Nas tabernas enfumaradas de Munique, nos anos vinte, um punhado de homens protege os oradores de um novo movimento: o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães.
Na noite de 30 de Janeiro de 1933, quando Adolf Hitler é eleito Chanceler do Reich, são já cerca de 50.000 e ostentam, nos seus bonés negros, a caveira de prata.
Serão 100.000 a servir nas Waffen SS, em princípios de 1940, e 1 milhão, conco anos mais tarde, quando do «Crepúsculo dos Deuses». Vindos de mais de 30 nações da Europa, esses voluntários constituem um verdadeiro exército, que só obedece às suas próprias leis.
Durante 5 anos, batem-se sob a Bandeira Negra, suscitando o entusiasmo e o ódio. Matam e são mortos.
O chefe deles, Heinrich Himmler, exige que sejam ao meso tempo temerários e implacáveis.
Serão, até ao fim, soldados políticos, que prolongam, pelo ferro e pelo fogo, em todos os campos de batalha de um mundo em ruinas, o combate da Ordem Negra.
«Quero - dizia outrora Adolf Hitler, em Nuremberga -, uma juventude violenta, dominadora, incorruptível, corajosa e cruel. Suportará o mal e não terá qualquer fraqueza. O seu olhar será o de um animal selvagem, livre e indomável. A minha juventude será forte e magnífica. Será hábil em todos os exercícios físicos. Farei desaparecer milhares de anos de domesticação. Quero ter o puro e nobre produto da natureza. É com esse material que farei o mundo. Não quero uma educação de intlectuais; a ciência estragou a juventude. Deve aprender a dominar e a vencer as epreensões da morte. Eis a justa medida de uma juventude heróica»
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Livros - As Waffen SS
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terça-feira, 21 de outubro de 2008
O foco da Crise
América do Norte, os "States", cabeça e garante do capitalismo selvagem e imperialismo arrogante, berço e sede das multi-nacionais mais "multi-nacionais"; onde o modo de funcionar de um sistema, com os seus mecanismos e processos, deu, e de certo modo ainda dá, a impressão de estarem lá localizados os fios mais ou menos invisiveis das "marionetas" do grande espectáculo do capital acumulado e desperdiçado, procurando lucro e acumulação, procurando onde encontrar lucro à medida da acumulação, crescendo a acumulação por forma a que o lucro, para ter a sua medida, se busca em prácticas e especulações a crescerem com a mobilidade dos capitais acumulados e à deriva. A inflação, as crises monetárias do Dolar, as despesas que parecem sem sentido, os Estados (isto é, em cada país, todos nós) a suportarem durande décadas as despesas e os não ganhos de alguns para que esses possam continuar a encontrar taxas de lucros compatíveis com os capitais acumulados e que não têm outro sentido que não seja o de promover maisor acumulação.
Para a frente, América, para a frente USA, acumula, acumula.....até rebentar.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Para todos os homens e rapazes
Nesta era dos jogos de computador e dos telemóveis, deve continuar a haver um espaço para as brincadeiras interminaveis, para as casas na árvore, para as histórias do mar e dos piratas, dos navegadores e aventureiros, histórias de incrivel coragem dos nossos antepassados. A única coisa que dizemos todos da nossa infância é que nos parece que na altura tinhamos mais tempo para tudo, ora os Domingos continuam lá, e os enormes Verões - que continuam a ser enormes - também, se soubermos olhar bem para eles e retirar do tempo prazer de viver.
O crescimento de um rapaz é sobretudo feito de curiosidade e nestes tempos conturbados de incertezas e hesitações, tanto homens como rapazes têm prazer, mas sobretudo, necessidade, de ler histórias como a da viagem de Vasco da Gama para a India, as viagens de Diogo Cão a progredir na costa africana, as batalhas na India portuguesa, Malaca, Ormuz, Afonso de Albuquerque, a batalha de Diu, as histórias devem ser contadas e recontadas senão as memórias delas vão morrendo aos poucos.
As histórias de coragem podem ser lidas como aventuras apenas, ou talvez como inspiração, exemplos de actos extraordinários feitos por pessoas comuns ou não.
Será antiquado? Depende. Os homens e os rapazes de hoje continuam os mesmos, ou deveriam continuar, e ainda se interessam pelos mesmos assuntos, se bem que esses assuntos estejam disfarçados pelo modernismo.
Rapazes, não se preocupem com a genialidade, nem se preocupem por não ser espertos. Acreditem sobretudo no trabalho árduo, na perseverança e determinação. O melhor lema para uma longa caminhada é: Não refiles. Segue em frente.
O teu futuro está nas tuas mãos. Nunca duvides disto. Não sejas convencido. O rapaz convencido, como o homens convencido, não tem muito mais de consiga fazer. É um fala barato que gaba a sua mercadoria banal. É sempre a lata vazia a que faz mais barulho. Sê honesto, bondoso e leal. Lembra-te que o mais dificil é aprender a não ser egoista. E esta é uma das melhores qualidades de um homem.
Ama a Pátria, os campos e as serras até perder de vista
Mantêm-te saudável, de corpo e de espírito
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Magalhães - O mais escandaloso golpe de propaganda do ano
O Sócrates tem vindo a revelar do que é capaz, este homem é perigoso e a máquina Socialista é feroz, vejamos:
Os noticiários têm vindo a abrir, e a incluir muitas peças, com pompa e circunstância, anunciando sucessivamente o lançamento do 'Primeiro computador portátil português', o 'Magalhães'. A RTP refere que é 'um projecto português produzido em Portugal' A SIC refere que 'um produto desenvolvido por empresas nacionais e pela Intel' e que a 'concepção é portuguesa e foi desenvolvida no âmbito do Plano Tecnologico.' Na realidade, só com muito boa vontade é que o que foi dito e escrito é verdadeiro. O projecto não teve origem em Portugal, já existe desde 2006 e é da responsabilidade da Intel. Chama-se Classmate PC e é um laptop de baixo custo destinado ao terceiro mundo e já é vendido há muito tempo através da Amazon. As notícias foram cuidadosamente feitas de forma a dar ideia que o 'Magalhães' é algo de completamente novo e com origem em Portugal. Não é verdade. Felizmente, existem alguns blogues atentos. Na imprensa escrita salvou-se, que se tenha dado conta, a notícia do Portugal Diário: 'Tirando o nome, o logótipo e a capa exterior, tudo o resto é idêntico ao produto que a Intel tem estado a vender em várias partes do mundo desde 2006. Aliás, esta é já a segunda versão do produto.' Pelos vistos, o jornalista Filipe Caetano foi o único a fazer um trabalhinho de investigação em vez de reproduzir o comunicado de imprensa do Governo.
A ideia é destruir os esforços de Negroponte para o OLPC.
