Porque somos Portugueses e porque somos humanos, individuais, únicos, porque todos temos uma história, conhecemos uma situação, apeteceu-nos agir, fazer, actuar, queremos vingança, justiça, a sede de sangue, a vertigem do crime, a bebedeira das emoções, um tiro de caçadeira ecoa nos montes, uma lâmina brilha no escuro, um momento, uma fracção de segundo transformada em eternidade, para o bem e para o mal.
A história de qualquer homicídio é a história das pessoas que morrem, das pessoas que matam e das que tentam encontrar os responsáveis pelo crime. São histórias de crimes cometidos por dinheiro, por ciúme, por loucura. As armas são pistolas, caçadeiras, facas ou as próprias mãos. Os assassinos são homens e mulheres, novos e velhos. Desde o pacato cabo da GNR que matou três raparigas, ao reformado que um dia assassinou metade de uma aldeia e se suicidou, passando pelo famoso caso da Praia do Osso da Baleia e pela sucessão de mortes ligadas aos estranhos negócios da noite do Porto. A psicologia do assassino é um mistério difícil de desvendar. Mas será que os portugueses têm um modo especial de matar?
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Livros - Assim Matam os Portugueses
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quinta-feira, 15 de maio de 2008
LIvros - PORTUGAL - TESOURO ESPIRITUAL DA EUROPA
Este livro aborda os grandes temas da riquíssima tradição simbólica e espiritual portuguesa abordada por um dos grandes pensadores europeus.
O Culto do Espírito Santo, o mito Fundador de Portugal, a criatividade popular, as raízes pagãs da cultura lusitana, são alguns dos temas focados de forma magistral por Gilbert Durand.
Em anexo é inserida correspondência inédita entre Gilbert Durand e Lima de Freitas.
Gilbert Durand é um dos grandes filósofos e autores de temas espirituais e míticos dos últimos 40 anos a nível mundial.Uma figura estrangeira que aborda a cultura portuguesa.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Luftwaffe Aircrew Reenactors
The Luftwaffe Aircrew Reenactors Association is an international network of living historians and reenactors who bring life to the study and recreation of the German combat aviator of the Second World War.
Marcadores: Luftwaffe
sexta-feira, 25 de abril de 2008
34 anos de traição
«Desde a data de Nossa Fundação, 5 de Outubro de 1143, que Portugal sofreu mudanças que passaram pela ribalta mundial aos dias desastrosos de crise que vivemos hoje. Lutando contra os mouros nossos Homens mereceram ser Honrados e seus nomes ficaram na história. Vencidas as tentativas de ocupação espanhola, que nos deixaram grandes marcas na Nossa História.
Os Descobrimentos foram o auge na Nossa História e todos devemos ter orgulho neste capítulo do Nosso País. Seguiram-se as invasões francesas, foi um momento de tristeza vivido pelos Portugueses, mas não nos deixamos cair e seguimos em frente. Portugal e as suas colónias eram um Grande Império e arrasavam nos quatro cantos do mundo. Caímos talvez em mãos erradas e fomos perdendo a potência que havia em nós. A Conferência de Berlim tirou-nos o título de Grande Império, mas continuamos em busca da vitória. Seguiram-se tempos de miséria e pobreza em Portugal e a Primeira Grande Guerra veio dar a Portugal um desânimo que só viríamos a ultrapassar muitos anos depois, com o aparecimento do Estado Novo.
Apesar do que dizem os “entendidos”, acreditamos que o Estado Novo foi o melhor regime de Governo para Portugal alguma vez visto. Não é que fossemos uma nação poderosa, mas éramos nós, sem dívidas nem pactos. Tínhamos as nossas colónias, os nossos rendimentos, o nosso povo, não necessitávamos de ajuda de outros países que só se interessavam nas Nossas riquezas. Éramos um país isolado, mas com orgulho!
Seguiu-se o 25 de Abril de 1974 e muita coisa mudou. Gente interesseira fez com que o Nosso Portugal caísse em mãos erradas e passamos a ser uma nação desunida e “violada” pelos países que se haviam apoderado de Nós. Democracia é a palavra a que eles apelidam os tempos, maus digam-se, em que vivemos. Fomos de “bestiais a bestas”, os desgraçados da Europa. Neste momento, com a “União” Europeia, somos um país carenciado e necessitado, tendo em quase tudo das piores estatísticas da Europa.
E agora questiono: Será que foi este o país que D. Afonso Henriques sonhou um dia vir a “ter”? Ou será que fomos “enterrados” com este regime democrático? Falando em democracia… Será que ela existe?
Partidos comunistas, uma ideologia sem o mínimo de credibilidade, são apoiados indirectamente, enquanto que, partidos Nacionalistas, que defendem os Ideais de Portugal e dos Portugueses, são escorraçados da Sociedade. Haverá a tão desejada liberdade de expressão?
Este texto, se chegado a alguém dos ditos democratas seria certamente um escândalo, mas se sair uma entrevista com algum comunista a dizer de suas ideias ninguém contestava e todos diziam “ámen” a tamanhas insanas palavras.
A imigração é um problema a resolver urgentemente. O País é Nosso! Vêm para cá gentes de outros países, de outras raças, que nada contribuem para a União do Nosso Povo. Neste momento há quinhentos mil desempregado e quinhentos mil imigrantes, ou seja, quinhentas mil pessoas que não entendem que o seu lugar não é aqui mas sim em qualquer parte do seu país. Será coincidência, ou negligência do Governo? Eu acredito, aliás, nós, Nacionalistas, acreditamos vir um dia a ter um país limpo e puro, onde toda gente será feliz e onde não haverão misturas culturais ou étnicas, seremos todos Portugueses.
O combate ao vandalismo, às drogas, à prostituição e a outros temas que nos afligem, dizem eles estar activo, nada vemos! Assim Portugal tem elevada taxa de criminalidade, de toxicodependentes, de prostituição… é preciso combater como deve ser esses cancros da Nossa Nação! Um dia o povo vai reflectir e vai ver do que Portugal precisa e assim vamos Renascer a Nação.
Acredito numa Pátria Poderosa, com gente que governará em prol dos interesses de Portugal.
Unidos Venceremos! »
Este texto podia ser mais um dos muitos existentes por aí , em blogs, em páginas de internet, mas não o é. Este texto foi escrito por um aluno de 14 anos, do 9º ano, no âmbito de um programa de "textos livres" a contar para avaliação ( a ideia parece boa ). No entanto, após a entrega deste trabalho, a professora chegou à brilhante conclusão que este texto não tinha sido escrito pelo aluno, devido ao conteúdo não ser o adequado, e devido a não ter erros ortográficos ( que os tem, mas ela não os viu ). Ao que parece vai reunir com outros professores para decidir o que fazer.... Eu pergunto, será crime uma pessoa dizer a verdade? Será crime uma pessoa ter orgulho no seu passado ? Será que se a pessoa em questão escrevesse um texto sobre a antiga União Soviética ou sobre Cuba este seria censurado ?
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quinta-feira, 17 de abril de 2008
Livros - Reconquista Cristã
O Museu Militar e a Ésquilo edições e multimédia vão proceder ao lançamento do livro «Reconquista Cristã – Nas Origens de Portugal» da autoria de Pedro Gomes Barbosa, historiador e coordenador de história medieval da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que terá lugar no Museu Militar, largo dos Caminhos de Ferro (em frente à estação de St.ª Apolónia), em Lisboa, terça-feira, 22 de Abril, às 18h30.
A apresentação estará a cargo do Prof. Doutor Hermenegildo Fernandes, medievalista e docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. O Coronel Manuel Ribeiro de Faria, director do Museu Militar, presidirá à sessão.
Pedro Gomes Barbosa
In «Nota Prévia»
terça-feira, 8 de abril de 2008
Navios Portugueses - Liz
Mandado construir na Itália por intermédio do Governo Português para a Inglaterra, o LIZ foi entregue à M.G.P. em 20 - 12 - 1914. Em 31 - 5 - 1915 foi transferido para a Royal Navy em Sesimbra, tendo alterado o nome para ARNO. Afundou-se devido a uma colisão em 1915 .
