terça-feira, 2 de junho de 2009

A Doutrina do Choque

É realmente deprimente ver como toda a gente, a população em geral, se deixou surpreender nos últimos dias e semanas por parte das TVs e restantes meios de comunicação social tendo por tema a chamada Gripe A ou Gripe Suína.
O presidente do México dirigiu uma mensagem á nação mexicana dizendo que a nova estripe de Gripe era uma pandemia e que o vírus era novo e incurável, mais disse que já havia causado vários mortos, de imediato toda a gente diz e faz: não comam carne de porco, não vão á escola, ao cinema, paralisem o país.....mas ninguém disse: Não tenham medo! Como poderiam dizer isso quando é exactamente o medo que procuram.
Pesquisando um pouco fora do gritante pânico mediático e histérico que se formou nas TVs e etc, podemos encontrar que o vírus afinal é o mesmo que apareceu faz uns anos na Ásia, ficou conhecido como Gripe Asiática, e apenas se tratou de uma cortina de fumo para encobrir a grave situação económica que se vivia na Ásia nessa altura.
A situação no México é similar, na mesma altura do comunicado do presidente de México, o senado mexicano estava aprovando uma iniciativa que propõe uma lei para legalizar as drogas, para legalizar o porte de doses mínimas de marijuana, cocaína, ópio, cristal e outras drogas, perdoem-me a falta de atenção, mas nos noticiários mexicanos ninguém falou nisto, que esta lei seria posta para aprovação na câmara dos deputados dia 28 ( Esta es la nota del periodico milenio) http://www.milenio.com/node/204108


Nada de grave não é verdade? Pois outra das leis que foi aprovada foi a “Lei da Policia Federal” com a qual se legalizam e aprovam, entre outras coisas, o seguinte:
-A utilização de agentes policiais sem uniforme em casos em que envolva e justifica investigação (Bravo! Policias á paisana, civis armados, mais assalto à mão armada e mais sequestros impunes)
-A escuta das chamadas telefónicas (adeus privacidade)
-A Polícia Federal vai agora ser capaz de intervir e reter e-mails, se for necessário
-Á polícia são dadas todas as facilidades para a solicitar às empresas privadas informações pessoais de clientes para fins de investigação
-A Corporação policial levará a cabo actividades de vigilância, identificação, monitorização e acompanhamento do público em sites da Internet, a fim de evitar comportamento criminoso. (Ou, mais precisamente para evitar golpes, passeatas, movimentos civis, e assim por diante. Não esqueçamos que o centenário da revolução está mesmo ao virar da esquina)


Esta nota esta disponivel aqui: http://sdpnoticias.com/sdp/contenido/2009/04/23/382531
Além disso, a 18 de Abril de o Fundo Monetário Internacional aprovou um crédito de 47,000 milhões de dólares solicitados pelo governo do México para enfrentar a crise, 47,000,000,000 dólares ou seja, U $ 658.000.000.000 de pesos mexicanos, dentro um ano, isto significa que se houvesse a dívida externa, e actualmente há, é grande, mas, como sempre, quem paga é o povo, mas voltando ao assunto, os noticiários apenas deram a notícia, para não mencionar o risco de um tal empréstimo nem o que significa ou a magnitude que este tem em afectar a população mexicana.E a última razão para se ter criado uma psicose por uma doença curável é esta: O presidente Obama fez uma visita ao México em 16 de Abril, do que é que se falou? Alguns dizem que se falou de segurança nacional, a verdade é que Obama chegou a fazer um acordo (O Comando do Norte) em que aceita que os militares dos E.U.A. possam entrar México e gradualmente assumir o território dos poços de petróleo e reservas dos aquíferos. Merda! Nem ele próprio António López de Santa Anna!!

Tudo isso pode muito bem ter sido a causa de algumas marchas, encerramentos rodoviários, manifestações civis, tumultos armados pelos Narcotraficantes, mas tudo foi apanhado e parado pela curiosamente oportuna Gripe Suína, que foi oportuna, já que as agências governamentais (sindicatos) não funcionaram, as pessoas não vão para as ruas e por implicação para não comentar nada. A única coisa que podia fazer era ficar em casa sem nenhuma outra opção sem ser ligar a TV todos os 15 minutos para ver se havia algum lugar onde pudesse evitar a gripe, e cada 2 ou 3 horas por noticiários dando sempre as mesmas notícias.

É uma epidemia ou terrorismo de Estado? O seguinte vídeo explica mais ou menos o que estamos a viver nestes momentos:

Procurem por: SHOCK DOCTRINE, No You Tube

Recordam-se do Chupacabras, isto faz tudo parte da mesma cadeia de informação….

sábado, 23 de maio de 2009

Comissão Europeia considera Magalhães ilegal

Via SOL:


Todos os programas ligados ao Plano Tecnológico da Educação, do qual o Magalhães é o mais emblemático, estão em causa. Para a Comissão Europeia, o Governo português não agiu de modo transparente, porque as empresas foram tratadas de modo desigual.
Benefícios exclusivos para:
- Intel
- Microsoft
- JP Sá Couto
Dizem as notícias que o Governo nega ter sido condenado pela Europa. É normal… foi acusado e não condenado… de onde virá esta arte de aparentar negar um facto negando-se outro numa frase 100% verdadeira.

«A Comissão Europeia (CE) considera que Portugal infringiu as leis comunitárias da concorrência ao adjudicar por ajuste directo, e não por concurso público, todos os programas governamentais ligados ao Plano Tecnológico da Educação. Está em causa a distribuição gratuita ou a preços reduzidos de mais de um milhão de computadores a alunos e professores – incluindo os 500 mil ‘Magalhães’ que o Executivo de José Sócrates prometeu distribuir pelos alunos do 1.º Ciclo.
As conclusões da Comissão liderada por Durão Barroso são preliminares e fazem parte da chamada fase pré-contenciosa da acção. Esta foi instaurada por incumprimento de Portugal da directiva 2004/18/CE (norma que regula a contratação pública na UE, de forma a assegurar a livre circulação de bens e serviços no Mercado Único Europeu). O processo nasceu de uma queixa apresentada pela empresa Accer na Direcção-Geral do Mercado Interno.»

Livros - À Unha!...Os Forcados

O autor deste livro, também ele um antigo forcado, faz a história da festa brava, desde as suas origens mais remotas à actualidade.
As praças de touros, as técnicas utilizadas para as «pegas» e uma relação exaustiva e minuciosa de todos os grupos de forcados.
Trata-se de um álbum de glórias para os aficionados, ilustrado com 235 fotografias históricas.

Revestidos em tela de seda com ferros gravados a ouro e aplicação manual de uma gravura.
A edição especial tem acabamento em tela de seda, com ferros gravados a ouro e aplicação manual de uma gravura.
Todos os exemplares desta edição são numerados e assinados pelo editor.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Livros - Guerra Colonial , As Razões de Salazar

Lançamento de Livro de autoria de José Lemos Vale
"Guerra Colonial: As Razões de Salazar"
Dia 24 de Maio, pelas 16 Horas
Na Livraria Bertrand do Centro Comercial Dolce Vita, em Coimbra

Marcha da MP, Compromisso Solene

Peito altivo, voz firme, o filiado marcha orgulhoso ao lançar ao vento o seu hino predilecto que é, ele próprio, um programa de acção: - os nossos passos dirigem-se para a construção do Portugal novo, «Torres e torres erguendo» - esbarramos no caminho com o Ódio, a Mentira, o desinteresse….Que importa! – Continuaremos «rasgões, clareiras abrindo» - promessa da velha fronde lusitana, somos o «Tronco em flor que estende os ramos – e a nossa canção anuncia o amanhecer de um Portugal melhor. O Portugal com que sonha a «Mocidade que passa»
No discurso de abertura da primeira reunião de dirigentes da MP, nas instalações do Conservatório Nacional, Nobre Guedes garantia que: «a Mocidade Portuguesa não pretende fazer dos seus filiados um corpo de exército de soldadinhos de chumbo – mas educá-los na admiração das virtudes militares e dar-lhes as condições e resistência física, como as de resistência moral, para poderem ser bons soldados, sempre que a Pátria precise utilizá-los nesta nobre função»

«Filiados da M.P.! Ides afirmar pública e solenemente o vosso propósito de servir os ideais que vos guiam!
Dizei:
- Jurais consagrar a vossa vida à consolidação e ao engrandecimento do Império Português aquém e além mar?
Resposta: Sim!
- Jurais empenhar todos os esforços para cumprir devotadamente os vossos deveres de cristãos e portugueses?
Resposta: Sim!
- Jurais fidelidade aos vossos chefes enquanto vos conduzirem no caminho do trabalho, do dever e da honra?
Resposta: Sim!
- Estais dispostos a lutar sempre para obter mais e melhor por Portugal?
Resposta: Sim! Mais e melhor por Portugal!»