O criador do MIT Media Lab criou esta inovação, o portátil de 100 dólares...A Intel foi um dos parcceiros até ver o seu concorrente AND ser escolhida como fornecedor. Saiu do consórcio e criou o Classmate, que está a tentar impor aos países em desenvolvimento.
Sócrates acaba de aliar-se, SEM CONCURSO, à Intel, para destruir o projecto de Negroponte. A JP Sá Couto, que ja fazia os Tsumanis, tem assim, SEM CONCURSO, todo o mercado nacional do primeiro ciclo.
Tudo se justifica em nome de um número de propaganda política terceiro-mundista.
Para os pivots (ex-jornalistas?) Rodrigues dos Santos ou José Alberto Carvalho, o importante é debitar chavões propagandísticos em vez de fazer perguntas.
Se não fosse a blogosfera - que o ministro da propaganda Santos Silva ainda não controla - esta propaganda não seria desmascarada. Os jornalistas da imprensa tradicional têm vindo a revelar-se de uma ignorância, seguidismo e preguiça atroz.
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quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Livros - PORTO DO GRAAL
«Irrompendo do inconsciente dos povos, os mitos são as ‘notícias’ que nos chegam dos arquétipos inexprimíveis (...).»
Lima de Freitas
Lima de Freitas, pintor, escritor e ensaísta, foi, sem dúvida, um homem que esteve muito à frente do seu tempo e uma das personalidades mais notáveis do século XX português. Frontal a transmitir as suas ideias e reflexões sobre a sociedade moderna e a rica tradição mítico-espiritual portuguesa, ou mitolusista, se quisermos empregar o neologismo criado por ele próprio, nunca deixou de chamar a atenção para a existência da «Alma Lusa». Porém, não foi um nostálgico do passado, mas sim, protagonista efectivo na emergência do Novo Paradigma e no estudo da relação do «Portugal invisível» com a Europa telúrico-espiritual e com outras tradições culturais da humanidade.
«Tudo o que a Revolução Francesa e, depois, o Positivismo de Augusto Conte e as teorias marxistas nos trouxeram tende a dissolver-se no dealbar da Nova Era. Esse mote que viciou, escravizou a mentalidade dos homens do Poder, embotando--lhes a capacidade de se identificarem com o Povo que também são, (...) há-de esbater-se (...) na poderosa muralha dos Mitos Lusos. (...)(...) Portugal não tem razão para se envergonhar perante as restantes nações da Europa. Pelo contrário, temos muito para ensinar-lhes, para dar-lhes. Isso é um pouco o Império do Espírito Santo. [A Missão a cumprir] tem a ver com as nossas qualidades maiores: a fraternidade humana que temos arreigada; a ideia de universalidade; o desenho do Quinto Império (...).»
Lima de Freitas
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Anti-Moderno pois claro
Sou um homem do século XIX e não do século XXI, o que não quer dizer que seja menos atento que os actuais.
Proclamo-me anti-moderno, a modernidade apenas trouxe regressão e miséria, infelicidade e analfabetismo, basta olhar a vida e a actualidade por outro prisma, senão repara
em, o que é que a modernidade trouxe de bom? Podem dizer imensas coisas, desde a saude á educação, eu penso exactamente o contrário, não é mais feliz quem vive mais mas sim quem vive melhor e mais feliz com a vida que conhece, e por isso quem antigamente vivia apenas 50 anos e morria de cancro sem saber que o tinha morria mais feliz do que aquele a quem lhe é diagnosticado um cancro e passa os próximos 2 ou 3 anos nos hospitais a fazer tratamentos dolorosos com tudo o que isso acarreta em termos familiares e pessoais, dor, angustia, impotencia, para no fim morrer de igual forma e muitas vezes de maneira pouco digna, é a morte antes da morte.
A modernidade trouxe-nos o fundamentalismo ecologico derivado á loucura poluidora mundial que por sua vez deriva do capitalismo selvagem.
As saudades que eu tenho de ver os antigos da minha terra, hoje infelizmente quase todos mortos, passarem na minha rua com as suas carroças de bestas a caminho das suas hortas de onde retiravam o sustento do dia a dia, couves, batatas, alhos, cebolas, feijão e fruta, num cantinho o sitio dos animais, um porco ou dois na engorda juntamente com a criação de galinhas, coelhos, codornizes e pombos, o homem era independente e feliz nesses tempos porque em ultimo caso não dependia de patrões para comer, não tinha créditos a pagar no fim de cada mês, não tinha preocupações com empréstimos e podia apreciar as coisas boas da vida enquanto enrolava um cigarro de onça no fim de cada dia na conversa de taberna entre iguais a bebericar um copo de vinho da região ou um medronho caseiro sem a fiscalização da ASAE.
Hoje em dia se deixarmos um qualquer miúdo de 30 anos sem trabalho e sem rendimentos de qualquer espécie ele ou vai roubar, mendiga ou morre de fome ou doença relacionada, tudo porque nem sabe cultivar para comer.
Sou anti-moderno porque defendo tradições ancestrais completamente incompativeis com os actuais padrões do politicamente correcto.
A modernidade trouxe-nos uma educação que raia as fronteiras do absurdo, no país onde á apenas 40 anos se aprendia em 4 anos a ler e escrever correctamente o português, onde se aprendia a geografia nacional e mundial, onde se aprendia matemática para a vida, onde se aprendia moral e bons custumes, a escola era de onde saiam os homens e mulheres formados para a vida em apenas 4 anos, aprendia o burro e o inteligente, o rico e o pobre, basta pensar nisto e olhar a rebaldaria que é hoje a escola portuguesa para vermos que regredimos alguns séculos na educação dos nossos filhos, daqui a 30 ou 40 anos não teremos pessoas válidas para governar este pobre país, a educação actual é uma anedota, os professores, que deveriam ensinar e educar, estão atolados em papelada e borucracia, não há tempo para ensinar nada a ninguém, foram transformados em bodes espiatórios da incapacidade do (des)governo em formar e educar as nossas crianças, as velhas escolas do Estado-Novo, com toda a sua simbologia e formalismo foram transformadas em réplicas ridiculas dos modelos estrangeiros, clones de sistemas que não são os nossos, décadas de desenvolvimento de um sistema escolar com provas dadas foram simplesmente deitados fora pelo cano abaixo, nem os próprios edificios escaparam a esta febre transformadora liderada há muitos anos pelos Socialistas onde Sócrates é o expoente máximo da doutrina anti-escolar, os lindos edificios escolares do Estado-Novo têm sido vendidos e cedidos ao desbarato, não raras vezes a estrangeiros que os transformam e separam da sua traça arquitectónica tradicional e tão caracteristica, outros têm sido cedidos a organizações esquerdistas de ambientalistas e outros grupos anarquicos, é como passar uma esponja sobre a memória colectiva de várias gerações de portugueses e portuguesas, é como entregar a milhões de pessoas um atestado de incompetência geral.