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quarta-feira, 19 de março de 2008
Estado de Espírito
Desapareço a vapor
fico fechado ao lado
sentindo-me só
passando despercebido
À garrafa agarrado
o meu nome é ...
Desapareço ao teu lado
de fora fico a ver
As pessoas para onde vão?
Dentro dos autocarros
levados são levados
Comida por liberdade
O meu nome é João e vivo ao teu lado
O meu nome é Yuri do continente gelado
O meu numero é zero nesta democracia
Deixa-me pertencer eu quero pertencer-te
OIOAI e Xutos e Pontapés
Serve esta letra, e a música se assim o quiserem, para ilustrar o meu estado de espírito actualmente.
Não poderia estar mais triste, o meu país, ou melhor, o (des)governo do meu país, encarrega-se de colocar de parte pessoas capazes, válidas, úteis, trabalhadoras e honestas. Pessoas como eu!
É assim que me sinto ao ver ou ouvir as noticias dos telejornais, rádios e restante tralha informativa servida por lambe-botas.
O (des)governo da Rebública, na pessoa do palhaço titular da pasta da Agricultura, prepara-se para extinguir, por decreto, várias raças de cães......!!!!......sim, como se isso fosse a coisa mais normal do mundo e resolvesse todos os problemas. O tal palhaço da Agricultura deve ter andado a fazer provas de vinho a mais nos ultimos tempo, é a única explicação lógica que encontro.
Faz lembrar a proibição de porte e uso de armas de fogo, como se fossem as armas a matar as pessoas, pessoas matam pessoas, com armas ou sem armas, no caso dos animais os cães não são culpados, a ultima culpa será sempre dos donos dos animais, mas o (des)governo opta pelo mais fácil, a extinção das raças ditas perigosas, como se as outras o não fossem, ridiculo, isto não passa de uma manobra politica para que apenas as forças policiais passem a deter o exclusivo na posse de Rotweillers, por exemplo, e para finalizar ainda não percebi a razão pela qual os Pastores Alemães não estarem incluidos na lista.
Mas ao mesmo tempo, o tal (des)governo, que é do PS, supostamente os maiores defensores das liberdades e garantias dos cidadãos, os libertadores de Abril, prepara-se também para legislar contra os piercings e demais enfeites que alguns energúmenos teimam em colocar nos sitios mas recônditos do corpo.
Se em relação aos pobres animais já toda a gente viu que o (des)governo não vai recuar, infelizmente, em relação aos desvairados que por ai andam todos furados já toda a gente percebeu que vai ficar tudo na mesma.
Isto e mais do que por ai vem não é mais do que o reflexo da impotência do (des)governo face a um conjunto de situações para as quais não tem solução, como não se consegue resolver o que realmente faz falta então atalha-se caminho e bate-se no que se pode, ataca-se o que estiver á mão e proíbe-se o que calha, é a politica das "regrazinhas"
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segunda-feira, 10 de março de 2008
Gritos de Revolta
Revolta, indignação, verdade e frontalidade:
http://magudemagude.blogspot.com/
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Feliz e Contente
Corriam os anos da revolução da treta. Em 1975, com o país paralisado por bandalhos empenhados em promover e implementar o PREC, por entre quedas de governos, greves, fugas, nacionalizações, reformas agrárias, etc, eis que surge na televisão o senhor Contente e o senhor Feliz. Nicolau Breyner e um jovem, então desconhecido, Herman José.
terça-feira, 4 de março de 2008
Saudosos automóveis
Não sou nenhum especialista em assuntos hi-tec! Muito pelo contrário....Estou só pensando alto. Todas as mudanças que acontecem todos os dias têm-me feito pensar em carros, uma paixão que tenho, especialmente carros antigos!
Dizem que os automóveis de hoje são descartáveis. A chaparia parece feita de papel e todo o restante é de plástico, correcto, mas não é por isso que são descartáveis, os motivos são outros:
Quando eu era criança, nos ínícios dos anos 70, a minha familia tinha vários automóveis, Renault 4L, Fiats, Opel, Fordsons....etc, em pouco tempo os carros ficavam cheios de ferrugem, principalmente naqueles pontos críticos dos modelos: guarda-lamas, porta das malas, à volta dos vidros, embaladeiras, dentro das portas...etc. Quem ainda hoje possui um carros desses sabe do que eu estou falando, mas também sabe que tudo é reparável e recuperável.
Na minha opinião, os carros de hoje são descartáveis justamente por causa da alta tecnologia utilizada. Vamos comparar dois automóveis considerados antigos hoje, um fabricado em 1930 e outro em 1970. O que mudou? Basicamente nada! O design é diferente, a potência aumentou bastante, há mais conforto, mais segurança, mas a essência, o principio básico, é exactamente o mesmo. Ambos são movidos a motores a explosão, usam o mesmo combustível e nenhuma electrónica, ou computadores. E é exactamente esta simplicidade que fez com que ambos continuem existindo e funcionando até hoje. A sua manutenção ainda é possível! Isto é fantástico.
Daqui para frente, cada vez mais os automóveis terão componentes electrônicos e menos peças mecânicas. Como encontrar à venda em 2057, por exemplo, um módulo de injecção electrónica de um carro fabricado em 2000 ou 2010? Ou o sistema que comanda a caixa “tiptronic” fabricada em 2008? Não vai adiantar recorrer àquele velho amigo mecânico ou torneiro! Essa época acabou.
Além disso, há outra agravante: a oxidação. Circuitos electrónicos oxidam com imensa facilidade. Não vai adiantar aquela história de carro guardadinho na garagem anos a fio e tapado com uma capa. A electrônica certamente irá avariar pelo simples facto dos anos passarem, isto é desolador e revoltante.
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Navios Portugueses - Classe Douro
VOUGA (V) 31 -12- 1920 / 16 - 5 -1931
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A música que faz falta
Nos dias que actualmente atravessamos e nos dias que se adivinham, cada vez mais dá vontade de possuir um bom instrumento musical.
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Outros tempos, outras escolas, melhor ensino
«Singram de novo as lusas caravelas.
O vento da fortuna enfuna as velas...
Avante! Avante! Havemos de chegar!
Resplandece no céu a nova aurora!
Alguém encarna o Portugal de outrora,
A própria alma da Pátria: É Salazar!»
João Ilharco, professor do ensino primário, fez os versos para esta página que a Escola Portuguesa - Boletim do Ensino Primário Oficial - dedica a Salazar a 9 de Maio de 1935.
«...se tens saudades da escola sem doutrina moral, sem objectivos, sem intuitos constructivos, sem pensamentos e sem chefes, sem orientação e sem comando; se te não afazes à actividade dirigida, nem te conformas com a existência de uma fiscalização com sanções; se te seduzem outras vozes que não sejam daqueles a quem está confiado o dever de te guiarem e de te esclarecerem; se desejarias ensinar o que quisesses e como quisesses; se lamentas não poderes já conduzir os teus educandos ao alvedrio dos teus sentimentos pessoais, das tuas simpatias, das tuas inclinações ou das tuas paixões...
Nesse caso, dir-te-ei que não és um dos nossos, ainda mesmo que fales do 28 de Maio ou cantes hossanas a salazar!»
«Na hora mais grave, no momento em que a descrença principiava a apoderar-se dos espíritos ansiosos, um homem surgiu em Portugal, quase desconhecido e trazendo consigo, na sua bagagem, apenas o seu diploma de lente universitário. Quem era? poucos o sabiam. Entretanto, aqueles que com ele haviam privado e não eram muitos, apontavam-no como dono de uma inteligência rara, duma pertinácia desconhecedora de obstáculos, de uma vontade inquebrantável, duma serenidade apta para resistir aos sismos mais violentos, despenhados à sua roda resistências tenazes e traiçoeiras ou pela intriga dissolvente e mortal»
Escola Portuguesa - Boletim do ensino Primário Português, 1935
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Regresso ao futuro
«A economia liberal que nos deu o super-capitalismo, a concorrência desenfreada, a amoralidade económica, o trabalho-mercadoria, o desemprego de milhões de homens, morreu já. Receio apenas que, em violenta reacção contra os seus excessos, vamos cair noutros que não seriam socialmente melhores.