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Teorias da Conspiração

Fala-se de crise, fala-se de bancos na falência, de multinacionais a negociar com governos, em jeito de ultimato, trocando manutenção de postos de trabalho por uns "míseros" milhões em ajudas. As bolsas crasharam, estamos em recessão, estamos em depressão... os bancos centrais dão ordens de impressão de mais uns milhares de fotocópias de algo a que perversamente chamamos de dinheiro... que pelos vistos, tal manobra faz desvalorizar o seu próprio valor - uau, que tenacidade - o petróleo, bem escasso, mal contabilizado nessas contas - ora acaba amanhã, ou acabou ontem ou afinal dura mais 100 anos - continua entre sacos de plástico e poliéster a alimentar os motores - sem evolução - que dele dependem, ninguém no Mundo lhes quer alternativas, gastam muito ? Melhor. Poluem muito e as manifestações já chateiam? Ok, inventamos um catalisador e obrigamos desde o princípio dos anos 90 a usarem-no em todos os veículos novos. Simples, rápido e facilmente ultrapassada a questão.
No carro temos tudo (têm os outros, vaidosos, porque eu continuo a usar os velhinhos carros dos anos 70 e 80), GPS, ar condicionado, bancos aquecidos com massagem, vidros eléctricos, Xénon, DVD, computador de bordo que nos diz quanto temos no depósito, quanto podemos gastar, quanto estamos a gastar, quando temos de ir a oficina, que a luz do stop está fundida, mas… no meio de tanta tecnologia e cérebros de engenheiros queimados, a tecnologia que nos move, e que nos obriga a continuar a abastecer e a gastar os mesmos 6 a 8 litros aos 100Km, essa continua imutável... engraçado, certas coisas realmente não evoluem... deve ser estigma, coitadinho do motor de combustão...
Mas voltando à vaca morna, o preço do petróleo subiu muito - no póquer chama-se de bluff - apertou-se a teta até doer, e depois torceu-se só para deixar marca... afinal, sem entrar em grandes dissertações, parece que estava a ser “alavancado”, agora baixou, muito, estabilizará nos 100 Dólares daqui a uns tempos (para mais tarde confirmar/eu avisei), a pandemia da gripe das aves era iminente, era um facto, era indesmentível, ia acontecer diziam os sábios de bata branca, subiram os preços, a loucura generalizou-se, puff, fez-se fumaça, não se viu fogo... a crise do arroz, 2 quilos por pessoa no supermercado, a triplo do preço, puff... quantos lotes (toneladas) querem hoje ?
Não vivemos em castelos, já não existem cruzadas, mas tal como cantava a cançonetista, precisamos - urgentemente - de um herói... ou de um oftalmologista... digo eu (em regime de bitaite...)

Os jornalistas e o efeito "Bola de Neve"

Actualmente de tudo se faz uma tempestade, nasce um arrufo. Facilmente se destrói o prazer. Facilmente se aponta o dedo, dificilmente se esquece o amor, a paz, mas facilmente se apanha uma pedra, e atira-se, apenas para ver se parte alguma coisa e os cacos que pode produzir, é a outra versão de atirar barro á parede para ver se pega....... e para ouvir o barulho que faz ao estilhaçar as simples vidraças que envolvem os outros... que nos envolve a todos... que nós somos...
Parecemos todos fortes, queremos todos parecer demasiado fortes, demasiado perfeitos, demasiados únicos, quando nos devíamos preocupar apenas em sermos felizes, na partilha dos afectos, entremeados de alguns rasgos de ironia e mau humor (muito), para dar tempero, mas ter como finalidade o prazer dos bons momentos, da cumplicidade, da convivência, custará tanto sermos felizes com pequenos gestos ? Não falo apenas de amor, falo de pessoas, de relações, de minutos, de tempo... falo de magoar e assumir o erro, pedir desculpa (desde que seja de forma sincera, não importa o número de vezes, todos nos erramos)... falo de honestidade... falo de verdade e respeito...
Esticamos sempre um pouco mais, só para ver se sai mais sangue, se sai mais dor das nossas almas, como se o mal que trazemos cá dentro nos saísse do corpo com esses devaneios furiosos contra os outros... mas não sai, só acumula ainda mais, e afasta-nos de quem no fundo mais queremos, de quem mais nós gostamos, como se estivéssemos por vezes sedentos de saber até que ponto podemos contar com eles... mas ninguém, por mais que goste de nós, por mais que nos estime, aguenta festas meigas de mãos cardadas... Jornalistas, curiosa gente esta que habita este planeta... curiosa gentalha em que nós (alguns) acreditamos cegamente, mas continuamos a ser o que somos, que sempre seremos...........somos como somos, não inventem mais!!



quinta-feira, 14 de maio de 2009

Navios Portugueses - Classe Vouga

VOUGA (V) D 334 25 - 01 - 1933/03 - 06 - 1967
LIMA (L) D 333 25 - 05 - 1933/16 - 10 - 1965
TEJO (T) D 335 04 - 05 - 1932/09 - 02 - 1965
DOURO (DR)D 332 16 - 08 - 1935/ ?? -12 - 1959
DÃO (D) D 331 27 - 07 - 1934/29 - 09 - 1960

Foram construídos os dois primeiros em Inglaterra, nos estaleiros Yarrow, e os restantes na Soc. de Construções Navais em Lisboa. Dois outros construídos em Portugal, foram vendidos à Colômbia após serem completados. Os navios desta classe foram modernizados nos anos cinquenta.

DESLOCAMENTO 1588 tons.
DIMENSÕES 96 * 9,5 * 5,7 metros
ARMAMENTO 4 peças de 120 mm : 3 de 20 mm; 2 calhas lança bombas; 2 reparos quádruplos. de tubos lança – torpedos; MINAS :40
PROPULSÃO 2 grupos de turbinas a vapor de 33 000 H.P. - 2 veios = 36 nós
GUARNIÇÃO 184 homens

Classe VOUGA Alterações

ARMAMENTO 2 peças de 120 mm ; 1 dupla e três simples de 40 mm; 3 de 20 mm: 1 reparo quádruplo de tubos lança - torpedos ; 1 SQUID A/S; 2 calhas lança bombas
RADARES: 1 de aviso aéreo MLA - 1 B , 1 de navegação, 1 de controle de tiro
SONARES: ASDIC


A Morte e o Suicidio

O facto de alguém se matar não é errado, da mesma forma como alguém não se matar também não é errado. Isso pode parecer confuso, mas decorre do simples fato de que moral não existe. Isso pode parecer estranho, mas pode ser explicado facilmente da seguinte forma: valores não existem. Isso pode, agora, parecer ilegal, mas não se pode alegar a inexistência das leis, visto que estão devidamente e concretamente registadas – em blocos branquinhos de celulose ecologicamente correcta fatiada em dimensões e gramaturas oficiais – na forma de símbolos linguísticos tradicionais da cultura vigente no espaço geográfico dominado por certa população de hominídeos civilizados. Livros dessa natureza dizem, baseados em valores que não existem, o que não podemos fazer se nós, que não somos livres, quisermos permanecer livres – isto é, obedecer do lado de fora da cadeia. Sua finalidade última é determinar, geralmente em Times New Roman tamanho 12, os parâmetros para a vida em sociedade, ou seja, para a moral, para o bem... [inutilia truncat] O raciocínio circular pára aqui – se alguém quiser continuar rodopiando legalmente em filosofias relativistas até induzir o vómito, nihil obstat. Isso pode parecer estranho, mas podemos negar sua existência com um porém concreto: não existem leis, mas somente comportamentos legislados. Morrer ou se matar, apesar de corresponderem à mesma realidade objectiva, são coisas distintas subjectivamente. Se o suicídio fosse errado em si mesmo, ao cortarmos os pulsos, o sangue, em vez de jorrar, nos daria uma lição de moral. A morte não é moralmente condenável apenas por ser biologicamente inevitável. Portanto, se matar não é errado, mas está errado, e isso basicamente se explica assim: um macaco manda, o outro treme. Que general permitiria que seu exército se matasse antes da guerra? Aquele que não tem poder de sê-lo, visto que é impossível um general sem exército. A lógica da moral contra o suicídio tem duas faces: os líderes o proíbem para poderem continuar no controle, como sempre foi, visto que, mesmo depilados, permanecemos uma macacada hierárquica. Mas por que os controlados, quotidianamente, anonimamente, seguramente, proíbem-se uns aos outros o suicídio? Pelo mesmo motivo que há denúncias anónimas de roubo de chocolate no supermercado. Como são proibidos, mas não podem se vingar da opressão de seus líderes – e essa impotência lhes corrói –, a vingança se desvia para seus iguais: – punam todos os imorais, todos os criminosos de si mesmos, todos os monstros covardes que fizerem o que não posso fazer, que realizam a paz que não posso ter! Formigas orquestradas, dividindo a labuta de carregar folhas de civilização ao formigueiro. Se houvesse três carregando uma folha, mas uma delas a soltasse, aumentando o esforço das outras duas, estas encarnariam prontamente, cheias de rancor e inveja, aquilo que mais detestam: e a oprimiriam até que se tornasse tão desgraçada quanto elas próprias, e continuasse a carregar a folha indefinidamente, rumo a uma morte natural. Essa é a outra face da moral contra o suicídio. Uma miséria de escravos democráticos. Há excepções, mas estão no corredor da morte.

domingo, 10 de maio de 2009

Morte, Existencialismo e Absurdo

Os existencialistas defendem, muitas vezes, que as nossas vidas são absurdas, na medida em que vivemos na certeza de que um dia serão ceifadas pela morte. Se encararmos a nossa condição com exactidão, teremos de reconhecer a ausência de sentido de esperança, e que é inevitável que as nossas vidas terminem no nada. A questão que obviamente se levanta é se, perante a falta de sentido da vida, devemos cometer suicídio. Olhamos para o mundo procurando sinais da existência de sentido, mas o mundo permanece silencioso. O problema em torno do suicídio prende-se com a negação da liberdade que este implica, uma tentativa de escapar ao dilema trágico em que nos encontramos, e com a rejeição da possibilidade de se procurar afirmar a nossa dignidade face á morte. É necessário estabelecer valores num mundo que, em si próprio, não os possui. O suicídio aceita o absurdo como final e universal. Não somos obrigados a condicionar o nosso futuro devido à omnipresença da morte. A experiência do absurdo permite-nos experimentar, em simultâneo, a nossa condição de seres únicos, dignos e livres.
Frequentemente, argumenta-se que, se deus não existe, se não existe a imortalidade, a vida é absurda. Camus(1955) apresenta muito bem esta ideia, contrastando o modo como gostamos de encarar o mundo (ordeiro, moral, e racional) com a realidade de um mundo frio e insensível. Nagel (1971) enfatiza este ponto ao observar que empenhamos imensos cuidados e esforços nos nossos projectos, apenas para descobrir que os resultados podem ser decepcionantes e que, a longo prazo, nem sequer existem resultados, uma vez que acabamos por morrer. Este tipo de percepção cria frequentemente uma situação em que o suicídio se apresenta como uma solução tentadora. Porém, muitos filósofos criticam esta ideia por não considerar, com seriedade suficiente, a necessidade de desenvolvermos uma atitude audaz, apesar do absurdo da nossa situação. Ou seja, o facto de os nossos projectos poderem resultar em nada não implica necessariamente que deixemos de tentar realizá-los, pois não deixa de ser excitante tomar a decisão de fazer alguma coisa, apesar de se saber que o fim último da acção é transitório. Para muitos existencialistas, o reconhecimento do absurdo é isto mesmo: percebe-se a futilidade da acção e, ao mesmo tempo, age-se como se continuar a agir ou parar de agir fosse igualmente absurdo, e, no caso do suicídio, deixar de agir de todo.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Os Estudantes é que sabem

Fotografia tirada dia 3-04-2009, no cortejo da queima das fitas , em Coimbra.