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As ovelhas negras
Eu penso que o PNR, embora tivesse mais por onde pegar, faz bem em recordar ás pessoas o problema da imigração e faz bem em promover desta forma o debate sobre o tema, embora á partida se a ideia tem origem no PNR fica logo condicionada.
Não devemos fazer de um tema simples uma ideia complexa, Portugal tem as portas escancaradas e qualquer um cá entra com os mais diversos prepósitos, desde roubar a servir de econderijo provisório todas as intenções são válidas, aos olhos dos estrangeiros o país serve para tudo nos dias que correm.
As fronteiras deviam ser fechadas e deviamos sair da porcaria que é o chamado espaço schengen, só a pronúncia disto me dá azia, é claro que isto nunca será possivel com este (des)governo, e não concordo com a ideia que alguns imigrantes fazem falta a Portugal, só faz falta quem está, e se querem lamentar a falta de alguem lamentem-se dos portugueses que já morreram por causas directamente relacionadas com a imigração legal e ilegal.
A permanencia de estrangeiros em território português é devassa das tradições nacionais, é causa de desemprego na directa relação em que podemos pensar que um posto de trabalho ocupado por um estrangeiro podia ser ocupado por um português, mas isso já é causa de mais discussão porque o português actual não quer um trabalho, quer um emprego, o que são coisas diferentes.
Mas o problema da imigração tem diferentes pontos de vista, visto da província onde me encontro, com muito orgulho por sinal, o problema tem de ser visto se forma diferente daquela que é vista nas grandes cidades, um pouco por todo o país o estrangeiro imigrante tem vindo a impôr-se ostensivamente ás populações locais de forma gradual mas objectiva, como que programada, o caso dos Alemães no interior é um caso exemplar desta forma de integração forçada a que me refiro, com eles vieram um sem número de problemas e vivencias tóxicas e desconhecidas para as populações do interior português, é a droga cultivada, é a indumentária diferente, o aspecto fisico diferente, é a cultura anglo-saxónica que tem uma componente tolerante que eu considero prejudicial e contra natura ás origens e cultura portuguesas.
Nos ultimos anos o estrangeiro tem vindo, pouco a pouco, a deixar o isolamento da serra para se imiscuir nas vilas e aldeias, como?, comprando casas tradicionais já no interior das aldeias e lugares do interior para a seguir construir o que lhes apetece sobre as ruinas daquelas que já foram casas de felizes familias portuguesas, onde é que fica a arquitectura tradicional portuguesa nesta situação?
Por quanto tempo mais temos de levar com estas aberrações em cima? Isto está a tornar-se um autêntico cavalo de Troia que tem de ser travado o quanto antes, penso que devemos todos, nos nossos contactos diários com os estrangeiros, transmitir um sentimento de mau estar pela sua presença, tratá-los mal, tratá-los de forma a que sintam que não gostamos deles, que sintam que não são bem vindos no nosso país.
O caso dos africanos então é de gritar aos céus, pensar que fizeram uma guerra terrorista contra nós nas nossas províncias ultramarinas para nos expulsar e agora vêm para cá como se nada fosse com eles é qualquer coisa de absurdo e intoleravel.
Por tudo isto eu apoio a iniciativa do PNR, embora como eu já disse antes, haveria mais por onde se pegar no estado em que o país está.
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segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Liga dos Últimos - Identidade e Resistência
Depois de ter visto no passado fim-de-semana as queixas ao Provedor do Telespectador da RTP por causa do programa "A Liga dos Ultimos", não posso deixar de afirmar o meu apoio e admiração pelo referido programa e repudiar todas as criticas efectuadas e o tempo de antena dado a algumas pessoas para expressarem os seus fracos argumentos contra os conteúdos exibidos no programa.
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sábado, 20 de setembro de 2008
Reflexão diária
Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos, outros porém, antes mesmo de os ouvirmos já sabemos que são mesmo burros
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Leituras no pós 11/9, para compreender o mundo actual
A procura da verdade é urgente mas cada vez mais difícil. A mundividência empacotada que as televisões e os jornais nos oferecem e fazem entrar á força casa dentro está adulterada; o excesso de informação dos dias de hoje é um novelo infinito de teorias de tudo para todo o gosto. Podemos, dada a finitude da vida humana, não ser capazes de aceder a verdades metafísicas (se é que elas existem) mas tal não se aplica a factos efectivos. Acreditamos na capacidade mas acima de tudo no direito que temos para aceder á verdade empírica acerca dos factos históricos, sociais, económicos e políticos que determinam e condicionam directamente a forma como vivemos e encaramos o mundo.
Para quem deseja saber um pouco mais acerca dos mecanismos conspirativos pelos quais toda a humanidade é hoje controlada, e para que nenhuma teoria da conspiração corra o risco de incorrer em devaneios ociosos, recomendo a leitura de quatro livros essenciais:
"ADMIRÁVEL MUNDO NOVO” de Aldous Huxley,1932:
Obra de ficção onde o autor descreve uma sociedade futurista que reflecte o seu desencanto com o mundo industrializado. Huxley, lança o alerta para a potencial ameaça que o progresso tecnológico representa para os direitos civis mais básicos dos indivíduos. Pensámos que nem mesmo Huxley, alguma vez previu que as profecias que imaginou em 1932 para o ano de 2500, começariam a realizar-se tão rapidamente. O mundo novo descrito por Huxley é um mundo sem valores humanos fundamentais, os indivíduos são criados em série e todos ocupam o lugar que lhes foi atribuído numa sociedade mecanizada. Em 1949, Huxley afirmava: “Na próxima geração, acho que os senhores do mundo descobrirão que o condicionamento infantil e as narcopsicoses são mais eficazes como instrumentos de governo do que os garrotes e os calabouços (...) e que a avidez de poder pode ser saciada tão cabalmente se através da indução, se conseguir que as pessoas amem a sua escravidão...”
“1984” de George Orwell,1945:
Nesta obra de ficção, escrita em 1945, Orwell descreve um estado futurista onde uma sociedade hiper vigiada não conhece o conceito de liberdade. Esta obra inspirou o famoso reality show televisivo “BigBrother” onde um grupo de pessoas se submete á vigilância permanente de todos os seus actos. Num olhar atento pela conjectura hodierna facilmente se percebe a relação directa entre a disseminação do medo global e a progressiva perda das liberdades individuais em nome da segurança. Com isto fica claro que “1984” não é um mero romance de ficção política mas a expressão da inteligência visionária de George Orwell. Um alerta para todos. Obrigatório.
