, «na qual estão incluídos alguns combatentes da guerra do Ultramar», não conseguiu aproveitar e dirigir a enorme capacidade de ideal, de sofrimento e da dádiva dos Portugueses?
Pois falou em nome de todos nós. De todos nós, os que nos recusamos a aceitar como irremediável a degradação para que nos atiraram, os que estamos fartos de ser pasto da voracidade partidária, os que não pretendemos mais do que ser Portugueses — Portugueses sem rótulo, sem coleira, sem vassalagem, sem opróbio e sem medo.
Aqui ficam palavras suas — que são de todos nós. E aqui fica a sua e nossa esperança em que a Nação portuguesa recupere a identidade perdida, em que os portugueses se reencontrem com o seu destino, em que Portugal se restaure.

Manuel Maria Múrias
(In A Rua, n.º 96, pág. 1, 13.04.1978)

Publicidade de outros tempos


Navios Portugueses - República (Ex Rainha D. Amélia)

Foi construído no Arsenal de Lisboa em 1901 sendo o primeiro navio em aço ali construído. O seu nome foi alterado em 1910, e em 1915 perdeu-se por encalhe nas Berlengas. DESLOCAMENTO: 1 683 tons.
DIMENSÕES: 75 * 11,4 * 4,47 metros
ARMAMENTO: 4 peças de 150mm ; 2 de 100mm; 2 de 47mm; 2 de 37mm; 2 metr. de 6,5 mm.; 2 tubos lança - torpedos
PROPULSÃO: 4 máquinas de T.E. de 5 000
H.P. - 2 veios = 18 nós
GUARNIÇÃO: 263 homens

Sons

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

O futuro prepara-se no presente

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Assine, Divulgue

Já assinou a Petição contra o acordo ortográfico???

Quer escrever 'Hoje', 'Húmido', 'Hilariante' sem 'h' ?? Quer começar a escrever palavras como 'Acção' sem 'c' mudo nem palavras como 'Baptismo' sem 'p' mudo? Eu quero continuar a escrever em Português tal como o conheço agora, e você?

Conceito de Memória

No programa - Sociedade Civil - do passado dia 5 de Dezembro, intitulado "Não apaguem a memória" e tendo como convidados Fernando Rosas, Ruben de Carvalho e Nuno Tetóneo Pereira, painel absolutamente imparcial em matérias politicas..., foi abordado o tema da memória do Estado Novo, da PIDE, de Salazar, etc, e de como, alegadamente, hoje em dia se tenta, apagar ou manipular essa memória recente do nosso país.
A dada altura do programa foi até referido que é uma campanha orquestrada, conspirativa e derecçionada ao reecresver da História de Portugal.
O tema interessa-me, e não fosse por isso não teria assistido ao desfilar da verborreia de tais personagens, foi interessante verificar por anda actualmente o conceito de memória dos intervenientes que é, afinal, espelho dos conceitos e bandeiras da esquerda por eles representada.
Em relação á antiga sede da PIDE, os intervenientes, que se têm desdobrado em actividades ligadas a este tema, como pode ser visto no seu blog Não Apaguem a Memória, (NAM) querem para esse lugar um "museu da resistência", mas são os mesmo que fazem oposição cerrada, petições e lobby contra a construcção do museu sobre Salazar e o Estado Novo em Santa Comba Dão, logo aqui se verifica que no conceito de memória deste grupelho apenas a memória que eles querem impor é a correcta, dois conceitos diferentes de memória.
Pequenas reportagens e entrevistas mostraram os alegados "Presos Politicos", entre eles o próprio Rosas, em relatos sobre as esperiências prisionais dos visados, mas mais uma vez equecem-se dos milhares de prisões arbitrárias, das perseguições e torturas a que foram alvo cidadãos honestos no pós 25 de Abril e que continuam na actualidade com a prisão absolutamente vergonhosa de vários companheiros nacionalistas.
O recente Livro de Maria da Conceição Rita e Joaquim Vieira foi abordado, jucosamente, por Fernando Rosas, dizendo que não acrescentava nada de novo, 0,00% nas palavras dele, para a compreensão do Estado Novo e de Salazar, mas o seu novo livro, acabadinho de sair teve direito a amplo destaque, assim como os livros de mais alguns dos seus correligionários do movimento NAM.
Gostaria de perguntar ao Sr. Fernando Rosas no que ficamos, conservamos toda a memória ou apenas a que o Sr. Rosas acha que serve os seus interesses e os do seu partido? Ou tem medo que os Portugueses tenham conhecimento do outro lado de Salazar, que saibam que o "papão" cruel e sanguinário por eles anúnciado durante décadas afinal não existia.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Livros - 1000 Pensamentos de Adolf Hitler

Tudo neste mundo é susceptível de melhorar.
A derrota pode engendrar a futura vitória; uma guerra perdida pode originar a ressurreição vindoura; a miséria pode fecundar energias, e de cada opressão podem as forças erguer-se até á renascença espiritual. Tudo isto, só é possivel enquanto o sangue se conservar puro.