Os estudantes é que sabem...




quinta-feira, 7 de maio de 2009

Manifestação pela defesa da Festa Brava no Campo Pequeno


"Sou Português, Sou Aficionado"

Hoje, dia 7 de Maio, no Campo Pequeno 1ª Grande Manifestação a Favor da Festa Brava em Portugal, com o mote "Sou Português, Sou Aficionado".
Pede-se então a todos os aficionados que estejam presentes no Campo Pequeno, afim de mostrarmos todos juntos que a Festa dos Toiros está para durar...e mostrar que mais do que nunca a aficion portuguesa está unida e decidida em defender a tradição dos toiros em Portugal.
Esta manifestação conta com o apoio da AMVAT (Associação de Médicos Veterinários de Actividades Taurinas), ANGF (Associação Nacional de Grupos de Forcados), APCTL (Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide), APET (Associação Portuguesa de Empresários Taurinos) e SNTP (Sindicato Nacional de Toureiros Portugueses).


Devemos dar sempre um sentido á morte

O gosto pela vida é algo imprescindível para quem quer viver e ser feliz nessa vivência; a visão da morte, portanto, depende da visão da vida que temos; morrer não é o mesmo que experimentar a morte; além da separação entre matéria e alma, espírito e corpo, a morte é o ápice da realização do indivíduo, pois é somente nesse momento que ele se encontra por inteiro consigo mesmo.Agora, ser feliz é, de alguma forma, aprender a morrer, já que morrer é inevitável; assim, saber lidar com essa situação limite e que todos, sem excepção, devem experimentar, é a chave para saborear a vida assim como ela é, com suas limitações, aberrações, contradições e negações; ama-se e gosta-se da vida não por falta de problemas ou porque ela seja eterna, mas, simplesmente, pelo fato de gostar de viver.Alguns estudiosos acreditam na imortalidade da alma humana, mas ainda que seja verdadeira essa prerrogativa, não deve interferir nem deixar que a pessoa viva plenamente a sua vida; e o facto de que cientificamente ou filosoficamente apenas os fenómenos constam, também não deve trazer um gosto amargo ou desesperado a vida; morrer, assim, é deixar para outra oportunidade o que se pode realizar bem agora, é transferir a própria caminhada para um outro, é não aproveitar bem as chances que se tem. Morrer em vão é cair no vazio da própria existência ou deixar que o medo impeça de caminhar sempre na direcção certa, devemos aproveitar a morte como forma de protesto ou de honra, de amor, devemos sempre dar um significado à nossa morte.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Gripe Suína - Verdade ou Mentira, alarmismo certamente

No passado dia 2 de Abril de 2009, durante a reunião do G7, integrado pela EU, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Itália e Japão, chegou-se a duas conclusões fundamentais
1 – A economia mundial necessitava de uma mudança
2 – O FMI destinaria 500,000 milhões de dólares para ajudar as economias emergentes, (leia-se países pobres dispostos a colaborar), pois bem, os dados estavam lançados.

Logo depois uma reunião privada entre o recém-eleito Presidente Barack Obama, dos EUA, e Filipe Calderón, Presidente do México realizada a 16 e 17 de Abril e seguidamente, quinta-feira, dia 23 de Abril, e sem nada o fazer prever, o Presidente do México, de surpresa, convoca uma reunião de emergência com o seu gabinete para logo de seguida e já durante a noite, o Ministro da Saúde do México, José Angel Córdoba Vollalobos anunciava a nível nacional a aparição do Vírus da Gripe Suína em Território Mexicano, e medidas imediatas como a suspensão das aulas a todos os níveis no Distrito Federal (DF) e no Estado do México.
A 24 de Abril o G7 declara que a economia mundial deveria colocar-se em marcha este ano e que se laçariam todas as acções necessárias para isso acontecer.
Finalmente segunda-feira, dia 27 de Abril, a empresa farmacêutica Sanofi Aventis anuncia que injectou 100 Milhões de Euros num novo plano de vacinas e doaria 236.000 doses ao México como apoio ao controlo da doença.
De tudo isto vejamos o seguinte:
1 – Desde há mais de 2 anos que a indústria farmacêutica a nível mundial tinha problemas financeiros por causa da queda na venda de medicamentos.
2 - Se não se criam Guerras têm que se criar doenças (a economia mundial deve colocar-se em marcha, lembram-se?)
3 – O México é o perfeito trampolim para lançar uma doença, ali acorrem turistas de todas as partes do mundo, curiosamente os países que primeiro anunciaram doentes que estiveram no México, e que estão a reforçar o cerco sanitário são os países que integram o G7, só a seguir os outros países começam a ter um cuidado especial em relação á suposta epidemia de gripe.
O que sucedeu a seguir? O México decreta a suspensão da actividade em todas as empresas do DF e do estado do México, e as aulas em todas as escolas foram suspensas até ao dia 6 de Maio, quando o Governo fará uma análise da farsa onde muito provavelmente, a declaração já está estudada, vai declarar que graças às medidas que se tomaram a tempo e ao apoio do povo a essas medidas puderam controlar a epidemia de gripe suína.
4 – Devemos pensar do que estamos a falar agora a nível internacional? Do vírus da gripe suína ou da crise financeira?
Isto é de antemão um alívio para o Banco Mundial e para as bolsas do mundo, devemos passar a mensagem da farsa para que não nos continuem a enganar como no passado, o México e outros países são pasto fácil para o lançamento de alarmismos infundados, basta lembrar ainda há pouco tempo a Gripe das Aves, com origem no Sudoeste Asiático, o leite contaminado na China, os Óvnis nos EUA e o Chupacabras no próprio México e parte da América Central e do Sul.
Embora da vez mais pessoas estejam informadas, existem sempre as não informadas, e mesmo entre as informadas e mais cultas existe sempre nestes alarmismos um factor inexplicável de medo e confusão, os principais noticiários informativos de todo o mundo abrem com este tipo de noticias de um dia para o outro, e a corrida às farmácias é generalizada esgotando diversos tipos de medicamentos, veja-se, por exemplo, a quantidade de máscaras vendidas em pouco tempo com as acções das marcas dos fabricantes a dispararem, no México chegam a custar 7 pesos cada máscara, imaginem o riso de quem orquestrou isto ao ver toda a gente com as máscaras colocadas.
Se alguém pensa que com esta paragem o México perde muito, engana-se, vai ser para ali canalizado o dinheiro do FMI, e imaginem a ganância das indústrias farmacêuticas a nível mundial, e como acaba de anunciar o Ministro da Economia do México, não é por dinheiro que vão parar de combater a doença, e por último os empresários consideram esta paragem um alívio, pagando apenas metade dos salários aos seus empregados.
O presidente Mexicano anunciou que a doença tem cura, confrontando no povo com as medidas preventivas, com cálculos e gráficos.
Mas onde estão os mortos e onde estão concentrados os doentes vivos?
Eu pergunto mais:
1 – Se realmente é tão contagioso como nos querem fazer crer, como e onde estão os familiares dos mortos e dos doentes?
2 – Se a gripe suína é uma mutação do vírus original dos porcos, então a origem da infecção deveria ter começado no campo e não nas cidades e zonas urbanas como inicialmente nos foi noticiado, embora depois algumas reportagens posteriores nos queiram dar a entender que as primeiras vítimas foram camponeses, teatro, puro teatro.
3 – Porque não mostraram uma única reportagem ou entrevista com nenhum doente, é certo que já entrevistaram familiares, dizendo estes que os seus parentes estão doentes mas que graças aos medicamentos estão estáveis, mas se esses mesmos familiares estiveram em contacto directo com o vírus não seria mais lógico que estivessem também infectados, doentes ou de quarentena?
4 – Porque não dizem nem revelam os nomes dos medicamentos retro-virais que estão “curando” toda esta gente doente?

Em Portugal, foi anunciado o primeiro caso de infecção com esta suposta Gripe perigosa, não se conhece a identidade da pessoa, não se conhece o paradeiro nem mais informações sobre esta pessoa ou familiares, é esta fantástica maneira do Governo português lidar com a situação, ou também já faz parte da farsa? É este o fantástico plano de emergência que vai impedir o alastramento do suposto vírus ou apenas mais uma peça na engrenagem?
Onde estão os fantásticos jornalistas de investigação que tudo descobrem, fruto das inúmeras fontes de informação no interior das mais diversas instituições, passando por cima do segredo de justiça, violando e publicando tudo o que “vende”, não são agora capazes de revelar os verdadeiros contornos desta teia, investigando o outro lado da noticia, há muito que deixou de haver este tipo de jornalista independente, ou melhor, estão mortos ou desempregados, fruto apenas de quererem ser independentes e não embarcarem em alarmismos.
Mesmo para quem seja menos informado acerca deste tipo de manipulações governamentais e informativas a nível mundial devia, deve, achar estranho duas supostas quase pandemias de gripe mortal em tão pouco tempo, no espaço de quatro anos a gripe das aves, primeiro, e agora a gripe suína, colocam o nível de alarmismo de novo nos patamares superiores do medo.