“DESMANTELAR A AMÉRICA” (Ensaios de Lisboa) de Oswald le Winter, 2001:
Oswald le Winter, para além das inúmeras missões que cumpriu como espião para o governo dos Estados Unidos, trabalhou para a CIA entre 1965 e 1995. Foi chefe do ITAC na NATO e ascendeu a major-general no Exército. Em 1988 denuncia os crimes da CIA e em 1998 é condenado á prisão por alegada fraude numa operação conjunta entre a CIA, o FBI e o MI-6. Está exilado em Lisboa desde 2000. No final de 2001, publica exclusivamente em língua portuguesa “Desmantelar a América”, com seis edições em apenas dois meses. Ao contrário das obras de Orwell ou Huxley, esta obra de Oswald não é ficcional mas sim reveladora das tramas reais com que actualmente os “senhores do mundo” manipulam a nossa vida nas suas mais variadas dimensões. “Desmantelar a América” expõe os mecanismos essenciais das agências governamentais dos Estados Unidos para a protecção e expansão de um Império em que, os valores éticos da Constituição democrática apenas servem de pele de cordeiro para encobrir um lobo voraz.Entre as inacreditáveis revelações deste livro, o destaque vai para a acusação da implicação da CIA no caso Camarate e para a teoria sobre a participação dos serviços secretos americanos na execução dos ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001. De leitura Obrigatória.
“DEMOCRACIA E SECRETISMO” ( Mais Ensaios de Lisboa) de Oswald le Winter, 2002:
Oswald le Winter volta á carga para dizer o que não foi dito em “Desmantelar a América”.Na Segunda parte das crónicas de Lisboa, são desvendados pormenores inéditos acerca dos atentados de Oklahoma e dos assassinatos de John F. Kennedy, Malcom X e Martin Luther King. A tese que atribui á administração Bush a execução do11 de Setembro é aqui reforçada com argumentos sóbrios e de inegável validade. Na descrição da capacidade holística do sistema ECHELON e do funcionamento dos satélites espiões, são expostos factos que elevam de vez George Orwell ao panteão dos visionários. Porque razão os Estados unidos são o maior supermercado de armas biológicas? Quem lucra com os assassinatos dos direitos civis no ocidente? Qual o interesse real da guerra da América ao Islão? Quais os portugueses que pertencem á poderosa Sociedade Bildberg? Para conhecer a resposta a esta e a outras perguntas, leiam o livro!
Ler atentamente cada um destes livros é ampliar a consciência, é abrir os olhos para lá das aparências e dos factos superficiais! É ser politicamente incorrecto.
A liberdade passa pela informação e a ignorância é uma forma de submissão ao sistema vigente.
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quinta-feira, 11 de setembro de 2008
11/9, Sete anos depois, verdade ou mentira?

Num tempo de fraude universal dizer a verdade é um acto revolucionário.
George Orwell
O maior e mais opressivo império na terra é o império anglo-americano. Por este queremos significar o Império Britânico, do qual os Estados Unidos da América são uma parte. Foram os homens de negócios judeus do Império anglo-americano que estabeleceram e têm mantido os Grandes Negócios como um meio de explorar e oprimir os povos de muitas nações. Este facto aplica-se particularmente às cidades de Londres e Nova Iorque, a fortaleza dos Grandes Negócios. Este facto é tão manifesto na América que existe um provérbio a respeito da cidade de Nova Iorque que diz: "os judeus são donos dela, os católicos irlandeses governam-na, e os americanos pagam as facturas."
Em A Declaração de Factos da Sociedade Torre de Vigia em 1933 na Alemanha Nazi
Carroll Quigley: The Anglo-American Establishment
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domingo, 27 de julho de 2008
Quintas da Fonte, por Mário Crespo
O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!"
"O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter.
"Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias.
Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência.
A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos".
Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos." A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.
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terça-feira, 22 de julho de 2008
Livros - Forcado
Livro FORCADO, da autoria de Joaquim Grave (texto) e Francisco Romeiras (fotografia).
Uma obra que trata essa figura tão lusitana de uma forma diferente, levando o leitor às origens dos jogos taurinos protagonizados pelos nossos antepassados, analisando a simbologia, a ética e a motivação dos homens que, em pleno século XXI, ousam bater as palmas a um toiro bravo sem qualquer outra defesa que a força dos braços e a generosidade do seu coração.
Ao longo de 240 páginas, de atraente grafismo, no formato 29x25 cm, em edição de capa dura, “FORCADO” descreve, no texto e em mais de 200 fotografias, os momentos que tornam mágico e arrebatador esse personagem tão especial, o Forcado.
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sexta-feira, 4 de julho de 2008
Mais um....É fartar vilanagem!!
Marques Mendes - Novo Pensionista !
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segunda-feira, 30 de junho de 2008
Livros - Assim Matam os Portugueses
Porque somos Portugueses e porque somos humanos, individuais, únicos, porque todos temos uma história, conhecemos uma situação, apeteceu-nos agir, fazer, actuar, queremos vingança, justiça, a sede de sangue, a vertigem do crime, a bebedeira das emoções, um tiro de caçadeira ecoa nos montes, uma lâmina brilha no escuro, um momento, uma fracção de segundo transformada em eternidade, para o bem e para o mal.
A história de qualquer homicídio é a história das pessoas que morrem, das pessoas que matam e das que tentam encontrar os responsáveis pelo crime. São histórias de crimes cometidos por dinheiro, por ciúme, por loucura. As armas são pistolas, caçadeiras, facas ou as próprias mãos. Os assassinos são homens e mulheres, novos e velhos. Desde o pacato cabo da GNR que matou três raparigas, ao reformado que um dia assassinou metade de uma aldeia e se suicidou, passando pelo famoso caso da Praia do Osso da Baleia e pela sucessão de mortes ligadas aos estranhos negócios da noite do Porto. A psicologia do assassino é um mistério difícil de desvendar. Mas será que os portugueses têm um modo especial de matar?
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quinta-feira, 15 de maio de 2008
LIvros - PORTUGAL - TESOURO ESPIRITUAL DA EUROPA
Este livro aborda os grandes temas da riquíssima tradição simbólica e espiritual portuguesa abordada por um dos grandes pensadores europeus.
O Culto do Espírito Santo, o mito Fundador de Portugal, a criatividade popular, as raízes pagãs da cultura lusitana, são alguns dos temas focados de forma magistral por Gilbert Durand.
Em anexo é inserida correspondência inédita entre Gilbert Durand e Lima de Freitas.
Gilbert Durand é um dos grandes filósofos e autores de temas espirituais e míticos dos últimos 40 anos a nível mundial.Uma figura estrangeira que aborda a cultura portuguesa.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Luftwaffe Aircrew Reenactors
The Luftwaffe Aircrew Reenactors Association is an international network of living historians and reenactors who bring life to the study and recreation of the German combat aviator of the Second World War.
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sexta-feira, 25 de abril de 2008
34 anos de traição
«Desde a data de Nossa Fundação, 5 de Outubro de 1143, que Portugal sofreu mudanças que passaram pela ribalta mundial aos dias desastrosos de crise que vivemos hoje. Lutando contra os mouros nossos Homens mereceram ser Honrados e seus nomes ficaram na história. Vencidas as tentativas de ocupação espanhola, que nos deixaram grandes marcas na Nossa História.