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Nobre Raça Rottweiler
Foi com um misto de indignação, tristeza e revolta que li o editorial da Sábado de 21 de Fevereiro de 2008.
Nele vi apenas mais um vil ataque cerrado da comunicação social contra a nobre raça de cães Rottweiler, neste caso da revista Sábado, mas poderia ser de qualquer órgão da comunicação social portuguesa como tem acontecido concertadamente sempre que existe algum incidente envolvendo cães desta raça.
Todos os cães mordem, todos os cães podem ser e são, em teoria e em potência, um perigo e uma ameaça, mas não vejo este tipo de ataques contra mais nenhuma raça de canídeos, nem contra Pastores Alemães, nem contra Buldogues, nem contra os cães de fila de diversas origens, nem mesmo contra os temidos Pitbulls, mais nenhuma raça de cães consegue esta triste exposição mediática sempre que acontecem incidentes, apenas os Rottweilers.
Falam da questão genética da raça, absurdo, os Pitbull são muito mas sensíveis à questão genética, para além de originalmente serem uma raça que nasce com diferentes aparências entre os diferentes indivíduos, por vezes numa ninhada são todos desiguais o que revela bem a "qualidade" da sua genética, para além disso, têm sido cruzados indiscriminadamente e sem controlo com fim a apurar a sua maldade e ferocidade, mas nem por isso são atacados como os nobres Rottweilers.
Não tenho nada contra os Pitbull, muito pelo contrário, adoro-os como adoro os Rottweiler ou qualquer outra raça de cães, quero apenas fazer a comparação e alertar para uma injustiça.
Mas mais à frente na mesma edição da revista, uma entrevista a um médico veterinário onde o mesmo revela que existem famílias que vivem em pânico com os seus animais e alguns são mesmo reféns dos seus animais, ora ai está o problema, os donos, são sempre os donos, os mesmos que adquirem um Rottweiler porque está na moda, sem terem condições psicológicas nem materiais para possuírem cães deste porte, o cão indicado para essas pessoas é um Caniche, e mesmo assim cuidado!
Um cão revela o carácter do seu dono, do meio onde vive, do lugar onde está e das pessoas que o rodeiam, existem regras claras para ter um animal como um Rottweiler que devem ser respeitadas sob pena de continuarem a acontecer incidentes, a culpa nunca será dos cães.
Ainda gostaria também de saber porque não são procuradas e divulgadas as inúmeras histórias e episódios de bravura e heroísmo protagonizadas por cães Rottweiler em dedicação e amor aos seus donos? Porquê esta cruzada contra uma raça especifica? Poderá isto ser apelidado de racismo e xenofobia animal?
Voltando ao Editorial da Sábado, quando defendem a morte do cão que atacou, a preocupação dos jornalistas para com as criancinhas devia ser extensível aos episódios de pedofilia que acontecem todos os dias, onde milhares de crianças são abusadas, violadas e sodomizadas e os pedófilos são postos em liberdade, porque não defender a pena de morte para quem practica semelhante monstruosidade? Será o Rottweiler que ataca mais responsável do que o pedófilo que abusa e sodomiza?
Os verdadeiros monstros são os homens!
Quanto mas conheço as pessoas mais amo os animais, os cães principalmente, o meu Rottweiler em particular!
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Venceremos
«Lembra-te, amigo, que minando os fundamentos da Nossa Terra, cavando os alicerces da Nossa Pátria, cimentados por um labor tantas vezes secular, as toupeiras das alfurjas, os morcegos das lojas maçónicas, os judeus sem berço, sem pai, sem mãe, sem passado nem futuro, errantes como cães vadios, cegos da luz gloriosa do dia, da luz bendida de Deus, se escondem nas cavernas sombrias onde tudo é negro, coaxando as senhas grotescas dos iniciados, miando os seus palavrões vazios, destilando a peçonha corrosiva dos seus venenos»
AEV (Acção Escolar de Vanguarda) 1934
«Nós repudianos os falsos princípios que constituem a ossatura doutrinária do cumunismo. Negamos, por falso e iverosímel, o conceito da ideia da Pátria-Humanidade; que a História se explique apenas por intermédio do facto económico[...] nós venceremos com Salazar, por Portugal. Venceremos porque Salazar, com mão forte e segura, nos indica o caminho claro da vitória. Venceremos, porque o chefe austero de todos os portugueses, quer que a mocidade o acompanhe para o resgate completo. Venceremos, porque Salazar, com mão forte e segura, nos indica o caminho claro da Vitória! Venceremos, porque não deixamos cair das nossas mãos, a bandeira da Revolta!»
Oliveira e Silva, presidente da AEV, 1934
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Livros - PORTUGAL SOBRENATURAL
Deuses, Demónios, Seres Míticos, Heterodoxos, Marginados, Operações, Lugares Mágicos e Iconografia da Tradição Lusíada
Este projecto, composto por três volumes, constitui o resultado de pesquisas efectuadas ao longo de três décadas por Manuel J. Gandra, investigador pioneiro no estudo da tradição cultural e espiritual do nosso país.Trata-se de um trabalho sem precedentes que, sob a forma de dicionário, nos dá a conhecer a riqueza impressionante e polifacetada da alma profunda mas, no geral, desconhecida da tradição portuguesa.Só no primeiro volume deste empreendimento inovador e de grande envergadura, o leitor tem acesso a 1300 entradas escritas com todo o rigor que caracteriza este autor.
«(…) Portugal Sobrenatural, guia essencial das pessoas, lugares, mitos e símbolos do Portugal profundo, que ainda falta cumprir, surge, justamente, com o desígnio de resgatar tal aptidão contemplativa, investindo na constituição de um corpo informal, porém sagaz e transversal, de inteligência, capacitado para (mesmo arrostando com toda a espécie de brumas, temporais e contra-tempos) ir além do tormentoso mar das paixões e medos, outrora figurado pelo Bojador.»
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
O meu Alentejo
Palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que à semelhança do Homem Português, fugiu de Espanha à procura do mar.
O Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano.
Portugal nasceu no Norte mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade, Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.
Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que para o homem comum fica muito longe, para um alentejano fica já ali. Para um alentejano não há longe, nem distância porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.
Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar... E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina.
Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos.
D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. D. Nuno sabia bem que uma batalha não se decide pela quantidade mas pela qualidade dos combatentes. É certo que o Rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia-dúzia de alentejanos. Não se estranha, assim, a resposta de D. Nuno aos seus irmãos, quando o tentaram convencer a mudar de campo com o argumento da desproporção numérica: «Vocês são muitos? O que é que isso interessa se os alentejanos estão do nosso lado?»
Mas os alentejanos não servem só as grandes causas, nem servem só para as grandes guerras. Não há como um alentejano para desfrutar plenamente dos mais simples prazeres da vida. Por isso, se diz que Deus fez a mulher para ser a companheira do homem. Mas, depois, teve de fazer os alentejanos para que as mulheres também tivessem algum prazer. Na cama e na mesa, um alentejano nunca tem pressa. Daí a resposta de Eva a Adão quando este, intrigado, lhe perguntou o que é que o alentejano tinha que ele não tinha: «Tem tempo e tu tens pressa.» Quem anda sempre a correr, não chega a lado nenhum. E muito menos ao coração de uma mulher. Andar a correr é um problema que os alentejanos, graças a Deus, não têm. Até porque os alentejanos e o Alentejo foram feitos ao sétimo dia, precisamente o dia que Deus tirou para descansar.