Livros - Homens que Pegam Toiros

Porque se enfrenta um Homem a um animal, de características tão peculiares, como o Toiro Bravo? Porque lhe há-de bater as palmas em desafio e apresentar-lhe o peito, com desdém, apenas e só com o intuito de o envolver em abraço? Porque o faz generosamente sem nada receber em troca senão o carinho e o aplauso do público ou um sorriso de mulher?
São perguntas que os menos entendidos, leigos até, poderão fazer, buscando uma resposta que, até esta data, só lhes poderia ser dada através de tradição, cultura, amor-próprio, a coragem de suplantar-se a si mesmo, dignidade, respeito e admiração.Mas não será somente tudo isto, não sendo pouco, a razão que leva um Homem fardar-se de moço de forcado, procurando a glória enfrentando, por vezes, a morte.
Tudo está no Toiro, esse animal de incógnitas, sublime e relevante. Faltava um estudo aprofundado, racional e lógico para que se entenda uma das artes mais sublimes, da nossa cultura popular, tantas vezes defendida por gente erudita.
Ao abrigo de uma tese, a Dra Teresa Soares, arquitectou de uma forma apaixonada uma visão realista, indo ao encontro dos bastidores, ao âmago da questão, para que de uma forma cuidada saltar a “teia”, para nos brindar com a galhardia, a firmeza e a elegância que lhe são reconhecidas, e realizar a mais bela das “pegas”.
Este é um livro, que não mais um, que deverá ser lido, estudado e consultado, com lugar obrigatório em qualquer estante de um bom aficionado.
Que Deus reparta Sorte!

(In Raúl Bexiga Caldeira)

sábado, 2 de maio de 2009

O que mudou nos EUA?

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Casa Branca: Lar de Satã?


Os Estados Unidos, por ser o mais poderoso país do mundo, é uma nação opressora, radical e violenta diante os demais países e principalmente com seus inimigos. Sendo assim, muitos acreditam que os E.U.A é o verdadeiro inferno ou a residência do diabo.
Há pessoas que acham que um presidente americano vai ser o próximo "Anticristo". Para justificar tal teoria, veja os seguintes gráficos e imagens abaixo, que os crentes de tal fato afirmam ser a prova definitiva:
De acordo com a doutrina de ocultistas/satânicos, os quatro pontos superiores da cabeça da cabra representam os quatro elementos do mundo, o fogo, a água, a terra, e o ar. O quinto ponto inferior representa o espírito de Lúcifer.
O quinto ponto estende para baixo na mente da cabra, que representa Lucifer. Observe o pentagram acima da disposição das ruas de Washington em que a parte sul do pentagram cai na casa branca. Ou seja, onde o espírito de Satan deve residir!!! É sabido também que a coruja é um dos animais símbolos do satanismo. Veja que vista de cima, o desenho do contorno da casa branca se parece muito (MUITO MESMO!) com uma coruja! E Mais!!! Veja que colocado quase que subliminarmente, na nota de um dolar, tem a imagem de uma coruja pousada!!!

APENAS COINCIDÊNCIA???

terça-feira, 28 de abril de 2009

António de Oliveira Salazar, aniversário de seu nascimento

Homenagem a um dos maiores Portugueses de todos os tempos, sem comparação entre os seus pares na politica do no século XX português, a história se encarregará de o colocar na galeria dos nossos maiores, apenas comparável a D. Afonso Henriques, D. Nuno Alvares Pereira, Infante D. Henrique, D. João II e Afonso de Albuquerque, apenas para citar alguns.
Nesta data de aniversário, quando passam os 120 anos do seu nascimento, em dias dificeis para todos os nacionalistas e portugueses em geral, deixo a minha eterna saudade e homengem a este grande português, homem, estadista e patriota, viveu para pátria e pela pátria, dificilmente voltará a ser igualado em talento politico, económico, teve uma visão estratégica do portugal do seu tempo e soube tirar partido do melhor da pátria entre os seu povo, unindo-o contra as ameaças externas e protegendo sempre o mais alto interesse da nação contra tudo e contra todos.
Orgulhosamente sós deviamos ter continuado, Salazar, serás para sempre imortal nos corações dos verdadeiros portugueses

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Afinal quem é pobre??

Estava há dias a falar com um amigo meu Nova-iorquino, que conhece bem Portugal, o Eddie Habbaz que muita gente conhece no iate clube do Porto onde chegou a fazer umas regatas em Leixões no Red Falcon.
E dizia-lhe eu à boa maneira portuguesa de “coitadinhos” :
- Sabes Eddie, nós os portugueses somos pobres ...
E esta foi a sua resposta:
- Manuel, como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capaz de pagar por um litro de gasolina mais do triplo do que pago eu?
Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telefone móvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?
Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços bancários e cartas de crédito ao triplo que nos custam nos EUA, ou quando podem pagar por um carro, que a mim me custa 12.000 dólares, o equivalente 20.000?
Podem dar 8.000 dólares de presente ao vosso governo e nós não. Não te entendo.
Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal,tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes, cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%. Nada comparado com os 20% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 20% pagais ainda impostos municipais.
Além disso, são vocês que têm “ impostos de luxo” como são os impostos na gasolina e gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos etc, que faz com que esses produtos cheguem em certos casos até certos a 300 % do valor original., e outros como imposto sobre a renda, impostos nos salários,impostos sobre automóveis novos, sobre bens pessoais, sobre bens das empresas, de circulação automóvel.
Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso, pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado Português, vai abaixo, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.
Sois pobres onde Manuel?
Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e autarcas.
Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e de Empresas ligadas ao Estado.
Deixa-te de merdas Manuel, sois pobres onde? Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre a renda se ganhamos menos de 3000 dólares ao mês por pessoas, isto é mais ou menos os vossos 2000 € .
Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto que nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.
Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.
Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.
Que vou responder ao Eddie?

sábado, 25 de abril de 2009

35 anos depois, com cada vez mais razões para o luto

Só num país de loucos, governantes e grande parte do povo que lhes deu a maioria para governarem, é que se festeja uma data que recorda um acontecimento que nos levou directamente e objectivamente ao estado em que nos encontramos actualmente, pobres, desmembrados, traidos, vendidos, europeus á força, injustiçados, desrespeitados, passamos de uma situação de dominio directamente para uma situação de subserviência e 35 anos depois, olhando para o percurso do país, só os que não querem ver é que podem ter motivos para festejar seja o que fôr.

Em ano de eleições, três actos eleitorais, que, quiz a "democracia", se juntassem todos no mesmo ano e mais uma vez serão realizados separadamete, numa acção de despesismo sem precedentes, quando podiamos perfeitamente votar para tudo num unico acto eleitoral, os autarcas, muitas vezes já com as máquinas partidárias por trás a mexer os cordelinhos, de todas as cores politicas, não medem despesas para agradar aos eleitores, e isso é ver concertos e festas pelo país todo, parecem tontinhos a festejar o que todos chamam de "liberdade", mas qual liberdade?, a farsa hoje mudou de nome?, os abutres cresceram e os vilões roubam o povo sob o olhar dos chacais imóveis, contemplando o espectáculo do abismo para onde arrastaram o país.
Não deviam falar, os politicos demagogos, dos lugares comuns nesta altura, as balelas do crescimento que tivemos, das coisas que alcançamos, da liberdade, da justiça, blá, blá, blá, .......do país que somos hoje há luz dos acontecimentos de 1974, sem primeiro falar do que poderiamos ser sem esses acontecimentos, porque a história paralela era um bom exercício de pensamento para muitos, esta é a pergunta que deixo a quem ler estas linhas, quem seriamos hoje sem os acontecimentos do fatidico dia de 25 do 4 de 74?? Alguém para para pensar um pouco naquilo que poderiamos ter alcançado com uma transição pacifica, veja-se o exemplo de Espanha aqui ao lado, da explosão de desenvolvimento depois de uma transição pacifica para a chamada "democracia", embora e bem mantendo o Rei como soberano e portador da identidade cultural e histórica de um povo.
Podemos sm olhar para trás e ver 35 anos de vilanagem, de oportunidades perdidas, de desperdício de dinheiros públicos, de corrupção, de abandomo dos campos, de imigração, o país está a saldo dos estrangeiros, o desemprego aumenta a um ritmo assustador, quem vai empregar estas pessoas nos próximos anos? Quem são os investidores que ousam investir num país falido á beira da bancarrota??
Deixo um texto de autor desconhecido sobre a matéria e que me foi enviado via e-mail:
Obrigado 25a. Estamos orgulhosos.
De facto dá que pensar... principalmente por ser tão real!
Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode pôr um piercing.
Um jovem de 18 anos recebe 200 € do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma 236 € depois de toda uma vida do trabalho.
Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco. O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.
Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2.000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.
Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa é das causas sociais.
O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados. No Fórum Montijo o WC da Pizza Hut fica a 100mts e não tem local para lavar as mãos.
O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).
Nas prisões são distribuídas gratuitamente seringas por causa do HIV, mas é proibido consumir droga nas prisões!
No exame final de 12º ano és apanhado a copiar chumbas o ano, o primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa, mandou por fax e é engenheiro.
Um jovem de 14 anos mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica!
A uma família a quem a casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outra, o estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme pode.
6 presos que mataram e violaram idosos vivem numa sela de 4 e sem wc privado, não estão a viver condignamente e aí a associação de direitos humanos faz queixa ao tribunal europeu.
A militares que combateram em África a mando do governo da época na defesa do território nacional não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, mas o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa da pátria no KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE.
Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem, não pagas às finanças a tempo e horas, passado um dia, já estas a pagar juros.F
echas a janela da tua varanda e estás a fazer uma obra ilegal, constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.
Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num ofício respeitável, é exploração de trabalho infantil, se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!
Numa farmácia pagas 0.50€ por uma seringa que se usa para dar um medicamento a uma criança. Se fosses drogado, não pagavas nada!
Obrigado 25 Abril. Estamos orgulhosos.

(Autor desconhecido)

domingo, 19 de abril de 2009

Mais uma Sócralhada!!!