Os Descobrimentos foram o auge na Nossa História e todos devemos ter orgulho neste capítulo do Nosso País. Seguiram-se as invasões francesas, foi um momento de tristeza vivido pelos Portugueses, mas não nos deixamos cair e seguimos em frente. Portugal e as suas colónias eram um Grande Império e arrasavam nos quatro cantos do mundo. Caímos talvez em mãos erradas e fomos perdendo a potência que havia em nós. A Conferência de Berlim tirou-nos o título de Grande Império, mas continuamos em busca da vitória. Seguiram-se tempos de miséria e pobreza em Portugal e a Primeira Grande Guerra veio dar a Portugal um desânimo que só viríamos a ultrapassar muitos anos depois, com o aparecimento do Estado Novo.
Apesar do que dizem os “entendidos”, acreditamos que o Estado Novo foi o melhor regime de Governo para Portugal alguma vez visto. Não é que fossemos uma nação poderosa, mas éramos nós, sem dívidas nem pactos. Tínhamos as nossas colónias, os nossos rendimentos, o nosso povo, não necessitávamos de ajuda de outros países que só se interessavam nas Nossas riquezas. Éramos um país isolado, mas com orgulho!
Seguiu-se o 25 de Abril de 1974 e muita coisa mudou. Gente interesseira fez com que o Nosso Portugal caísse em mãos erradas e passamos a ser uma nação desunida e “violada” pelos países que se haviam apoderado de Nós. Democracia é a palavra a que eles apelidam os tempos, maus digam-se, em que vivemos. Fomos de “bestiais a bestas”, os desgraçados da Europa. Neste momento, com a “União” Europeia, somos um país carenciado e necessitado, tendo em quase tudo das piores estatísticas da Europa.
E agora questiono: Será que foi este o país que D. Afonso Henriques sonhou um dia vir a “ter”? Ou será que fomos “enterrados” com este regime democrático? Falando em democracia… Será que ela existe?
Partidos comunistas, uma ideologia sem o mínimo de credibilidade, são apoiados indirectamente, enquanto que, partidos Nacionalistas, que defendem os Ideais de Portugal e dos Portugueses, são escorraçados da Sociedade. Haverá a tão desejada liberdade de expressão?
Este texto, se chegado a alguém dos ditos democratas seria certamente um escândalo, mas se sair uma entrevista com algum comunista a dizer de suas ideias ninguém contestava e todos diziam “ámen” a tamanhas insanas palavras.
A imigração é um problema a resolver urgentemente. O País é Nosso! Vêm para cá gentes de outros países, de outras raças, que nada contribuem para a União do Nosso Povo. Neste momento há quinhentos mil desempregado e quinhentos mil imigrantes, ou seja, quinhentas mil pessoas que não entendem que o seu lugar não é aqui mas sim em qualquer parte do seu país. Será coincidência, ou negligência do Governo? Eu acredito, aliás, nós, Nacionalistas, acreditamos vir um dia a ter um país limpo e puro, onde toda gente será feliz e onde não haverão misturas culturais ou étnicas, seremos todos Portugueses.
O combate ao vandalismo, às drogas, à prostituição e a outros temas que nos afligem, dizem eles estar activo, nada vemos! Assim Portugal tem elevada taxa de criminalidade, de toxicodependentes, de prostituição… é preciso combater como deve ser esses cancros da Nossa Nação! Um dia o povo vai reflectir e vai ver do que Portugal precisa e assim vamos Renascer a Nação.
Acredito numa Pátria Poderosa, com gente que governará em prol dos interesses de Portugal.
Unidos Venceremos! »
Este texto podia ser mais um dos muitos existentes por aí , em blogs, em páginas de internet, mas não o é. Este texto foi escrito por um aluno de 14 anos, do 9º ano, no âmbito de um programa de "textos livres" a contar para avaliação ( a ideia parece boa ). No entanto, após a entrega deste trabalho, a professora chegou à brilhante conclusão que este texto não tinha sido escrito pelo aluno, devido ao conteúdo não ser o adequado, e devido a não ter erros ortográficos ( que os tem, mas ela não os viu ). Ao que parece vai reunir com outros professores para decidir o que fazer.... Eu pergunto, será crime uma pessoa dizer a verdade? Será crime uma pessoa ter orgulho no seu passado ? Será que se a pessoa em questão escrevesse um texto sobre a antiga União Soviética ou sobre Cuba este seria censurado ?
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quinta-feira, 17 de abril de 2008
Livros - Reconquista Cristã
O Museu Militar e a Ésquilo edições e multimédia vão proceder ao lançamento do livro «Reconquista Cristã – Nas Origens de Portugal» da autoria de Pedro Gomes Barbosa, historiador e coordenador de história medieval da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que terá lugar no Museu Militar, largo dos Caminhos de Ferro (em frente à estação de St.ª Apolónia), em Lisboa, terça-feira, 22 de Abril, às 18h30.
A apresentação estará a cargo do Prof. Doutor Hermenegildo Fernandes, medievalista e docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. O Coronel Manuel Ribeiro de Faria, director do Museu Militar, presidirá à sessão.
Pedro Gomes Barbosa
In «Nota Prévia»
terça-feira, 8 de abril de 2008
Navios Portugueses - Liz
Mandado construir na Itália por intermédio do Governo Português para a Inglaterra, o LIZ foi entregue à M.G.P. em 20 - 12 - 1914. Em 31 - 5 - 1915 foi transferido para a Royal Navy em Sesimbra, tendo alterado o nome para ARNO. Afundou-se devido a uma colisão em 1915 .
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quarta-feira, 19 de março de 2008
Estado de Espírito
Desapareço a vapor
fico fechado ao lado
sentindo-me só
passando despercebido
À garrafa agarrado
o meu nome é ...
Desapareço ao teu lado
de fora fico a ver
As pessoas para onde vão?
Dentro dos autocarros
levados são levados
Comida por liberdade
O meu nome é João e vivo ao teu lado
O meu nome é Yuri do continente gelado
O meu numero é zero nesta democracia
Deixa-me pertencer eu quero pertencer-te
OIOAI e Xutos e Pontapés
Serve esta letra, e a música se assim o quiserem, para ilustrar o meu estado de espírito actualmente.
Não poderia estar mais triste, o meu país, ou melhor, o (des)governo do meu país, encarrega-se de colocar de parte pessoas capazes, válidas, úteis, trabalhadoras e honestas. Pessoas como eu!
É assim que me sinto ao ver ou ouvir as noticias dos telejornais, rádios e restante tralha informativa servida por lambe-botas.