Os programas de cinema, dos teatros de variedades e casas de divertimento constituiem uma vasta coligação para atrair a atenção pública pelos mais baixos expedientes. Quem quer que não tenha perdido a capacidade de penetrar na alma dos jovens, logo compreenderá que desta educação só pode resultar graves prejuizos para a mocidade.
Se não livrarmos a mocidade do charco que actualmente a ameaça, ela nêle se afundará. Quem não quiser dar-se conta desta situação, concorrerá para apoiá-la, transformando-se em co-autor da lenta prostituição das gerações futuras.
Actualmente tôda a nossa vida em público é uma espécie de estufa para o cultivo de idéias e atracções sexuais.
Quando a raça está em perigo de ser suprimida ou mesmo oprimida, a questão da legalidade passa para plano secundário.
A luta contra o envenenamento da alma deve-se desenvolver ao lado da cultura física.
O casamento não é uma finalidade; deve servir à multipicação e conservação da espécie e da raça. Esse é o seu significado, esta é a sua finalidade.
Nos casamentos tardios está uma das causas da conservação dum estado de coisas que, por mais que se queira torcer, é e será sempre uma vergonha para a humanidade e que deve ser visto como uma maldição para criaturas que modestamente se julgam feitos à imagem do criador.
O valor excessivo dado à cultura intlectual pura e a niglicência em relação à formação física dão origem, antes do tempo, ás solicitações sexuais. O jovem que se fortelece nos desportos e nos exercícios de ginastica está menos sujeito a capitular ante a satisfação dos seus instintos dos que aquele que vive uma vida sedentária. Uma educação nacional terá que tomar em consideração este aspecto do problema.
A questão da conservação ou não-conservação do sangue e da raça perdurará enquanto existir a humanidade.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Em tempo de Inverno...

Em 1939, Lisboa torna-se o porto de abrigo de uma Europa em Guerra. Foi assim que Alvaro Matias, jovem marçano de uma mercearia da baixa Lisboeta conheceu um dia um francês de nome Dr. Bayard. Nesses anos dificeis nasce uma amizade improvável, Alvaro aprendendo francês, servindo de cicerone e desencantando mantimentos quando o refugiado francês se via mais aflito. Na hora da partida o homem agradeceu-lhe dando-lhe o que de mais valioso possuia, a fórmula de uns rebuçados peitorais. Assim nasceu em 1949 a produção dos excelentes e populares rebuçados para a tosse Dr. Bayard.

Hoje a fábrica produz quatro toneladas de rebuçados por dia, mantendo o segredo da receita, composta de açúcar, glucose e mel dissolvidos num chá de plantas medicinais, tão deliciosos como a história que lhes deu origem.

sábado, 1 de dezembro de 2007

1º de Dezembro - Dia da Restauração

Neste dia, que é dos poucos feriados nacionais que fazem algum sentido, convém não esquecer o que se comemora e o que se recorda.
Nos ultimos anos, desde os anos 70, em que a Espanha entrou num caminho de progresso e futuro, ao contrário de Portugal que entrou no caminho do abismo, a crescente gula espanhola sobre a nossa autonomia politica, social, cultural, económica e territorial faz-se sentir todos os dias como um pesado fardo aos ombros da pátria, já lá têm a nossa Olivença, não deixemos que nos tomem o resto.

Recordo agora algumas passagens um artigo do General Loureiro dos Santos:

Independência de Portugal ameaçada?
General Loureiro dos Santos

"No vizinho peninsular, parece haver quem pressinta a possibilidade de acabar com a independência de Portugal, em proveito próprio. As debilidadespor que passamos, por culpa dos responsáveis políticos portugueses que nostêm governado nos últimos anos, estão a ser percepcionadas como janelas de oportunidade que, se adequadamente aproveitadas, poderão conduzir ao fim do nosso autogoverno. Do que resultariam vantagens para o Estado espanhol e para regiões autónomas da Espanha (?). Naturalmente, em prejuízo da capacidade portuguesa de defender os interesses daqueles que habitam no país que os nossos maiores nos legaram.