Espante-se, indigne-se e passe a informação:
- Em Portugal segundo a nova lei, a interrupção voluntária da gravidez (aborto) dá direito a 30 dias de Licença com 100% do ordenado !
- Mas uma mulher que esteja grávida e que se veja forçada a ficar de baixa antes do parto, sem este ser de risco, recebe um subsídio de 65% do seu ordenado ;
- E uma mãe que tenha de assistir na doença um seu filho menor, recebe apenas 65% do seu ordenado ...!!!!
- Há coisas fantásticas, não há?

No país do "É fartar vilanagem"

Para distribuição, tal como a recebi, não lhe acrescentei nem um ponto. Acho que só peca por defeito, pois acredito haver muito mais:

PARA QUE A PLEBE SAIBA:

Fernando Nogueira:
Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa
Agora - Presidente do BCP Angola

José de Oliveira e Costa:
Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Agora -Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)- (Preso, mas.....)

Rui Machete:
Antes - Ministro dos Assuntos Sociais
Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; Presidente do Conselho Executivo da FLAD

Armando Vara:
Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro
Agora - Vice-Presidente do BCP

Paulo Teixeira Pinto:
Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Agora - Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho',Saiu com 10 milhões de indemnização!!! e mais 35.000€ x 15 meses por ano até morrer...)

António Vitorino: Antes -Ministro da Presidência e da Defesa
Agora -Vice-Presidente da PT Internacional; Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta - (e ainda umas 'patacas' como comentador RTP)

Celeste Cardona:
Antes - Ministra da Justiça
Agora - Vogal do CA da CGD

José Silveira Godinho:
Antes - Secretário de Estado das Finanças
Agora - Administrador do BES

João de Deus Pinheiro:
Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros
Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português.

Elias da Costa:
Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação
Agora - Vogal do CA do BES

Ferreira do Amaral:
Antes - Ministro das Obras Públicas ( que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte )
Agora - Presidente da Lusoponte , com quem se tem de renegociar o contrato.

Etc ... etc ... etc ...

O que é isto? Não, não é a América Latina, nem Angola. É Portugal no seu esplendor. Somem agora as casitas de Lisboa a 35 euritos de renda em média, entregues quase todas a gente muito necessitada. Andam milhares a ver se conseguem pagar os empréstimos, renegociando os spreads, dilantando os prazos de pagamento, etc, e estes ' desgraçados' nem - IMI, Esgotos, Condomínio, Seguros, nada. Não são proprietários , portanto nem rendimentos colectáveis, como se alguém que anda 30 anos a pagar a casa, tenha rendimentos dela.
Enfim, acho que isto só lá vai com outro 1755.
Cunha ou Gamanços? Penso que as duas coisas e mais clientelismo partidário e compadrio.......e depois este ESTADO até quer que se declarem as prendas de casamento e o seu valor.
Já é tempo de parar! Não te cales, DENUNCIA!

sábado, 11 de abril de 2009

Moldávia: manifestação convocada no Facebook

"O protesto dos anti-comunistas contra a vitória do Partido Comunista nas eleições da Moldávia foi convocado pelo Facebook e pelo Twitter.
Um dia depois dos protestos, os manifestantes ainda estão nas ruas e saquearam vários edifícios do governo, segundo o The New York Times. O mar de jovens que se juntou espontaneamente na praça central da capital, Chisinau, foi convocado através de mensagens colocadas nos sites Twitter e Facebook e de mensagens enviadas por telemóvel.
Os manifestantes criaram uma rede no Twitter onde se podia aderir e dar força ao protesto através dos novos tópicos que iam surgindo. O objectivo era que pessoas de todo o mundo pudessem acompanhar o protesto.Esta terça feira, após a criação de centenas de contas de apoio ao protesto no Twitter, o serviço de Internet foi cortado na cidade de Chisinau. Um sinal de que as autoridades não iriam permitir que mais nenhum protesto acontecesse.
Segundo o director de teatro, Mihai Fusu, "a Moldávia é um país fechado, e os jovens querem acesso à Europa". Por isso utilizam a Internet para demonstrar que "a Moldávia é um país pequeno, pobre e vergonhoso", acrescentando que "os jovens falam sobre a sua necessidade de liberdade, da Europa e de uma vida diferente".

Fonte: diario.iol.pt

Por mim podiam trocar conosco, nós saimos e eles entram, desculpem, vendem-se, e depois que se lixem!!

sábado, 4 de abril de 2009

Assim vai Portugal

“Pires de Lima, ex-bastonário da Ordem dos Advogados, diz que o ministro dos Assuntos Parlamentares Santos Silva fez «figura de palhaço» ao defender o primeiro-ministro José Sócrates no âmbito do caso Freeport.”
Lido AQUI

«Para mim, isto é uma figura de palhaço. Estão convencidos que enganam o público ou que somos todos estúpidos e não percebemos o que eles estão a fazer. Estou a referir-me ao Sr. ministro Santos Silva. Foi uma vergonha a reacção dele. Um verdadeiro escândalo. (...) Estamos a cair no ridículo»
Lido AQUI

'Houve uma fase, por via do seu divórcio, que o senhor presidente me pediu se eu não me importava de emprestar as minhas contas para que não se soubesse da sua situação financeira', afirmou Paula Nunes, referindo que não se recorda dos valores em causa. De acordo com o magistrado do Ministério Público, os depósitos em numerário na conta de Paula Neves, variavam entre os 140 e os 2500 contos.
As verbas depositadas na conta, segundo adiantou Paula Neves, eram gastas em despesas correntes da Câmara, como ramos de flores para aniversariantes. A antiga chefe de gabinete de Isaltino Morais, confirmou ainda que as verbas em causa eram provenientes de donativos prestados por vários empresários, que se encontravam frequentemente com o autarca na Câmara de Oeiras.
Lido AQUI

A empresa da mãe do primeiro-ministro, que está a ser investigada no âmbito do Freeport, surge envolvida num processo de corrupção na Câmara da Amadora, o qual abarca outras figuras relevantes do PS
Lido AQUI

Retirado daqui: O Guardião

sábado, 21 de março de 2009

Livros - Memórias de um alcoólico

Raramente, na vida das pessoas, existem situações de encontros com os quais não se espera, mas que se tornam agradáveis surpresas, mas vou mais além, encontrar situações com as quais nos consguimos identificar e por vezes até confundir tornam-se muito dificeis de surgir nos dias que correm, mesmo que essas situações sejam apenas um relato escrito num livro, entre milhares, milhões de livros já escritos até hoje.
Aconteceu-me a mim sob a forma deste magnifico livro intitulado «Memórias de um alcoólico», de Jack London, ou de preferirem John Barleycorn, ao lerem o livro percebem de certeza.

«Olhando para trás, vi como a acessibilidade do alcool me fez gostar dele. Numa geração nascem comparativamente poucos alcoólicos. E por alcoólico quero dizer um homem cuja quimica anseia pelo alcool e que o arrasta irrestivelmente para ele. A grande mairia dos bebedores habituais não só nasceu sem o desejo do alcool, como tem verdadeira repugnância por ele. Nem a primeira, ne a vigésima, nem a centésima bebida conseguem fazê-los gostar. Mas aprendem, da mesma maneira que os homens aprendem a fumar; embora seja muito mais fácil aprender a fumar do que aprender a beber. Aprendem porque o alcool é muito acessivel, A vantagem é que a geração vindoura não terá de carregar esse fardo. Não tendo acesso ao alcool nunca lhe sentirá a falta. Significará isso que a vida será mais abundante para os rapazes entretanto nascidos e prestes a tornarem-se homens - E para as raparigas nascidas entranto e prestes a partilhar as vidas deles.»

sexta-feira, 20 de março de 2009

SE A ESPANHA QUER GIBRALTAR, QUANDO TENCIONA DEVOLVER OLIVENÇA?

OLIVENÇA NA IMPRENSA BRITÂNICA

Daniel Hannan, político, escritor e jornalista inglês, com vasta obrapublicada sobre política europeia, debruçou-se agora, com saber eperspicácia, sobre a Questão de Olivença em artigo no Telegraph, cuja tradução para português se transcreve (segue-se o original em inglês)

«SE A ESPANHA QUER GIBRALTAR, QUANDO TENCIONA DEVOLVER OLIVENÇA?