E até nas anedotas, os alentejanos revelam a sua superioridade humana e intelectual. Os brancos contam anedotas dos pretos, os brasileiros dos portugueses, os franceses dos argelinos... só os alentejanos contam e inventam anedotas sobre si próprios. E divertem-se imenso, ao mesmo tempo que servem de espelho a quem as ouve.
Mas para que uma pessoa se ria de si própria não basta ser ridícula porque ridículos todos somos. É necessário ter sentido de humor. Só que isso é um extra só disponível nos seres humanos topo de gama.
Não se confunda, no entanto, sentido de humor com alarvice. O sentido de humor é um dom da inteligência; a alarvice é o tique da gente bronca e mesquinha. Enquanto o alarve se diverte com as desgraças alheias, quem tem sentido de humor ri-se de si próprio. Não há maior honra do que ser objecto de uma boa gargalhada. O sentido de humor humaniza as pessoas, enquanto a alarvice diminui-as. Se Hitler e Estaline se rissem de si próprios, nunca teriam sido as bestas que foram.
E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas, incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de observação, um sentido crítico e um poder de síntese notáveis.
Não resisto a contar a minha anedota preferida. Num dia em que chovia muito, o revisor do comboio entrou numa carruagem onde só havia um passageiro. Por sinal, um alentejano que estava todo molhado, em virtude de estar sentado num lugar junto a uma janela aberta. «Ó amigo, por que é que não fecha a janela?», perguntou-lhe o revisor. «Isso queria eu, mas a janela está estragada.», respondeu o alentejano. «Então por que é que não troca de lugar?» «Eu trocar, trocava... mas com quem?»
Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia. E o pão.. Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano? O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. E é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana. Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu!
É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Navios Portugueses - Contratorpedeiro Tejo
A canhoneira torpedeira TEJO foi construída em Portugal no Arsenal de Lisboa, sendo incorporada em 1904. No entanto as suas experiências prolongaram-se até 1906. Em 25 - 8 - 1910 encalhou em Peniche, tendo perdido 11 metros de proa durante o seu salvamento. Cinco anos após o encalhe, entrou no dique do Arsenal a fim de ser transformado em contratorpedeiro. Em 1917 voltou ao serviço com nova silhueta tendo sido abatida em 14 - 3 - 1927.
DESLOCAMENTO: 536 tons.
DIMENSÕES: 70 * 7 * 3,1 metros
ARMAMENTO: 1 peça de 100 mm; 1 de 65 mm; 4 de 47mm; (1904) 1 peça de 100 mm; 1 de 76mm; 2 de 47mm. (1917) 2 tubos lança – torpedos
PROPULSÃO: 2 máquinas de T.E. de 7 000
H.P. - 2 veios = 27 nós
GUARNIÇÃO: 94 (1904) 99(1917) homens
Marcadores: Navios Portugueses
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Entrudo Português - A Tradição
Ainda resistem em Portugal algumas celebrações do Entrudo que mantêm a sua singularidade, de acordo com as nossas tradições. Em Trás-os-Montes contam-se pelo menos três: Lazarim, Vinhais e Podence.
Entrudo Português
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Livros - As Novas Censuras
As técnicas de manipulação de informação empregues quotidianamente sob os nossos olhos são múltiplas e extraordinariamente inteligentes.
Aplicam-se a toda a cadeia de informação. Primeiro, há que esconder a verdade. Se a verdade aparecer, há que fazer pressão sobre os mediadores capazes de a substituir, ameaçá-los, aterrorizálos, seduzi-los, comprá-los.
Se a verdade for difundida pelos media, há que controlar o impacte sobre a opinião e tudo fazer para que não seja ouvida e, sobretudo, para que não crie um emoção popular. Através de exemplos concretos, que narra com a inspiração de um jornalista talentoso, Paul Moreira traça um retrato impressionante deste universo da desinformação.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Somos como somos
O génio lusíada é mais emotivo que intlectual. Afirma e não discute. Quando uma ideia se comove, despreza a dialéctica; e é sendo e não raciocinando que ela prova a sua verdade.
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Alguém que explique por favor
Se em 2002 um barril de petróleo custava 70 dólares o que equivalia a grosso modo a 77,00 Euros e hoje ele custa 100,00 dólares o que equivale sensivelmente a 70,00 Euros como é que se pode dizer que o petróleo subiu de preço?
Marcadores: Combustivel
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Outros tempos, a mesma luta
Em 1923, ao aderir à organização Nacionalismo-Lusitano, o iniciado jurava uma proclamação:
«Como português quero que o governo da Nação seja forte e nacional e se liberte das sociedades secretas, das clientelas políticas, dos bandos de especulação responsáveis pela crise nacional; que seja assistido de representação directa das forças sociais da Nação, transformando o actual sistema de representação nacional das forças sociais, municipais e profissionais organizadas; que sejam livres e previligiadas a família, a corporação, o município, a igreja,; que o exército seja fortalecido e dignificado para defesa nacional; que a propriedade seja protegida nos seus direitos e obrigada a cumprir os seus deveres para com a Nação e muito particularmente para com os trabalhadores», comprometendo-se, entre outros princípios, a «colocar-se ao lado de qualquer governo português contra a agressão estrangeira e o bolchevismo», «obedecer ao chefe do Nacionalismo-Lusitano na práctica de todos os actos de serviço nacional voluntário», «fazer toda a propaganda para que os portugueses venham a organizar-se em volta dos princípios do Nacionalismo-Lusitano contra as oligarquias políticas e plutocráticas que tiranizam e aniquilam a Nação»
Marcadores: Nacionalismo Lusitano
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Livros - Cecília Supico Pinto
Em 1961, Cecília Supico Pinto criou o Movimento Nacional Feminino. Uma organização independente do Estado que congregava as mulheres portuguesas no apoio moral e material aos soldados que lutavam nas antigas colónias portuguesas.Durante treze anos, Cecília Supico Pinto multiplicou-se em viagens entre a metrópole e as «províncias ultramarinas», ameaçadas pelos movimentos independentistas. Cilinha, como era conhecida, vestiu o camuflado, dormiu em tendas de campanha, esteve debaixo de fogo e embrenhou-se no mato de África, mesmo quando um acidente a obrigou a andar com um pé engessado e de muletas. Tudo em nome de uma missão. Na bagagem levava rações de combate, recordações e histórias pitorescas para contar aos soldados portugueses.Casada com Luís Supico Pinto, homem forte do regime de António Oliveira Salazar, Cilinha uma líder carismática. Salazar, «um verdadeiro príncipe», apreciava a sua alegria, ria-se das suas anedotas, admirava a sua frontalidade e escutava os seus conselhos.Hoje, Cecília Supico Pinto prefere refugiar-se no anonimato, mantendo, contudo, um olhar atento sobre a actualidade. Dona de uma memória invejável, abre nesta biografia as portas da sua vida.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Navios Portugueses - Classe REPÚBLICA
REPÚBLICA (ex. Gladioulus) 1920 - 1943
Marcadores: Navios Portugueses
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Novo verbo
Via Reverentia
SOCRATEAR
Em epoka de akordo ortografico aki fika 1 novo vokabulo:
*SOCRATEAR * : Verbo totalmente irregular de estranha conjugação.
1. Ocultar ou encobrir com astúcia e safadeza; disfarçar com a maior cara de pau e cinismo.
2. Não dar a perceber, apesar de ululantes e genuínas evidências; calar.
3. Fingir, simular inocência angelical.
4. Usar a dissimulação; proceder com fingimento, hipocrisia.
5. Ocultar-se, esconder-se, fugir da responsabilidade.
6. Atingir sempre o amigo ou inimigo mais próximo, sem dó nem piedade (antes eles que nós).
7. Encobrir, disfarçar, negar sem olhar para as câmaras e nos olhos das pessoas.
8. Defraudar, iludir.
9. Afirmar coisa que sabe ser contrária à verdade, acreditar que os fins justificam os meios.
10. Viajar com dinheiro publico.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
O destino de um Infante de Portugal
Ia decidir-se da vida ou da morte do infante. Iam começar as cortes gerais.