O (des)governo da Rebública, na pessoa do palhaço titular da pasta da Agricultura, prepara-se para extinguir, por decreto, várias raças de cães......!!!!......sim, como se isso fosse a coisa mais normal do mundo e resolvesse todos os problemas. O tal palhaço da Agricultura deve ter andado a fazer provas de vinho a mais nos ultimos tempo, é a única explicação lógica que encontro.
Faz lembrar a proibição de porte e uso de armas de fogo, como se fossem as armas a matar as pessoas, pessoas matam pessoas, com armas ou sem armas, no caso dos animais os cães não são culpados, a ultima culpa será sempre dos donos dos animais, mas o (des)governo opta pelo mais fácil, a extinção das raças ditas perigosas, como se as outras o não fossem, ridiculo, isto não passa de uma manobra politica para que apenas as forças policiais passem a deter o exclusivo na posse de Rotweillers, por exemplo, e para finalizar ainda não percebi a razão pela qual os Pastores Alemães não estarem incluidos na lista.
Mas ao mesmo tempo, o tal (des)governo, que é do PS, supostamente os maiores defensores das liberdades e garantias dos cidadãos, os libertadores de Abril, prepara-se também para legislar contra os piercings e demais enfeites que alguns energúmenos teimam em colocar nos sitios mas recônditos do corpo.
Se em relação aos pobres animais já toda a gente viu que o (des)governo não vai recuar, infelizmente, em relação aos desvairados que por ai andam todos furados já toda a gente percebeu que vai ficar tudo na mesma.
Isto e mais do que por ai vem não é mais do que o reflexo da impotência do (des)governo face a um conjunto de situações para as quais não tem solução, como não se consegue resolver o que realmente faz falta então atalha-se caminho e bate-se no que se pode, ataca-se o que estiver á mão e proíbe-se o que calha, é a politica das "regrazinhas"
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segunda-feira, 10 de março de 2008
Gritos de Revolta
Revolta, indignação, verdade e frontalidade:
http://magudemagude.blogspot.com/
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Feliz e Contente
Corriam os anos da revolução da treta. Em 1975, com o país paralisado por bandalhos empenhados em promover e implementar o PREC, por entre quedas de governos, greves, fugas, nacionalizações, reformas agrárias, etc, eis que surge na televisão o senhor Contente e o senhor Feliz. Nicolau Breyner e um jovem, então desconhecido, Herman José.
terça-feira, 4 de março de 2008
Saudosos automóveis
Não sou nenhum especialista em assuntos hi-tec! Muito pelo contrário....Estou só pensando alto. Todas as mudanças que acontecem todos os dias têm-me feito pensar em carros, uma paixão que tenho, especialmente carros antigos!
Dizem que os automóveis de hoje são descartáveis. A chaparia parece feita de papel e todo o restante é de plástico, correcto, mas não é por isso que são descartáveis, os motivos são outros:
Quando eu era criança, nos ínícios dos anos 70, a minha familia tinha vários automóveis, Renault 4L, Fiats, Opel, Fordsons....etc, em pouco tempo os carros ficavam cheios de ferrugem, principalmente naqueles pontos críticos dos modelos: guarda-lamas, porta das malas, à volta dos vidros, embaladeiras, dentro das portas...etc. Quem ainda hoje possui um carros desses sabe do que eu estou falando, mas também sabe que tudo é reparável e recuperável.
Na minha opinião, os carros de hoje são descartáveis justamente por causa da alta tecnologia utilizada. Vamos comparar dois automóveis considerados antigos hoje, um fabricado em 1930 e outro em 1970. O que mudou? Basicamente nada! O design é diferente, a potência aumentou bastante, há mais conforto, mais segurança, mas a essência, o principio básico, é exactamente o mesmo. Ambos são movidos a motores a explosão, usam o mesmo combustível e nenhuma electrónica, ou computadores. E é exactamente esta simplicidade que fez com que ambos continuem existindo e funcionando até hoje. A sua manutenção ainda é possível! Isto é fantástico.
Daqui para frente, cada vez mais os automóveis terão componentes electrônicos e menos peças mecânicas. Como encontrar à venda em 2057, por exemplo, um módulo de injecção electrónica de um carro fabricado em 2000 ou 2010? Ou o sistema que comanda a caixa “tiptronic” fabricada em 2008? Não vai adiantar recorrer àquele velho amigo mecânico ou torneiro! Essa época acabou.
Além disso, há outra agravante: a oxidação. Circuitos electrónicos oxidam com imensa facilidade. Não vai adiantar aquela história de carro guardadinho na garagem anos a fio e tapado com uma capa. A electrônica certamente irá avariar pelo simples facto dos anos passarem, isto é desolador e revoltante.
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Navios Portugueses - Classe Douro
VOUGA (V) 31 -12- 1920 / 16 - 5 -1931
Marcadores: Navios Portugueses
A música que faz falta
Nos dias que actualmente atravessamos e nos dias que se adivinham, cada vez mais dá vontade de possuir um bom instrumento musical.
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Outros tempos, outras escolas, melhor ensino
«Singram de novo as lusas caravelas.
O vento da fortuna enfuna as velas...
Avante! Avante! Havemos de chegar!
Resplandece no céu a nova aurora!
Alguém encarna o Portugal de outrora,
A própria alma da Pátria: É Salazar!»
João Ilharco, professor do ensino primário, fez os versos para esta página que a Escola Portuguesa - Boletim do Ensino Primário Oficial - dedica a Salazar a 9 de Maio de 1935.
«...se tens saudades da escola sem doutrina moral, sem objectivos, sem intuitos constructivos, sem pensamentos e sem chefes, sem orientação e sem comando; se te não afazes à actividade dirigida, nem te conformas com a existência de uma fiscalização com sanções; se te seduzem outras vozes que não sejam daqueles a quem está confiado o dever de te guiarem e de te esclarecerem; se desejarias ensinar o que quisesses e como quisesses; se lamentas não poderes já conduzir os teus educandos ao alvedrio dos teus sentimentos pessoais, das tuas simpatias, das tuas inclinações ou das tuas paixões...
Nesse caso, dir-te-ei que não és um dos nossos, ainda mesmo que fales do 28 de Maio ou cantes hossanas a salazar!»
«Na hora mais grave, no momento em que a descrença principiava a apoderar-se dos espíritos ansiosos, um homem surgiu em Portugal, quase desconhecido e trazendo consigo, na sua bagagem, apenas o seu diploma de lente universitário. Quem era? poucos o sabiam. Entretanto, aqueles que com ele haviam privado e não eram muitos, apontavam-no como dono de uma inteligência rara, duma pertinácia desconhecedora de obstáculos, de uma vontade inquebrantável, duma serenidade apta para resistir aos sismos mais violentos, despenhados à sua roda resistências tenazes e traiçoeiras ou pela intriga dissolvente e mortal»
Escola Portuguesa - Boletim do ensino Primário Português, 1935
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Regresso ao futuro
«A economia liberal que nos deu o super-capitalismo, a concorrência desenfreada, a amoralidade económica, o trabalho-mercadoria, o desemprego de milhões de homens, morreu já. Receio apenas que, em violenta reacção contra os seus excessos, vamos cair noutros que não seriam socialmente melhores.