Daniel Hanan
E se tivesse sido ao contrário? E se a Espanha tivesse tomado um pedaçode território de alguém, forçado a nação derrotada a cedê-lo num tratado subsequente, e o mantivesse ligado a si? Comportar-se-ia Madrid como querque a Grã-Bretanha se comporte em relação a Gibraltar? Ni pensarlo! Como é que eu posso estar tão certo disso? Exactamente porque existe um caso assim. Em 1801, a França e a Espanha, então aliadas, exigiram que Portugal abandonasse a sua amizade tradicional com a Inglaterra e fechasseos seus portos aos navios britânicos. Os portugueses recusaram firmemente, na sequência do que Bonaparte e os seus confederados espanhóis marcharam sobre o pequeno reino. Portugal foi vencido, e, pelo Tratado de Badajoz, obrigado a abandonar a cidade de Olivença, na margem esquerda do Guadiana. Quando Bonaparte foi finalmente vencido, as Potências europeias reuniram-se no Congresso de Viena de Áustria para estabelecer um mapa lógico das fronteiras europeias. O Tratado daí saído exigiu um regresso à fronteira hispano-portuguesa (ou, se se preferir, Luso-espanhola) anteriora 1801. A Espanha, após alguma hesitação, finalmente assinou o mesmo em1817. Mas nada fez para devolver Olivença. Pelo contrário, trabalhou arduamente para extirpar a cultura portuguesa na região, primeiro proibindo o ensino do Português, depois banindo abertamente o uso da língua.Portugal nunca deixou de reclamar Olivença, apesar de não se ter movimentado para forçar esse resultado (ameaçou hipoteticamente com a ideiade ocupar a cidade durante a Guerra Civil de Espanha, mas finalmente recuou). Embora os mapas portugueses continuem a mostrar uma fronteira por marcar em Olivença, a disputa não tem sido colocada na ordem do dia no contexto das excelentes relações entre Lisboa e Madrid. Agora vamos analisar os paralelismos com Gibraltar. Gibraltar foi cedida à Grã-Bretanha pelo Tratado de Utrecht (1713), tal como Olivença foi cedida à Espanha pelo Tratado de Badajoz (1801). Em ambos os casos, o país derrotado pode reclamar com razões que assinou debaixo de coacção, mas é isto que acontece sempre em acordos de paz. A Espanha protesta que algumas das disposições do Tratado de Utrechtforam violadas; que a Grã-Bretanha expandiu a fronteira para além do que fora estipulado primitivamente; que implementou uma legislação de auto-determinação local em Gibraltar que abertamente é incompatível com a jurisdição britânica especificada pelo Tratado; e (ainda que este aspecto seja raramente citado) que fracassou por não conseguir evitar a instalação de Judeus e Muçulmanos no Rochedo. Com quanta muito mais força pode Portugal argumentar que o Tratado de Badajoz foi derrogado. Foi anulado em1807 quando, em violação do que nele se estipulava, as tropas francesas e espanholas marcharam por Portugal adentro na Guerra Peninsular. Alguns anos mais tarde, foi ultrapassado pelo Tratado de Viena. Certamente, a Espanha pode razoavelmente objectar que, apesar dos pequenos detalhes legais, a população de Olivença é leal à Coroa Espanhola. Ainda que o problema nunca tenha passado pelo teste de um referendo, parece com certeza que a maioria dos residentes se sente feliz como está. A língua portuguesa quase morreu excepto entre os mais velhos. A cidade (Olivenza em espanhol) é a sede de um dos mais importantes festivais tauromáquicos da época, atrai castas e matadores muito para além dos sonhos de qualquer pueblo de tamanho similar. A lei portuguesa significaria o fim da tourada de estilo espanhol e um regresso à obscuridade provinciana. Tenho a certeza que os meus leitores entendem aonde tudo isto vai levar. Este "blog" sempre fez da causa da auto-determinação a sua própria causa. A reclamação do direito a Olivença (e a Ceuta e Melilla), por partede Espanha, assenta no argumento rudimentar de que as populações lá residentes querem ser espanholas. Mas o mesmo princípio certamente se aplica a Gibraltar, cujos habitantes,em 2002, votaram (17 900 votos contra 187!!!) no sentido de permanecer debaixo de soberania britânica.A Grã-Bretanha, a propósito, tem todo o direito de estabelecer conexões entre os dois litígios. A única razão por que os portugueses perderam Olivença foi porque honraram os termos da sua aliança connosco. Eles são os nossos mais antigos e confiáveis aliados, tendo lutado ao nosso lado durante 700 anos - mais recentemente, com custos terríveis, quando entraram na Primeira Guerra Mundial por causa da nossa segurança. O nosso Tratado dealiança e amizade de 1810 explicitamente compromete a Grã-Bretanha no sentido de trabalhar para a devolução de Olivença a Portugal. A minha verdadeira intenção, todavia, é a de defender que estes problemas não devem prejudicar as boas relações entre os litigantes rivais. Enquanto Portugal não mostra intenção de renunciar à sua reclamação formalem relação a Olivença, aceita que, enquanto as populações locais quiserem permanecer espanholas, não há forma de colocar o tema na ordem do dia. Não será muito de esperar que a Espanha tome um atitude semelhante vis-a-vis Gibraltar. Uma vez que este texto certamente atrairá alguns comentários algo excêntricos de espanhóis, devo clarificar previamente, para que fique registado, que não é provável que estes encontrem facilmente um hispanófilo mais convicto de que eu. Eu gosto de tudo o que respeita ao vosso país: o seu povo, as suas festas, a sua cozinha, a sua música, a sua literatura, a sua fiesta nacional. Amanhã à noite, encontrar-me-ão no Sadler´s Wells, elevado até um lugar mais nobre e mais sublime pela voz de Estrlla Morente. Acreditem em mim, señores, nada tenho de pessoal contra vós: o problema é que não podem pretender ter uma coisa e o seu contrário.
(trad. C. Luna)

quarta-feira, 18 de março de 2009

Livros - O Grande Livro dos Portugueses Esquecidos


Esta é uma história (quase) desconhecida e apagada da memória colectiva de um povo, que não soube e/ou não quiz merecer muitos dos seus melhores filhos. Ou seja, seguindo Camões, sujeitos à lei da morte dela se não libertaram de todo. Po incúria de todos nós.
Esta é uma história (quase) esquecida de portugueses, muitos deles vencedores na Europa e no Mundo, em disputa com outros e/ou com eles mesmos, mas que continuaram omissos, a maioria deles, no apreço dos seus conterrâneos.
Com esta anamnese tentamos iludir esse olvido, fazendo regressar à vida, libertos do pó dos aquivos por breves momentos de um tempo de leitura, estes portugueses Esquecidos.

Sabia que na corte de Catarina, a Grande, existia um médico português? Próximo da czarina, Ribeiro Sanches serviu a soberana russa sendo considerado um dos grandes percursores da reforma pombalina. Em Londres ardeu em praça pública Cavaleiro de Oliveira, escritor e diplomata que não se quis calar editando polémicos escritos. Encarcerado na Junqueira morreu aquele a que os alemães chamaram de “Newton português” – Bento de Moura, físico e inventor. Herói da independência do Brasil, Andrade da Silva descobriu o terceiro elemento químico, o lítio.

Talentosos, lutadores e por vezes ignorados em vida, contam-se os atribulados percursos de vida de homens e mulheres que, dentro ou fora do país, deixaram um inquestionável contributo. Esquecidos, mas de extraordinárias vidas, é na verdade uma aventura a descoberta destes portugueses pelo mundo...

segunda-feira, 9 de março de 2009

Jornadas sobre o Português Oliventino

As «Jornadas sobre o Português Oliventino», realizadas no passado dia28-02-2009 em Olivença, constituíram uma notável manifestação dos oliventinos na defesa das suas tradições e da sua língua, e demonstraram avontade e determinação das gerações mais novas em preservar a sua identidade e a sua cultura. Congratulamo-nos com a oportunidade de testemunharmos um momento novo na afirmação de Olivença. Estão de Parabéns, ao terem organizado e levado por diante as «Jornadas», os Oliventinos de Além Guadiana!

Para melhor conhecimento, consulte-se:.
http://alemguadiana.blogs.sapo.pt.
www.alemguadiana.com.
http://www.youtube.com/user/alemguadiana
alemguadiana@hotmail.com

sábado, 7 de março de 2009

Magalhães Móvel

José Sócrates prepara-se para lançar mais uma Inovação Tecnológica Revolucionária…Ele prometeu trazer inovação e está a cumprir……………………………………………………..depois do Magalhães para as Escolas…… o Magalhães para as Estradas Portuguesas!!!

Um carro económico fabricado em Portugal Magalhães Móvel
MAIS UM EVENTO DO SÓCRATES...
O HOMEM NÃO PÁRA ...

Prevê-se até ao fim do próximo ano, produzir e vender 1.000.000 destes maravilhosos descapotáveis.
Para quem se inscrever através da internet, o valor do Magalhães Móvel é de 99€ !!!
E já traz o novo chip nas matrículas…