Na larga sala da alcáçova, os procuradores da cidade e das vilas do Reino, povo ardente e escuro, a alma rude e antiga de Portugal, ganhavam os seus lugares marcados segundo a precedência das vilas e das cidades, em doze longos bancos. Lá estava, assentado no primeiro banco, orgulhoso do mais nobre lugar, o procurador do Porto, o sapateiro de polaina João Bartolomeu, olhos vivos, raça ardente, barba negra, metida num enorme capuz cor de terra; o de Viseu, que troxera um oleiro moço, lambuzado de barro, as manzorras enormes vermelhas de tinta; um ferreiro negro de Portalegre, chamuscado da forja e os outros, e todos.
O sol jorrava agora sobre os bisbos e arcebispos, que vinham entrando. Veio então a nobreza: os infantes; títulos, cavaleiros, senhores de terras, escuros, torvos, e por fim, rodeado de doutores, de cónegos, de frades, D. Duarte surgiu ante o assombro consternado dos procuradores do povo, que perguntavam uns aos outros de pescoços estendidos, de olhos redondos de espanto, se aquela sombra dolorosa e devastada seria o Rei de Portugal.
Na alma angustiada de D. Duarte, uma esperança nascia agora. Talvez aqueles duros arcaboiços se apiedassem; talvez o povo sentisse fundo no seu coração, que a vida de um Infante de Portugal valia bem o montão de pedras duma cidade.
Ao pé do Rei, Fernão Lopes, que fora escrivão do Infante D. Fernando, o velho Gaspar Vasques, seu capelão e seu amigo, choravam em silêncio. Um asa negra de morte pairava sobre todos os corações. Ouvia-se uma mosca que passasse, quando Fernão Guerra, arcebisbo de Braga ergueu a voz. Falava em nome da fé; falava em nome de Deus:
- Não; o Rei não podia entrgar Ceuta. Ceuta era um bispado; Ceuta estava coalhada de igrejas; Ceuta tinha ainda mais cruzes do Redentor do que pedras-de-armas de Portugal. Nem o Rei, nem as cortes podiam, num voto que seria um sacrilégio, arrasar essas cruzes, profanar esses templos, vender Cristo pela segunda vez.
E enquanto o arcebisbo se sentava, erguia-se já o moço conde Arrailos, duro, trigueiro, terminante, olhos fuzilando, a bradar, de braços levantados:
- Vergonha de perdição!
Quem falava em comprar vida com honra? Onde estava ai a vida de homem, que valesse uma pedra de Ceuta? Quem dera já uma cidade por esse fumo de estopa que é a vida? Queriam salvar o Infante? Pois bem: que fossem todos - e ele iria com eles! - arrasando Tânger, conquistando Arzila, mordendo sangue e pó, arrancá-lo ao coração de Fez! Era assim que se salvava o filho dum Rei; era assim que se remia um Infante cativo de Portugal, - e não cobrindo-o de lama, de desonra e de tristeza!
- Vergonha de Perdição! Vergonha de perdição!
Agora falava já o povo. Era um procurador do Porto, mestre de polaina João Bartolomeu, que trovejava, o capuz negro derrubado sobre os ombros, a manzorra escura no ar, um soluço a apertar-lhe a garganta:
- Senhor Rei! Mandai-me a mim, mandai-nos a todos nós a morrer no lugar do senhor Infante, mas guardai Ceuta!
Um mermúrio aflitivo subia das bancadas do povo, da primeira à última, do Porto a Portel, rouco estrangulado, devorado de lágrimas:
- Guardai Ceuta! Guardai Ceuta senhor Rei! Guardai Ceuta senhor Rei!
Muitos deles, ferreros, oleiros, calafates, crânios negros e curtos, testas baixas e rudes, não saberiam dizer talvez, se lhes perguntassem porque razão devia conservar-se Ceuta na Coroa Portuguesa; mas viam, sentiam claramente, pela força do seu instinto, pela violência persuasiva do seu bárbaro amor pátreo, que era preciso conservá-la, sofrendo quem sofresse, pelo preço de todas as torturas, com sacrifício de todas as vidas, porque assim o reclamava o nome de Portugal.
- Guardai Ceuta! Guardai Ceuta!
D. Duarte levantou-se, como um espectro, a fronte banhada dum suor de agonia. Amparam-no frades. Era a sentença de morte do irmão cativo, que o seu próprio sangue confirmava. Um estremeção de horror agitou o corpo vacilante do Rei.
Marcadores: D. Duarte, D. Fernando
sábado, 12 de janeiro de 2008
Livros - Tratado das Alcunhas Alentejanas
Variação de Frankenstein
O monstro revolta-se contra o criador:
Um antigo dirigente condenado no processo das FP-25 provocou ontem um incidente no final do discurso do primeiro- -ministro sobre os desafios do desenvolvimento. Assim que terminou a apresentação de Sócrates, Mouta Liz levantou-se, exaltado, e acusou o primeiro--ministro de ter feito um discurso “de propaganda”. Liz berrou que “isso não passa de mentiras” e que “o primeiro-ministro não tem vergonha”.
João Luís Mouta Liz era um dos principais dirigentes da organização terrorista FP-25, criada por Otelo Saraiva de Carvalho. Foi preso durante a ofensiva feita pela Polícia Judiciária às ‘FP’, na denominada operação ‘Orion’, que deteve cerca de 70 pessoas. Foi condenado a 17 anos de prisão por associação terrorista, que não cumpriu na totalidade graças a uma amnistia.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
O Grande povoador do Reinado de D. João II, em 1487
Do Arquivo Nacional DA Torre do Tombo - Portugal.
SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO (Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, maço7)
"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso , de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos Os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi argüido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana Da Cunha, de quem teve três filhas, Da própria mãe teve dois filhos. Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinqüenta e três mulheres".
"O rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou por em liberdade aos dezessete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região Da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".
Marcadores: Natalidade, Povoador
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Tradição Portuguesa - Vinho dos Mortos
Museu vai preservar tradição do «Vinho dos Mortos»O «Vinho dos Mortos», um dos ex libris de Boticas, vai dispor de um pequeno museu que pretende preservar a história deste vinho, que é enterrado, e impedir a sua extinção, disse fonte da autarquia.
Actualmente, são poucos os viticultores que se dedicam à produção do «Vinho dos Mortos» nos moldes tradicionais e, para impedir a sua extinção, a autarquia e a Cooperativa Agrícola de Boticas (Capolib) estão a desenvolver um plano que passa pela recuperação e preservação deste produto.
O Repositório Histórico do «Vinho dos Mortos», obra que está a ser concluída na Granja, é uma das etapas desse plano e vai funcionar como uma espécie de «museu vivo», onde representa todo o processo de «fabrico» daquele néctar.
O nome do vinho pode parecer um pouco macabro mas deriva de um facto histórico ligado às invasões francesas.
Quando em 1809 as tropas francesas, comandadas pelo general Soult, invadiram pela segunda vez Portugal, o povo, com medo que estes lhes pilhassem as suas colheitas e outros bens, escondeu o que conseguiu.
Segundo a fonte da autarquia, o vinho foi enterrado no chão das adegas, no saibro, debaixo das pipas e dos lagares.
Mais tarde, depois dos franceses terem sido expulsos, os habitantes recuperaram as suas casas e os bens que restaram e, ao desenterrarem o vinho, até o julgaram estragado.
Porém, descobriram que estava muito mais «saboroso» e que «tinha adquirido propriedades novas».
«É uma vinho com uma graduação de 10 a 11 graus, palhete, apaladado, e com algum gás natural, resultante da fermentação no escuro e a uma temperatura constante», explicou à Agência Lusa o produtor Armindo Sousa Pereira.
Este pequeno viticultor é um dos poucos que, em Boticas, ainda produz o «Vinho dos Mortos» nos seus moldes tradicionais, de acordo com a técnica que já aprendeu com os seus pais.
Por ter sido «enterrado», ficou a designar-se por «Vinho dos Mortos» e passou a utilizar-se esta técnica, descoberta ocasionalmente, para melhor o conservar e optimizar a sua qualidade.