A leitura de um artigo do "La Vanguardia", de 19 de Fevereiro de 2005 (véspera das eleições legislativas), assim como a de um passo, significativo a este respeito, da entrevista ao "Expresso", de 22 de Janeiro, quando já decorria o debate eleitoral, por Carod Rovira, líder da Esquerda Republicana da Catalunha, revela bem o apetite de estratos da sociedade do país vizinho.Pelo menos de alguns, mas com assinalável expressão e projecção pública.

Acabar com a independência de Portugal. No "La Vanguardia" faz-se uma análise da crise portuguesa, recorrendo aomais recente eurobarómetro e citando os apenas 38 por cento de portugueses satisfeitos com a sua democracia em comparação com os 57 por cento de médiada União Europeia. Refere a deterioração da situação económica e relaciona-a com a desenvolvida economia de Espanha, nosso primeiro parceiro comercial, com a região autónoma da Catalunha em destaque. E conclui: "Uma relação económica que, para além dos governos em funções, deveria traduzir-se numa maior integração política, de perfil multipolar, para poder ter peso numa nova Europa alargada" (federação?).

A entrevista de Carod Rovira ao "Expresso" vai no mesmo tom. Começando por dizer que o seu objectivo final é a independência da Catalunha no âmbito da União Europeia, não se coíbe de afirmar que, na actual situação, não lhe parece possível tal objectivo, mas é preciso concluir (?) esta "península inacabada". Neste processo, "Portugal, que é a fachada atlântica da península, e a Catalunha, fachada mediterrânica da península, têm vivido de costas viradas para o interior da península e de uns para os outros. Só podemos acabar com isto conhecendo-nos (...) Existem muitas questões na Península Ibérica que só se resolverão satisfatoriamente se forem tratadas com uma mentalidade peninsular." Como existem outras que necessitam de mentalidade europeia e até mundial, assim como muitas outras que exigem mentalidade nacional, acrescento eu.
Carod Rovira termina: "Madrid não pode decidir sozinha em tudo, devemos passar de uma concepção unipolar do Estado para uma outra multipolar, que passe por Lisboa, Barcelona, Bilbau,certamente por Sevilha, e juntos poderemos acabar de alguma forma esta península que nunca foi concluída". Embora terminando por uma frase suficiente ambígua para conter todas asinterpretações que lhe convenham (nomeadamente a transformação da Península numa Confederação de estados ibéricos independentes), ela também pode ser lida como um cenário de transição com uma Península federal, centrada em Madrid (uma vez que reconhece não existirem condições para a Catalunha atingir a independência).

Isto corresponderia à abdicação de Portugal dos atributos de soberania que possui (e que Rovira tanto deseja para a Catalunha, o que é uma flagrante contradição), com tudo o que tal significaria como reforço da instabilidade conflitual na península. Ao mesmo tempo, talvez sem dar conta, atiça os impulsos centralistas de Madrid sobre as regiões periféricas peninsulares, onde verdadeiramente se produz a riqueza, e que são as reais detentoras do potencial estratégico natural, dado o seu acesso ao mar.
A grande lição de tudo isto é que a actual situação de crise económica, senão for resolvida atempadamente, tornar-se-á numa muito séria ameaça à independência de Portugal, além de poder vir a traduzir-se em roturas sociais profundas, de repercussões tremendamente negativas no nosso bem-estar e estabilidade. A sua solução passa pela substituição do actualmodelo económico-social, já esgotado, por outro bem mais rigoroso, susceptível de exigir, pelo menos temporariamente, talvez num largo período, sacrifícios de todos nós.

Os responsáveis políticos agora eleitos terão de seleccionar o essencial e descartar o acessório; agir com lucidez e com despreendimento relativamenteà sua continuação no poder; e ter por ambição ficar na História como regeneradores de Portugal, e não como eventuais coveiros da sua independência, se não imediata e formal, pelo menos a prazo e de facto. A racionalização dos instrumentos da acção do Estado é uma das primeiras, senão a primeira decisão a tomar. Em todos os sectores da Administração.

Com demagogia, tibieza e falta de lucidez e de espírito patriótico, não será possível afastar as graves ameaças que se colocam à nossa independência nacional.
Só com verdade, coragem, visão do interesse nacional e patriotismo, haverá possibilidade de o conseguir.
Todos seremos julgados pela História.