quarta-feira, 4 de março de 2009

Livros - Afonso de Albuquerque - O sonho da India

Logo que Vasco da Gama voltou da India com as naus desmanteladas e tripulações muito reduzidas, toda a Nação Portuguesa se alvoroçou. O empreendimento em que uma geração inteira se tinha gasto fora coroado de êxito retumbante. Estavam finalmente abertas de par em par as portas do Oriente, que durante mil e quinhentos anos se conservaram cerradas á Europa.
Se quisermos compreeender o sentir deste povo, quando se descobriu o caminho maritimo para a India, bastar-nos-á visitar a Igreja de Belém. Toda a alegria exuberante de uma raça moça e vigorosa, o seu encanatamento perante os novos horizontes que se lhe iam deparando, visões de fantásticas regiões longinquas, tudo está representado, para sempre, na pedra daquela estranha flora quimérica que ornamenta a arquitectura conhecida por Manuelina.
Ai, no meio da confusão de cabos entrelaçados, algas e conchas, junto de colunas encrostadas como rochedos submersos, sob as abóbadas que t~em a beleza de grutas submarinas, podemos perceber os ecos de um hino triunfal ás maravilhas do mar. Belém comemora um sonho que se tornou realidade, um milagre levado a cabo.
A expansão portuguesa de além-mar é fenómeno inexplicável à face da história. O desejo de espansão supôe falta de espaço e os portugueses tinham mais que o bastante na sua linda Pátria pequenina; a população era muito inferior a dois milhões de almas. A Nação acabava de sair de uma luta secular, de vida ou de morte, primeiro com os mouros e depois com os castelhanos. A razão por que havia este povo de sentir-se instigado a espalhar-se pelo mundo desconhecido, depois de ter alcançado a paz pela vitória sobre os seus vizinhos, é enigma indecifráfel.
«O reino está muito pobre e minguado de gente para guarnecer as terras de além-mar. Seria impossivel conservá-las!» Assim dissera o sábio infante D. Pedro em 1436, quando se premeditava a conquista de Tânger. Não se pode negar que fossem sensatas as suas palavras. Todavia, menos de um século depois, sem qualquer auxilio de homens ou de dinheiro estranhos, Portugal estava senhor, não só de todas as cidades mais importantes de Marrocos, mas também de territórios em toda a costa de África, e impunha a sua vontade a metade dos reies da Ásia.
Não é de admirar que esta grandeza não fosse duradoura. Maravilha é que tenha existido. Para que um país com os recursos de portugal, podesse conservar as suas conquistas, seria indispensável uma raça de heróis e o génio que os dirigisse. A cópia de heróis não sofreu interrupção, mas o génio não é hereditário. Houve, certamente, inúmeros grandes homens. Os séculos quinze e dezasseis foram épocas de vida e produziram personalidades dinâmicas em todos os países, mas o dominio português, para além-dos-mares, foi inaugurado e estabelecido por dois espiritos superiores que muito sobrelevam à sua geração: O infante D.Henrique - o Navegador - foi a força que impeliu a nação a explorar o Atlântico desconhecido, a rasgar os mistérios do Globo terreste, lançando-a assim no caminho da India; e o grande Afonso de Albuquerque assentou os alicerces do Império no Oriente.
Na história desse século poderemos ler os noms de muitos que talharam para si reinos com a espada, mas Albuquerque é único entre eles. Precisamente como as explorações portuguesas, projectadas sistemáticamente e cientificamente realizadas, diferem da aventura fantástica de Colombo, tambem Albuquerque nada tem de comum com os conquistadores espanhóis fanfarrões do Novo Mundo.
Não foi nehum soldado da fortuna em busca de despojos. Não procurava riquezas para si e os tesouros do oriente não o engodavam.
Escravo de uma ideia, só para ela queria viver e por ela trabalhar. Ora nos surge marinheiro, ora soldado, estadista, administrador ou diplomata, com igual competência e saber em todas as situações, pondo sempre as suas múltiplas faculdades ao serviço de um único fim: fundar um poderoso império no Oriente, exaltar o sei Rei e a sua Pátria.
Não são os êxitos guerreiros de Afonso de Albuquerque, por muito assombrosos que sejam, que nos revelam a verdadeira grandeza do homem. No campo de batalha Albuquerque é um dos mais brilhantes cabos de guerra do seu tempo, que fazia a guerra à moda feroz da sua época; mas quanto a obra construtiva é único.
A obra de Albuquerque foi, essenssialmente, construtiva, Reconhecemo-lo quando o vemos ocupado no gigantesco edificio que havia delineado, erguendo-o parcelarmente, prodigalizando os mesmos cuidados a todos os promenores, sem nunca perder de vista o conjunto. Albuquerque construia para o futuro, para durar - «as coisas que fazia», observou um contemporâneo, queria, «que durassem para sempre». Felizmente para ele, nunca chegou a saber que a sua obra, pela própria natureza das coisas, não podia ter continuidade. Nasceu muito antes do seu tempo e os principios em que ele fundava o dominio colonial só em meados do século XX triunfariam.
Governar homens de outra raça sem os escravizar, respeitar-lhes os custumes e conceder-lhes a liberdade religiosa, fazê-los experimentar uma justiça que eles desconheciam, deixa-los tomar parte no governo, educar e formar as novas gerações - podem ser os fins declarados de toda a administração colonial de meados do século XX, e por isso recentes. Não teria lembrado a muitos contemporâneos de Albuquerque ou posteriores, que um povo conquistado podia tornar-se mais feliz com a conquista. Considerar os naturais de uma colónia, não como meros servidores do branco, mas como súbditos do mesmo estado, cujas liberdades são garantidas pela mesma bandeira, é uma ideia recente. De todas estas ideias Albuquerque foi um precursor que tanto ultrapassara a sua época que, ao vagar o seu lugar, não havia quem o ocupasse.
Foi somente depois de a Europa ter tido na Ásia a experiência de trezentos anos, que homens de outra nação chegaram ás conclusões que ele tinha descoberto por si, havia tanto tempo, se se orientaram por teorias semelhantes ás dele.
Homem de vontade indomável, Albuquerque teve muito quem o contrariasse em vida, especialmente entre os seus subordinados; todavia, parece que nenhum conquistador deixou atrás de si uma impressão de perda mais profunda, nem mais geral. Quando a sua mão de ferro deixou de pesar sobre a India - o India chorou e foi rezar-lhe no túmulo. Os capitães endiabrados e a soldadesca brava que se lhe haviam submetido, enraivecidamente, à disciplina, verificaram que quase não valia a pena servir outro senhor.
O novo governador, Lopo Soares, homenzinho irascivel e espalhafatoso, viu-se perante uma multidão de descontentes, europeus e indigenas, e reconheceu que, para suceder a um gigante, era preciso ser gigante.
E, nos anos seguintes, os veteranos, de longas barbas e cobertos de cicatrizes, falavam, de respiração contida, do tempo de Afonso de Albuquerque, como de dias alcióneos que não podiam voltar mais. E assim foi. Nenhum dos sucessores de Albuquerque teve talento para continuar a sua obra.
Provavelmente nem o próprio Albuquerque poderia levar a cabo o seu grandioso projecto. Os impérios com que sonhava eram demasiados vastos, para que um país pequeno os podesse sustentar; todavia, enquanto ele viveu, estavam longe de parecer impossiveis.
Com efeito, em seis anos de governo, sempre manietado pela falta de homens, de navios e de dinheiro, bem como pela estreiteza de vistas e pelas suspeitas injustas do Rei, Albuquerque fez sentir a sua influência desde a Arábia até á China, e apossou-se das chaves do Oceano Índico.
A Pérsia, o Sião e a Abissinia solicitavam a sua amizade, ao mesmo tempo que uma dúzia de reizetes indianos inquietos, se informavam dos seus desejos, enviando-lhe emabaixadas respeitosas.
«Pera os tratos da India se fazerem como cumpre a vosso serviço», escrevia ele a D. Manuel, dai-me «nela três mil homens, bem armados». Nunca lhe deram o que pedia; mas, quando morreu, Portugal era a potência que na Ásia mais se fazia temer.
Por única recompensa teva a ingratidão do real.



terça-feira, 3 de março de 2009

Faz-se justiça, matam-se os assassinos

Mataram um assassino de não se sabe bem quantos milhares de Portugueses, se o meu falecido pai fosse vivo este seria certamente um dia de festa, ele que se lembrava bem do terror que era apenas ouvir falar no nome "nino" entre a tropa portuguesa naquelas paragens do nosso Império.
Pensar que ainda viveu exilado em território nacional durante 5 anos, é pena a memória das pessoas ser curta e o governo ter deixado este terrorista viver em descanso ente nós.
Teve a morte que merecia, violenta, passado á bala e a golpes de faca, que tenha sofrido o suficiente antes de dar o ultimo suspiro e que a terra lhe seja bastante pesada.
Pai, onde quer que estejas, este já não te atormenta mais os pesadelos.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A suposta crise

Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorros-quentes.
Não tinha rádio, não tinha televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia os melhores cachorros-quentes da região.
Preocupava-se com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava e gostava.
As vendas foram aumentando e, cada vez mais ele comprava o melhor pão e as melhores salsichas.
Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender a grande quantidade de fregueses.
O negócio prosperava...
Os seus cachorros-quentes eram os melhores!
Com o dinheiro que ganhou conseguiu pagar uma boa escola ao filho.
O miúdo cresceu e foi estudar Economia numa das melhores Faculdades do país.
Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vida de sempre, vendendo cachorros-quentes feitos com os melhores ingredientes e gastando dinheiro em cartazes, e teve uma séria conversa com o pai:
- Pai, não ouve rádio? Não vê televisão? Não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso País é crítica. Há que economizar!
Depois de ouvir as considerações do filho Doutor, o pai pensou: Bem, se o meu filho que estudou Economia na melhor Faculdade, lê jornais, vê televisão e internet, e acha isto, então só pode ter razão!
Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e, é claro, pior).
Começou a comprar salsichas mais baratas (que eram, também, piores).
Para economizar, deixou de mandar fazer cartazes para colocar na estrada.
Abatido pela noticia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta.
Tomadas essas 'providências', as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo até chegarem a níveis insuportáveis.
O negócio de cachorros-quentes do homem, que antes gerava recursos... faliu.
O pai, triste, disse ao filho: - Estavas certo filho, nós estamos no meio de uma grande crise.
E comentou com os amigos, orgulhoso: - 'Bendita a hora em que pus o meu filho a estudar economia, ele é que me avisou da crise ...'
Vivemos num mundo contaminado de más noticias e se não tomarmos o devido cuidado, essas más noticias influenciar-nos-ão ao ponto de nos roubarem a prosperidade.

O texto original foi publicado em 24 de Fevereiro de 1958 num anúncio da Quaker State Metals Co.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

11/9 - Hoje e sempre, embuste!!

Ainda e sempre acerca do embuste que foram os acontecimentos do 11 de Setembro de 2001, encontrei um artigo muito bem elaborado sobre a teoria da cospiração:
Pode ser visto aqui: http://mateusbohner.wordpress.com/

INTRODUÇÃO

«Antes de mais nada é necessário deixar bem claro que o objetivo deste artigo não é incentivar o ódio contra o povo norte-americano, afinal eles são vítimas nessa história. Nem apoiar terroristas de qualquer origem, apesar destes também serem vítimas dessa história. Muito menos acobertar ou inocentar Osama Bin Laden, o que seria um absurdo, pois ele mesmo já assumiu o papel de vilão da história.O objetivo deste artigo é desmascarar os verdadeiros vilões (que por sinal são muito mais poderosos que um saudita das cavernas) e tentar derrubar esse muro de mentiras que foi construído em torno dos acontecimentos do dia 11 de setembro de 2001, antes que elas entrem definitivamente para os livros de história e iludam nossos filhos e netos, assim como estão nos iludindo. Isso se os planos desses vilões não vierem estragar os nossos planos de ter filhos e netos, ou mesmo de dar um futuro para eles.Lembro que esta não é minha opinião, mas sim uma busca pela verdade, na qual você pode tirar suas próprias conclusões e no final ajudar a entender aonde vai acabar este caminho escuro e perigoso por onde a humanidade está seguindo»