As cerca de mil garrafas que Armindo Sousa Pereira produz anualmente são enterradas em finais de Abril ou Março, no chão de saibro da sua própria adega e «até não precisa de ser a grande profundidade».
«O importante é que as garrafas fiquem enterradas», sublinhou.
Entre Julho e Agosto, as garrafas são desenterradas e o néctar fica pronto para beber.
O produtor diz que são muitos os turistas e apreciadores que se deslocam a Boticas de propósito para comprar uma garrafas deste vinho histórico.
Há alguns anos, o «Vinho dos Mortos» foi também um dos temas centrais que uma televisão japonesa gravou na região do Alto Tâmega.
E é esta tradição e esta história que o Repositório do Vinho dos Mortos pretende preservar e dar a conhecer.
Naquele pequeno edifício em granito vai ser colocado um lagar em pedra, alguns objectos ligados à produção do vinho e painéis descritivos desse processo e da história que deu origem à sua denominação.
O espaço exterior será também tratado, adornado com videiras em latada e possuirá em exposição alguns objectos relacionados com o vinho que possam ser mantidos ao ar livre, como tinas ou vasilhas em granito.
Diário Digital / Lusa
Marcadores: Tradição, Vinho dos Mortos
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
E o vencedor é......
Mais uma vez vence o terrorismo, o cancelamento do raly Lisboa-Dakar é mais uma vitória na guerra diária Ocidente/Terrorismo.
Como sabem, para garantir a realização deste evento também o (des)governo português teve de abrir e bem os cordões à bolsa. Com que dinheiro? Dos contribuintes. Nosso. Esse investimento tem um retorno, ou melhor, devia ter um retorno, na captação de turistas, publicidade ao nosso país, etc...Sem haver Dakar, não há retorno de investimento, mas também havendo o retorno nunca se vê, o cidadão comum não sabe o que é esse tal de retorno.
Seja como fôr, eu sou adepto de desportos motorizados e esta é uma noticia triste, talvez se o Raly tivesse como nome Paris-Dakar a história fosse outra, toda a gente sabe que os franceses nunca gostaram do facto da prova ter início em Portugal. Pode muito bem ser o princípio do fim do maior Raly do mundo, pelo menos conforme o conhecemos, a organização devia ter previsto isto e ter alternativas, os serviços de segurança franceses também deviam ter previsto isto mais cedo, incluindo os portugueses.
Outras teorias se levantam, existe a possibilidade da culpa ser da petrolifera francesa Total que, segundo fontes, desmobilizou os postos de abastecimento que tinha para a passagem do raly já á alguns dias impedindo assim qualquer possibilidade dos concorrentes conseguirem combustivel no deserto. Segundo ouvi numa entrevista com o director da revista Todo-o-Terreno a situação na Mauritânia era pacífica... ele veio de lá na sexta feira, o pior foi mesmo a Total retirar, mas depois também havia o problema das companhias de seguros, etc, etc...e pronto, o raly Dakar já era.
Marcadores: Dakar, Terrorismo
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Navios Portugueses - PEDRO NUNES (ex. Malange)
Paquete construído em 1889 na Inglaterra para a Mala Real Portuguesa, foi mais tarde vendido à E. N. N. sendo requisitado em 1916, para servir como cruzador auxiliar. Durante a guerra efectuou transportes de tropas para França. Foi abatido ao efectivo em 1923 e integrado na frota da Companhia Nacional de Navegação.
Marcadores: Navios Portugueses
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Ano Novo, mais do mesmo
Mais um ano, mais do mesmo, mais desgostos porque as alegrias andam pelas portas da amargura e eu não me entrego a festejos já lá vão uns bons anos.
A avalanche de notícias sobre o ano novo cansa de tanta repetição, enjoa de tanto festejo, revolta com tanta mudança anunciada.
Entramos no ano a saber que tudo é mais caro, onde está a novidade? Não é assim todos os anos?
Continua a bom ritmo a campanha de fundamentalização do estado por parte do governo, enquanto a ASAE fundamentaliza a asépsia e quer encerrar metade dos cafés e restuarantes, o governo junta ás anteriores medidas de proibição de cruxificos nas escolas e hospitais e outras medidas similares junta-se agora o abandono dos nomes de santos como nomes oficiais das escolas, ao pé disto a PIDE e o Estado Novo nem têm comparação.
O tabaco, como se sabe, foi proíbido na maior parte dos sítios, os fumadores vão começar a ser perseguidos enquanto os presos recebem gratuitamente "kits" para se drogarem á vontade no aconchego das suas celas, entre uma saida precária ou no fim de um dia de trabalho providenciado pelo estado fora das prisões, " Desempregados deste país, se querem emprego cometam um crime" será o novo slogam contra o desemprego para 2008.
Marcadores: Ano Novo
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Telemarketing - Vamos correr com eles
- É de casa do Sr Luis? - perguntam ao telefone
- É o próprio - respondo.
- Sr Luis, chamo-me.... e estou-lhe a telefonar para o convidar a assistir a... blá blá blaá... hoje às 18 horas.
- Com certeza. Posso levar um doce?
- Sr Luis. Não é necessário trazer nada. Basta o Sr. vir e trazer a sua esposa.
- Mas eu não gosto de ser convidado e não levar nada. Não fui assim educado. E ainda por cima a minha mulher acabou de fazer um doce excelente, e olhe que isto é coisa rara.
- Por isso, se não se importa nós levamos uns frasquinhos com doce. Têm pão, ou é preciso levar?
- Sr. Luis (pausa para suspiro) Trata-se de uma apresentação de um produto, para o qual estamos a convidar apenas pessoas seleccionadas e o Sr. e a sua esposa tiveram a felicidade de serem escolhidos.
- Bom, já percebi. É uma coisa assim mais formal, certo?
- Sim.- responde, com um suspiro de alívio.
- Nesse caso, o melhor é então levar uma garrafinha de vinho do Porto. E têm pão?
- Está a gozar comigo? - pergunta ela, irritada.
- Peço muitas desculpas se a ofendi, garanto-lhe que não foi essa a minha intenção. E se for uma garrafa de Champanhe, do verdadeiro? Sou também capaz de arranjar uma latinha de caviar, mas acho que é falsificado. Assim já serve? E têm pão?
- Se não quer vir bastava dizer, não precisava deste teatro todo. - reage a moça, irritada. - Agora é vossemecê que me está a ofender!! Se acha que nós não temos condições para ir à sua festa fina, podia ter dito logo! Eu e a minha mulher somos pessoas simples! (fungadela) Era com muito sacrifício que estávamos a oferecer o que de melhor cá temos em casa! (fungadela) E a senhora aparentemente acha pouco! (fungadela) Assim sendo, tenha uma muito boa tarde e espero sinceramente que tenha pessoas na sua festa, porque com esses seus critérios de selecção não sei se tal vai acontecer! (fungadela) ADEUS!
- Sr. Luis. Talvez eu não me tenha feito entender correctamente. Vamos começar do inicio. Pode ser? - Sim...(fungadela)
- Apenas queremos que o Sr. e a sua esposa venham conhecer o nosso produto hoje. Nada mais. Podemos então encontrarmo-nos às 18 horas?
- Ok...... Têm pão?
Marcadores: Humor
sábado, 29 de dezembro de 2007
Estamos cada vez mais perdidos
«O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: país está perdido!»
O PAÍS ESTÁ PERDIDO!
Isto foi escrito em 1871, por Eça de Queirós, no primeiro número d'As Farpas, o governo não terá vergonha de passados mais de 100 anos o país continuar perdido??
Marcadores: Eça de Queiroz
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Conceito de memória (2)
Nos últimos anos, e num crescente visível, parece cada vez mais pacífica a ideia de que a recuperação da memória e figura de Salazar, tanto no capítulo da sua figura e personalidade mas também no periclitante domínio da sua obra politica, social e nacional, passa pela divulgação e reactivação da verdade histórica dessa mesma memória sem mentiras nem aldrabices ou meias verdades.