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Nobre Raça Rottweiler
Foi com um misto de indignação, tristeza e revolta que li o editorial da Sábado de 21 de Fevereiro de 2008.
Nele vi apenas mais um vil ataque cerrado da comunicação social contra a nobre raça de cães Rottweiler, neste caso da revista Sábado, mas poderia ser de qualquer órgão da comunicação social portuguesa como tem acontecido concertadamente sempre que existe algum incidente envolvendo cães desta raça.
Todos os cães mordem, todos os cães podem ser e são, em teoria e em potência, um perigo e uma ameaça, mas não vejo este tipo de ataques contra mais nenhuma raça de canídeos, nem contra Pastores Alemães, nem contra Buldogues, nem contra os cães de fila de diversas origens, nem mesmo contra os temidos Pitbulls, mais nenhuma raça de cães consegue esta triste exposição mediática sempre que acontecem incidentes, apenas os Rottweilers.
Falam da questão genética da raça, absurdo, os Pitbull são muito mas sensíveis à questão genética, para além de originalmente serem uma raça que nasce com diferentes aparências entre os diferentes indivíduos, por vezes numa ninhada são todos desiguais o que revela bem a "qualidade" da sua genética, para além disso, têm sido cruzados indiscriminadamente e sem controlo com fim a apurar a sua maldade e ferocidade, mas nem por isso são atacados como os nobres Rottweilers.
Não tenho nada contra os Pitbull, muito pelo contrário, adoro-os como adoro os Rottweiler ou qualquer outra raça de cães, quero apenas fazer a comparação e alertar para uma injustiça.
Mas mais à frente na mesma edição da revista, uma entrevista a um médico veterinário onde o mesmo revela que existem famílias que vivem em pânico com os seus animais e alguns são mesmo reféns dos seus animais, ora ai está o problema, os donos, são sempre os donos, os mesmos que adquirem um Rottweiler porque está na moda, sem terem condições psicológicas nem materiais para possuírem cães deste porte, o cão indicado para essas pessoas é um Caniche, e mesmo assim cuidado!
Um cão revela o carácter do seu dono, do meio onde vive, do lugar onde está e das pessoas que o rodeiam, existem regras claras para ter um animal como um Rottweiler que devem ser respeitadas sob pena de continuarem a acontecer incidentes, a culpa nunca será dos cães.
Ainda gostaria também de saber porque não são procuradas e divulgadas as inúmeras histórias e episódios de bravura e heroísmo protagonizadas por cães Rottweiler em dedicação e amor aos seus donos? Porquê esta cruzada contra uma raça especifica? Poderá isto ser apelidado de racismo e xenofobia animal?
Voltando ao Editorial da Sábado, quando defendem a morte do cão que atacou, a preocupação dos jornalistas para com as criancinhas devia ser extensível aos episódios de pedofilia que acontecem todos os dias, onde milhares de crianças são abusadas, violadas e sodomizadas e os pedófilos são postos em liberdade, porque não defender a pena de morte para quem practica semelhante monstruosidade? Será o Rottweiler que ataca mais responsável do que o pedófilo que abusa e sodomiza?
Os verdadeiros monstros são os homens!
Quanto mas conheço as pessoas mais amo os animais, os cães principalmente, o meu Rottweiler em particular!
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Venceremos
«Lembra-te, amigo, que minando os fundamentos da Nossa Terra, cavando os alicerces da Nossa Pátria, cimentados por um labor tantas vezes secular, as toupeiras das alfurjas, os morcegos das lojas maçónicas, os judeus sem berço, sem pai, sem mãe, sem passado nem futuro, errantes como cães vadios, cegos da luz gloriosa do dia, da luz bendida de Deus, se escondem nas cavernas sombrias onde tudo é negro, coaxando as senhas grotescas dos iniciados, miando os seus palavrões vazios, destilando a peçonha corrosiva dos seus venenos»
AEV (Acção Escolar de Vanguarda) 1934
«Nós repudianos os falsos princípios que constituem a ossatura doutrinária do cumunismo. Negamos, por falso e iverosímel, o conceito da ideia da Pátria-Humanidade; que a História se explique apenas por intermédio do facto económico[...] nós venceremos com Salazar, por Portugal. Venceremos porque Salazar, com mão forte e segura, nos indica o caminho claro da vitória. Venceremos, porque o chefe austero de todos os portugueses, quer que a mocidade o acompanhe para o resgate completo. Venceremos, porque Salazar, com mão forte e segura, nos indica o caminho claro da Vitória! Venceremos, porque não deixamos cair das nossas mãos, a bandeira da Revolta!»
Oliveira e Silva, presidente da AEV, 1934
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Livros - PORTUGAL SOBRENATURAL
Deuses, Demónios, Seres Míticos, Heterodoxos, Marginados, Operações, Lugares Mágicos e Iconografia da Tradição Lusíada
Este projecto, composto por três volumes, constitui o resultado de pesquisas efectuadas ao longo de três décadas por Manuel J. Gandra, investigador pioneiro no estudo da tradição cultural e espiritual do nosso país.Trata-se de um trabalho sem precedentes que, sob a forma de dicionário, nos dá a conhecer a riqueza impressionante e polifacetada da alma profunda mas, no geral, desconhecida da tradição portuguesa.Só no primeiro volume deste empreendimento inovador e de grande envergadura, o leitor tem acesso a 1300 entradas escritas com todo o rigor que caracteriza este autor.
«(…) Portugal Sobrenatural, guia essencial das pessoas, lugares, mitos e símbolos do Portugal profundo, que ainda falta cumprir, surge, justamente, com o desígnio de resgatar tal aptidão contemplativa, investindo na constituição de um corpo informal, porém sagaz e transversal, de inteligência, capacitado para (mesmo arrostando com toda a espécie de brumas, temporais e contra-tempos) ir além do tormentoso mar das paixões e medos, outrora figurado pelo Bojador.»
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
O meu Alentejo
Palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que à semelhança do Homem Português, fugiu de Espanha à procura do mar.
O Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano.
Portugal nasceu no Norte mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade, Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.
Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que para o homem comum fica muito longe, para um alentejano fica já ali. Para um alentejano não há longe, nem distância porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.
Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar... E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina.
Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos.
D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. D. Nuno sabia bem que uma batalha não se decide pela quantidade mas pela qualidade dos combatentes. É certo que o Rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia-dúzia de alentejanos. Não se estranha, assim, a resposta de D. Nuno aos seus irmãos, quando o tentaram convencer a mudar de campo com o argumento da desproporção numérica: «Vocês são muitos? O que é que isso interessa se os alentejanos estão do nosso lado?»