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Sobre a morte e o morrer

Uma das coisas certas da vida é a morte, mas as nossas vidas são absurdas, na medida em que vivemos na certeza de que um dia serão ceifadas pela morte.
O reavivar do interesse pelo tema da morte, que atravessa diversos campos do saber, revela a sua articulação nas diferentes áreas históricas e culturais, dando a conhecer os aspectos universais da morte e do morrer.
Mas o interesse pela morte não se deve limitar ao âmbito académico e profissional. Na verdade, a natureza da morte, bem como a própria realidade da morte e do morrer, têm sido considerados como estando na base da cultura, remetendo para a estruturação da própria vida.
Se encararmos com exactidão, teremos de reconhecer a ausência de sentimento da esperança, e que è inevitável que as nossas vidas terminem no nada. É inevitável que todos morramos um dia, o que faz da contemplação da morte um exercício que diz respeito a todas as pessoas.
A uma dada altura da vida, a pessoa tem de se confrontar com a morte, quer com a sua quer com a dos seus entes queridos. É nesta altura que a contemplação da morte pode conduzir a uma reflexão profunda sobre a sua inevitabilidade e sobre o processo de morrer.
A minha morte representa o fim das minhas possibilidades, o completo colapso e o fim do meu mundo. A nossa morte é diferente da morte dos outros.
O acto de morrer pertence à pessoa que está a morrer, e aqueles que permanecem vivos não podem experienciar a perda do ser que está a acontecer a essa pessoa. Só podemos estar junto da pessoa, mas não podemos ser essa pessoa. Assim, de certa forma, todas as pessoas morrem sozinhas.
A questão que obviamente se levanta muitas vezes, é se, perante a falta de sentido da vida, devemos cometer suicídio. Olhamos para o mundo procurando sinais da existência de sentido, mas o mundo permanece silencioso, o que fazer?? O suicídio aceita o absurdo como final e universal. Não somos obrigados a condicionar o nosso futuro devido à omnipresença da morte e a experiência do absurdo permite-nos experimentar, em simultâneo, a nossa condição se seres únicos, dignos e livres.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Sobre a avaliação dos professores

Já que muitos jornalistas, comentadores e sobretudo os politicos do PS e (des)governo da Nação defendem e compreendem (?) o modelo proposto para a avaliação dos docentes, estranho que, por analogia, não o apliquem a outras profissões (médicos, enfermeiros, juízes, etc.).
Se é suposto compreenderem o que está em causa e as virtualidades deste modelo, vamos imaginar a sua aplicação a uma outra profissão, por exemplo os médicos.
A carreira seria dividida em duas:
Médico titular (a que apenas um terço dos profissionais poderia aspirar) e Médico.
A avaliação seria feita pelos pares e pelo director de serviços. Assim, o médico titular teria de assistir a três sessões de consultas, por ano, dos seus subordinados, verificar o diagnóstico, tratamento e prescrição de todos os pacientes observados. Avaliaria também um portefólio com o registo de todos os doentes a cargo do médico a avaliar, com todos os planos de acção, tratamentos e respectiva análise relativa aos pacientes.
O médico teria de estabelecer, anualmente os seus objectivos: doentes a tratar, a curar, etc. A morte de qualquer paciente, ainda que por razões alheias à acção médica, seria penalizadora para o clínico, bem como todos os casos de insucesso na cura, ainda que grande parte dos doentes sofresse de doença incurável, ou terminal. Seriam avaliados da mesma forma todos os clínicos, quer a sua especialidade fosse oncologia, nefrologia ou cirurgia estética...
Poder-se-ia estabelecer a analogia completa, mas penso que os nossos 'especialistas' na área da educação e todos em geral não terão dificuldade em levar o exercício até ao fim.
A questão é saber se consideram aceitável o modelo?
Caso a resposta seja afirmativa, então vamos lá, porque não aplicar o mesmo modelo, tão virtuoso, a todas as profissões? Será???!!!
Já agora...
Poderiam começar a 'experiência' pela Assembleia da República e pelos (des)governo dos (des)governantes...pelos titulares de cargos públicos
(E já agora, desmistifique-se de uma vez por todas a ideia que os professores não são nem nunca foram avaliados - ISSO É PROPAGANDA E MENTIRA... Foram sempre avaliados por outros métodos e sistemas, porque há centenas de métodos de avaliação)

(Recebido por e-mail)


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O Saudosista apoia o Humberto e o PNR

Na linha do Ultimo Reduto, do Estado Novo, do Alma Pátria do Cidade do Sossego, do Pena e Espada, do Área Nacional e depois do pensamento expresso no próprio Reverentia Lusa - o Saudosista tambem apoia a candidatura nacionalista de Humberto Nuno Oliveira ao Parlamento Europeu
Bem estruturada, pensada e posta em práctica esta condidatura pode ser uma "pedrada no charco", ou melhor, no pântano em que Portugal se encontra enterrado.

Livros - Enciclopédia da Morte e da Arte de Morrer


Enciclopédia da Morte e da Arte de Morrer

História, ciência e cultura. O tema da morte convoca várias áreas e domínios do saber. Da origem e evolução de temas como o suicídio, pecado e doença, ao próprio conceito de morte, esta enciclopédia inclui uma apontável variedade de entradas. Tocando a biologia, medicina, sociedade, psicologia, religião e filosofia, esta pode ser uma excelente fonte de consulta para especialistas e estudantes.
Perguntas a remeteram a diferentes áreas do conhecimento, mas a abarcarem a complexidade do tema da morte. Envolvendo diferentes especialistas, esta enciclopédia, organizada por entradas, permite uma consulta de temas tão díspares como a sexualidade, o controlo, a perda, o aborto, a eutanásia...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Isto é uma Fantochada

Medina Carreira comenta a situação do país, a propósito do Magalhães e a propósito do estado da Nação, ARRASADOR:

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Meine Ehre Heisst Treue

Os valões vão pagar um pesado tributo na Estónia. O grupo ao qual pertence o Hauptscharfuhrer Moreau recebe, em cheio, uma granada soviética. Moreau cai por terra, como se tivesse sido atingido por um raio. Quando volta a si, vê que a cabeça do seu chefe está perto, arrancada pela explosão. Tenta apanhar a pistola-metralhadora e apercebe-se que já não tem o braço direito. O sangue sai aos borbotões do buraco enorme que tem no ombro, facto estranho, pois ainda não sente nada. Moreau, que partiu para a legião Wallonie com a primeira coluna, que escapou de Doretz, do Cáucaso e do Kessel de Tcherkassy, quer continuar a combater. Procura pegar na arma com a mão esquerda, mas tambem já não tem a mão esquerda....Dirige-se, então, para a retaguarda, como um fantasma sem braços, com o qual a morte não quer nada.
A 25 de Agosto, Dorpat e tomada. Os russos avançam sobre a Reval (Tallin), a capital e grande porto da Estónia.
Êxodo. Milhares de carroças de refugiados misturam-se ás centenas de camiões militares.
O Brigadefuhrer Wagner convoca Léon Degrelle para lhe pedir que monte uma barragem. Na base da rectaguarda da Wallonie só já há feridos e os homens dos serviços, os quais, na sua maioria, já têm mais de setenta anos.
O Kampfgruppe que improvisam, é constituido por uns cinquenta «combatentes», comandados por dois oficiais belgas. Um tem o braço atravessado por uma bala e o outro o peito aberto.
Das quatro companhias, que estiveram empenhadas na frente, só sobram 32 homens dos 260 que eram na véspera....O brigadefuhrer Wagner decide:
- Pela primeira vez na história do exército alemão, condecoro-vos a todos com a Cruz de Ferro, Sem uma única excepção.
Não há possibilidade se qualquer cerimónia. O chefe do Movimento Rexista, numa noite chuvosa, vai a cada um dos abrigos onde os seus homens, solitários, velam.
Os Russos, nalguns casos, estão a 10 metros. Degrelle pendura-lhes no peito a fita e a cruz, beija as faces hirsutas e felicita os «borguinhões», um a um. Os soldados tranquilizam-no:
- Não há problema, chefe, os vermelhos não passarão.....
A ofensiva inimiga è detida na Estónia. Os Waffen SS da Wallonie tiveram 95 % dos seus, atingidos pelo fogo inimigo. Só resta um punhado para ser passado em revista pelo Obergruppenfuhrer Felix Steiner, comandante do Corpo Germânico. O Sturmbannfuhrer Degrelle receberá, tambem, a insignia em ouro dos combates próximos, que é concedido após 50 acções corpo-a-corpo.
Adolf Hitler convoca-ao ao supremo quartel-general, para o condecorar pessoalmente e dizer-lhe:
- Se tivesse um filho, gostaria que fosse você.
Alguns meses mais tarde, a Estónia estará perdida. os russos empurrarão as ultimas forças do Reich para a Curlândia. esse Kessel, esquecido por todos conseguirá deter o assalto dos soviéticos até ao fim da guerra. Os sobreviventes de umas vinte divisões conseguirão, a um contra dez, aguentar do Outono de 1944 à Primavera de 1945.
Apesar dos «Irmãos da Floresta» que resistirão durante vários anos, três nações vão desaparecer da carta política da Europa e da História do nosso tempo.
Para escapar à captura e à morte, alguns punhados de estonianos e de letões das Waffen SS, acompanhados por camaradas alemães e neerlandeses, atravessarão o Báltico para irem para a Suécia.
Em barcos de pesca à vela, germanos e baltas reviverão, numa última aventurosa travessia, as sagas dos Vikings.

As Waffen SS, de Henri Landemer

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O que é a Globalização??

Pergunta: Qual é a mais correcta definição de Globalização?
Resposta: Morte da Princesa Diana.
Pergunta: Como?
Resposta: Uma princesa inglesa com um namorado egipcio tem um acidente de carro num tunel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bebado de whisky escocês , que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas; a princesa foi tratada por um médico americano , que usou medicamentos brasileiros e isto é-te escrito por um portugues, usando tecnologia de Bill Gates, e você provavelmente estará a ler isto num clone da IBM que usa chips feitos em Taiwan, e num monitor coreano montado por trabalhadores do Bangladesh numa fábrica de Singapura, transportado em camiões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, re-empacotado por mexicanos e finalmente vendido a todos nós por judeus.
Isto é, caros amigos , GLOBALIZAÇÃO!!