Marcadores: Não apaguem a memória, Salazar
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Os três Cowboys

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
O PNR faz falta - Inscreve-te
A campanha "O PNR faz falta" visa garantir a inscrição de novos militantes no mais curto espaço de tempo. Os partidos políticos foram notificados pelo Tribunal Constitucional para provarem no prazo de 90 dias que têm pelo menos 5 mil militantes, sob pena de serem extintos nos termos da Lei n.º2/2003, de 22 de Agosto. Trata-se de uma lei injusta, que tende a calar a voz incómoda dos pequenos partidos. É uma medida imposta pelos partidos ditos grandes e fiscalizada agora pelos juízes conselheiros escolhidos por aqueles.
Apesar disso, o PNR tudo fará para angariar no prazo estipulado o número de filiados em falta. O partido tem registado um forte crescimento nos últimos meses. Diariamente chegam à sede novas propostas de adesão. Assim, com vista a atingir o número estipulado, a direcção do partido põe agora em marcha uma campanha nacional de novas adesões, sem pagamento de jóia e com isenção de quotas.
O nosso partido representa um número crescente de portugueses. Estamos seguros de que o PNR faz falta ao debate político. É a única voz que se ergue de forma clara em defesa da independência nacional contra a corrupção e os tratados reformadores. O PNR pretende apresentar aos Portugueses em 2009 um renovado programa político, com um conjunto de propostas para as diferentes áreas, da segurança à cultura, da política externa à saúde e à educação. Mais ninguém estará disposto a fazê-lo nos termos e com as soluções que o PNR apresentará. Propostas portuguesas para um Portugal português. Isto pode ser reconhecido mesmo por simpatizantes de outros partidos que, em defesa da livre expressão de ideias, se opõem à extinção judicial de um partido cada vez mais activo na vida portuguesa e no qual se revêem milhares de compatriotas.
Por isso, pedimos o empenho e a mobilização de todos. A meta das 5 mil inscrições está perfeitamente ao nosso alcance. Assim todos se mobilizem, assinem e levem a assinar a Proposta de Adesão, aqui.
Fonte
Marcadores: PNR
Livros - Mengele
Josef Mengele tinha um sonho: o aperfeiçoamento da espécie humana, melhorada através da ciência, como forma de alcançar o domínio supremo de uma raça superior. Para o capitão médico, responsável pelo campo de concentração nazi de Auschwitz de 1943 a 1945, este era, acima de tudo, um acto de dever para ser levado a cabo com total disciplina. Com um simples aceno de mão ou um movimento seco do bastão, Mengele seleccionava os prisioneiros chegados a Auschwitz: os que deviam trabalhar até à morte, os que seriam imediatamente gaseados ou os que serviriam de cobaias para as suas investigações médicas. Sem qualquer compaixão, Mengele efectuava as mais terríveis experiências com seres humanos, transformados em autênticas cobaias. A sua particular obsessão eram os gémeos. Depois de cinco anos de investigação, com acesso exclusivo e irrestrito a mais de cinco mil páginas de escritos íntimos de Mengele e fotografias inéditas, Gerald L. Posner e John Ware retratam a vida deste homem, do nascimento à morte. Separando os factos das lendas que existem sobre o mais famoso médico nazi, os autores recriam a vida do homem que se tornou na verdadeira personificação do mal; o «Anjo da Morte» de Auschwitz. Apesar de todos os esforços para o capturar, Mengele passou 35 anos da sua vida em fuga. Depois de muitas notícias sobre a sua eventual morte, faleceu aos 68 anos, no Brasil. Sem nunca ter sido julgado pela Justiça e sem nunca ter manifestado quaisquer remorsos pelos seus actos.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Navios Portugueses - GIL EANNES (ex. LANHECK)
DESLOCAMENTO: 3 712 toneladas
DIMENSÕES: 85 * 12,5 * 5,3 metros
ARMAMENTO: 2 peças de 76 mm; 1 de 65 mm; 4 de 47 mm
PROPULSÃO: 1 máquina de T.E. de 1775 H.P. - 1 veio = 12,5 nós
GUARNIÇÃO: 114 homens
Marcadores: Navios Portugueses
Qualidades da Alma Pátria
Marcadores: Alma Pátria, Teixeira de Pascoaes
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Juventude e educação, o hoje e o ontem
Os jovens do Estado Novo tinham objectivos concretos na vida, que eram, fundamentalmente, a procura da sua independência, que se queria cedo, através duma profissão remunerada que lhe permitisse constituir família o mais depressa possível e o mais cedo possível.
Não tinham dinheiro e sabiam que na vida, teriam que vencer pelo esforço e pelo trabalho e que a falta do esforço e do trabalho tinha, normalmente, consequenciais penosas.
A primeira perturbação deste universo foi provocada por uma crise dos valores tradicionais que a revolução de Abril destruiu e subverteu em libertinagem e falsa liberdade.
Os pais de família novos-ricos começam por não acreditar na família. A crise familiar é um mau exemplo que vem de cima, e dentro da maneira como se vivem as relações familiares actualmente, não é possível exigir da juventude que acredite nela como exemplo a seguir.
Mas não só: as actuais famílias apenas acreditam na ditadura do dinheiro, é a cultura do materialismo, e demitiram-se do resto, educação tradicional, valores, história, heranças, etc…
As pedagogias modernas insurgem-se contra os castigos aplicados ás más acções como forma de sanção disciplinar e os jovens têm consciência de que, pelo menos no seu universo familiar as acções são inconsequentes. As forças espirituais por sua vez, falam do pecado com muito pouca convicção e acabaram por criar muito mais situações de interrogação e de dúvida, do que de fé, de esperança e de confiança.
Eu não digo que eram boas todas as formas em que se vivia, mas digo que com a sua destruição era necessário substitui-las por outras iguais ou melhores.
Foi isso que não se verificou, se os esquemas de educação eram “repressivos” deveriam ter substituídos por outros que dessem aos jovens autonomia, independência e confiança em si próprios, o que se obteria em clima de maior rigor politico e de autoridade de estado que iria criar exigência e excelência.
A juventude moderna vive com demasiadas facilidades, os pais compram, com dinheiro e presentes, o afecto dos filhos que vêem fugir-lhes. Temos assim dois cenários: por um lado juventude beneficiada que passou a viver com o dinheiro que sobra dos bolsos de uma franja da sociedade que tem mais do que o necessário para as suas necessidades, e por outro lado uma imensidão de jovens oriundos de famílias carenciadas das grandes periferias que fazem da marginalidade forma de vida, roubando, matando e violando.
Uma facilidade que passou do dinheiro para os próprios comportamentos e que se pode notar pela diferença que vai entre uma juventude que se via lutar pela vida em qualquer trabalho, porque todos os trabalhos são honrados, para uma juventude que apenas se preocupa em viver excessivamente depressa e em completa desordem mental e física.
Estou convencido que a actual crise da juventude vem fatalmente da insegurança e falsas expectativas que se lhe criou e que esses factores, - a insegurança afectiva, ideológica, espiritual e morais, principalmente moral – que ela disfarça na dispersão em que anda e nas agressões que manifesta vem exactamente do amor que lhes falta, e que muitas vezes não receberam e que por isso não aprenderam a dar, e da confiança que perderam em quem lhes devia dar o exemplo – Os pais, filhos da revolução de Abril que tudo corrompeu com as falsas ideologias e promessas de liberdade utópicas.
Não cabe aos governos obrigar os pais e os educadores a darem os bons exemplos, nem os governos são as entidades mais indicadas para criar motivações, valores e relações entre as pessoas, que possam dar á juventude a confiança nos outros que lhe é necessária para crescer e criar novas gerações de Portugueses capazes de manter a tradição e valores únicos de uma Pátria com 860 anos de história.
Os governos podem e devem criar e assegurar as instituições de ensino, para os que quiserem aprender a valorizar-se e a valorizar Portugal.
Podem e devem criar instituições de cultura popular, de desporto, de ocupação de tempos livres, para os que delas quiserem beneficiar para dar á vida um sentido e uma razão.
Podem e devem assegurar a ordem pública, e sempre que ela for perturbada pela juventude ou seja por quem for. E poderiam, se isso fosse solução, submeter a juventude á disciplina do que se chama a “caserna jovem nacional”, onde os problemas da juventude se não põem, porque uma ordem nacional implacável não o permite.
sábado, 15 de dezembro de 2007
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Blog Identitário em destaque
Novo espaço na rede em destaque:
http://blogidentitario.wordpress.com/
Blog ID será um local de informação sobre as actividades dos identitários portugueses, mas também de todos aqueles que abraçaram o ideal identitário na Europa, assim como em países onde existem comunidades euro-descendentes. Ainda que actuemos localmente, o combate em curso é obviamente global.
Este blog pretende também ser uma Agora, o espaço aberto no qual os gregos clássicos debatiam os mais distintos assuntos, sempre desde a máxima elevação e respeito pelos intervenientes.
Frontal e directo, como é apanágio dos identitários, o Blog ID terá sempre por princípio basilar o mote: Os Nossos primeiro que os outros!
Em nome da democracia.
Edgar Hoover, que era amigo pessoal do director da PIDE, Major Silva Pais, escreveu um livro muito interessante, que intitulou Masters of Deceit, (Mestres da Fraude e da Impostura).
Edgar Hoover foi o fundador do FBI Americano e que tão relevantes serviços tem prestado á sociedade Norte Americana.
Transcrevendo o início do Capitulo 23 do Livro, temos:
« Algo inteiramente novo instalou-se na América, durante a geração passada; uma mentalidade comunista representando uma sistemática, intencional e consciente tentativa para destruir a Civilização Ocidental e fazer regredir a História para a era da crueldade bárbara e do despotismo, tudo em nome do "progresso". O mal é descrito como o bom, o terror como justiça, o ódio como amor, e obediência a ideologias estrangeiras como patriotismos.»
O comunismo ainda não acabou, pelo menos em muitas partes do mundo.
Em Portugal o comunismo tem cumprido a sua parte na missão. Noutras partes do mundo ainda mexe contribuindo para o estabelecimento do caos onde ele ainda não é total.
O que aconteceu em Portugal nestes últimos 30 anos é bem descrito, por exemplo, no excelente livro de George Orwell - "Animal Farm" - que em Portugal foi traduzido por "O Triunfo dos Porcos", com grande propriedade...........
O que querem impor em Portugal e no resto do mundo também foi previsto por Orwell na sua obra de nome "1984"
Os comunistas mais espertos que querem, sem nada produzir, viver á custa dos que trabalham, passaram-se para o Socialismo, ou seja, para o PS, um sistema de partido aparentemente mais moderado e mais receptivo aos aproveitadores da "democracia" e "liberdade" falsamente apregoada desde o 25 de Abril. Todas as calamidades caíram então em cima deste país, hoje pobre, «onde a terra acaba e o mar começa».
Sendo mestre da fraqueza humana o inimigo soube explorar a nossa vaidade, assim como na fábula de La Fontaine a Raposa explorou o Corvo:
«É fama que estava um corvo
Sobre uma árvore pousado
E que no seu forte bico
Tinha um queijo atravessado
Pelo faro, aquele sitio
Veio a Raposa matreira
A qual, pouco mais ou menos
Lhe falou desta maneira:
Bons dias meu lindo Corvo.
És a glória desta planura
És outra Fénix se acaso
Tens a voz como a figura
A tais palavras o corvo
Com louca estranha afoiteza
Para mostrar que é bom solfista
Abre o bico e solta a presa
Lança-lhe a mestra o gadanho
E diz-lhe: Amigo aprende
Como vive o lisonjeiro
Á custa de quem o atende
Esta lição vale um queijo
Tens destas para teu uso
Grasna então consigo o corvo
Envergonhado e confuso:
Velhaca, deixou-me em branco
Fui tolo em fiar-me nela
Mas este logro me livra
De cair noutra esparrela»
O corvo aprendeu a lição e ficou envergonhado. Os abrileiros não aprenderam a lição, não ficaram envergonhados e não vão cair noutra porque já não têm onde cair.
Só que na queda arrastaram uma Nação inteira que desde o Minho a Timor, anda agora a estender a mão á caridade.
Assim o disse uma senhora portuguesa, com a coragem que falta a muitos homens, num teatro de Lisboa, em 1979:
".......Só vejo ambições e ânsias de poder
Traições e mais traições, meus filhos a sofrer
E com a alma em sangue ouvi dizer
Que esta terra de Santos, Heróis, Navegadores
É também a de invejosos, gatunos e traidores"
Uma mentira insistentemente repetida torna-se verdade. Portugal acredita que tudo se passa em nome da democracia.
Marcadores: Democracia
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
1º dia do fim de Portugal - Necessita-se uma Revolução
O diccionário apresenta a seguinte definição para o termo Corja: grupo de indivíduos grosseiros, vis, de má índole; canalha, súcia, malta. A próxima atualização do dicionário certamente incluirá mais uma: "assinantes do Tratado de Lisboa"
Neste dia negro para Portugal, quando os Jerónimos tiveram de albergar tamanha corja de federastas, relembremos algumas palavras cheias de actualidade:
«Estamos deste modo na encruzilhada fatal da nossa história moderna. O que está em causa é a própria sobrevivência da Pátria. Já agora anda por aí um Cristóvão de Moura pederasta a querer vender-nos a Castela. Parece que, sem o Ultramar, ficámos sem Norte — e, para não naufragarmos temos de ser capazes de nos reprojectar no futuro, achando os caminhos da nossa própria redenção.
Destruindo tudo, que, ao menos, ao construir-se de novo, se construa sólido. Não parece que seja no recomeçar dos velhos erros que se achará a levedura necessária para refortificar a todos.
Voltamos dolorosamente ao que nos perdeu. Mal saídos ainda dum regime autoritário e centralizador gerado nos desmandos e na impotência da partidocracia, logo voltamos ao sistema incapaz. Vamos perder-nos de novo e perder as liberdades instrumentais onde se tempera a liberdade essencial.
Não seremos nós capazes de encarar a vida política portuguesa em função da realidade portuguesa? Não seremos nós capazes de revolucionar Portugal sem macaquear as revoluções estrangeiras — e sem cair nas «originalidades gonçalvistas»?
O 25 de Abril pôs em causa toda uma estrutura de poder monoárquico que, vivendo de um homem, vivia enquanto vivesse o homem — onde do seu génio. Os termos em que, dia a dia, vai evoluindo a Revolução põem em causa tudo o que se recuperou do essencial, depois de se ter perdido quase tudo. Vamos voltar a 1926? E recomeçar tudo de novo? Este é o tremendo desafio que nos lança a História: — ou nos entendemos todos para redescobrir Portugal, refazendo-o — ou deixaremos de ser; ou tomamos consciência dos perigos que se nos deparam — ou perdemos a Soberania.
Haveremos de reconstruir a Pátria nova dentro duma Revolução: isto a que estamos a assistir é apenas uma reprise. Não será assim que nos salvaremos.»
Manuel Maria Múrias
(In A Rua, n.º 4, pág. 12/13, 29.04.1976)
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
História da Luftwaffe e outras curiosidades
Durante os últimos meses da II Guerra Mundial, a superioridade numérica dos Aliados tornou-se tão evidente que apenas a 8ª Força Aérea norte-americana possuía cerca de 1.500 caças a mais que toda a Luftwaffe.
Além disso, a USAAF contava ainda com a 9ª e a 15ª Forças Aéreas prontas para entrar em operação a qualquer momento, se necessário!
Este site é dedicado à memória de todos os pilotos, tripulantes e soldados da Luftwaffe que lutaram até o fim em defesa de sua Pátria, mesmo sabendo que tratava-se de uma causa perdida.