Mas os alentejanos não servem só as grandes causas, nem servem só para as grandes guerras. Não há como um alentejano para desfrutar plenamente dos mais simples prazeres da vida. Por isso, se diz que Deus fez a mulher para ser a companheira do homem. Mas, depois, teve de fazer os alentejanos para que as mulheres também tivessem algum prazer. Na cama e na mesa, um alentejano nunca tem pressa. Daí a resposta de Eva a Adão quando este, intrigado, lhe perguntou o que é que o alentejano tinha que ele não tinha: «Tem tempo e tu tens pressa.» Quem anda sempre a correr, não chega a lado nenhum. E muito menos ao coração de uma mulher. Andar a correr é um problema que os alentejanos, graças a Deus, não têm. Até porque os alentejanos e o Alentejo foram feitos ao sétimo dia, precisamente o dia que Deus tirou para descansar.
E até nas anedotas, os alentejanos revelam a sua superioridade humana e intelectual. Os brancos contam anedotas dos pretos, os brasileiros dos portugueses, os franceses dos argelinos... só os alentejanos contam e inventam anedotas sobre si próprios. E divertem-se imenso, ao mesmo tempo que servem de espelho a quem as ouve.
Mas para que uma pessoa se ria de si própria não basta ser ridícula porque ridículos todos somos. É necessário ter sentido de humor. Só que isso é um extra só disponível nos seres humanos topo de gama.
Não se confunda, no entanto, sentido de humor com alarvice. O sentido de humor é um dom da inteligência; a alarvice é o tique da gente bronca e mesquinha. Enquanto o alarve se diverte com as desgraças alheias, quem tem sentido de humor ri-se de si próprio. Não há maior honra do que ser objecto de uma boa gargalhada. O sentido de humor humaniza as pessoas, enquanto a alarvice diminui-as. Se Hitler e Estaline se rissem de si próprios, nunca teriam sido as bestas que foram.
E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas, incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de observação, um sentido crítico e um poder de síntese notáveis.
Não resisto a contar a minha anedota preferida. Num dia em que chovia muito, o revisor do comboio entrou numa carruagem onde só havia um passageiro. Por sinal, um alentejano que estava todo molhado, em virtude de estar sentado num lugar junto a uma janela aberta. «Ó amigo, por que é que não fecha a janela?», perguntou-lhe o revisor. «Isso queria eu, mas a janela está estragada.», respondeu o alentejano. «Então por que é que não troca de lugar?» «Eu trocar, trocava... mas com quem?»
Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia. E o pão.. Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano? O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. E é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana. Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu!
É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Navios Portugueses - Contratorpedeiro Tejo
A canhoneira torpedeira TEJO foi construída em Portugal no Arsenal de Lisboa, sendo incorporada em 1904. No entanto as suas experiências prolongaram-se até 1906. Em 25 - 8 - 1910 encalhou em Peniche, tendo perdido 11 metros de proa durante o seu salvamento. Cinco anos após o encalhe, entrou no dique do Arsenal a fim de ser transformado em contratorpedeiro. Em 1917 voltou ao serviço com nova silhueta tendo sido abatida em 14 - 3 - 1927.
DESLOCAMENTO: 536 tons.
DIMENSÕES: 70 * 7 * 3,1 metros
ARMAMENTO: 1 peça de 100 mm; 1 de 65 mm; 4 de 47mm; (1904) 1 peça de 100 mm; 1 de 76mm; 2 de 47mm. (1917) 2 tubos lança – torpedos
PROPULSÃO: 2 máquinas de T.E. de 7 000
H.P. - 2 veios = 27 nós
GUARNIÇÃO: 94 (1904) 99(1917) homens
Marcadores: Navios Portugueses
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Entrudo Português - A Tradição
Ainda resistem em Portugal algumas celebrações do Entrudo que mantêm a sua singularidade, de acordo com as nossas tradições. Em Trás-os-Montes contam-se pelo menos três: Lazarim, Vinhais e Podence.
Entrudo Português
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Livros - As Novas Censuras
As técnicas de manipulação de informação empregues quotidianamente sob os nossos olhos são múltiplas e extraordinariamente inteligentes.
Aplicam-se a toda a cadeia de informação. Primeiro, há que esconder a verdade. Se a verdade aparecer, há que fazer pressão sobre os mediadores capazes de a substituir, ameaçá-los, aterrorizálos, seduzi-los, comprá-los.
Se a verdade for difundida pelos media, há que controlar o impacte sobre a opinião e tudo fazer para que não seja ouvida e, sobretudo, para que não crie um emoção popular. Através de exemplos concretos, que narra com a inspiração de um jornalista talentoso, Paul Moreira traça um retrato impressionante deste universo da desinformação.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Somos como somos
O génio lusíada é mais emotivo que intlectual. Afirma e não discute. Quando uma ideia se comove, despreza a dialéctica; e é sendo e não raciocinando que ela prova a sua verdade.
Marcadores: Teixeira de Pascoaes
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Alguém que explique por favor
Se em 2002 um barril de petróleo custava 70 dólares o que equivalia a grosso modo a 77,00 Euros e hoje ele custa 100,00 dólares o que equivale sensivelmente a 70,00 Euros como é que se pode dizer que o petróleo subiu de preço?
Marcadores: Combustivel
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Outros tempos, a mesma luta
Em 1923, ao aderir à organização Nacionalismo-Lusitano, o iniciado jurava uma proclamação:
«Como português quero que o governo da Nação seja forte e nacional e se liberte das sociedades secretas, das clientelas políticas, dos bandos de especulação responsáveis pela crise nacional; que seja assistido de representação directa das forças sociais da Nação, transformando o actual sistema de representação nacional das forças sociais, municipais e profissionais organizadas; que sejam livres e previligiadas a família, a corporação, o município, a igreja,; que o exército seja fortalecido e dignificado para defesa nacional; que a propriedade seja protegida nos seus direitos e obrigada a cumprir os seus deveres para com a Nação e muito particularmente para com os trabalhadores», comprometendo-se, entre outros princípios, a «colocar-se ao lado de qualquer governo português contra a agressão estrangeira e o bolchevismo», «obedecer ao chefe do Nacionalismo-Lusitano na práctica de todos os actos de serviço nacional voluntário», «fazer toda a propaganda para que os portugueses venham a organizar-se em volta dos princípios do Nacionalismo-Lusitano contra as oligarquias políticas e plutocráticas que tiranizam e aniquilam a Nação»
Marcadores: Nacionalismo Lusitano
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Livros - Cecília Supico Pinto
Em 1961, Cecília Supico Pinto criou o Movimento Nacional Feminino. Uma organização independente do Estado que congregava as mulheres portuguesas no apoio moral e material aos soldados que lutavam nas antigas colónias portuguesas.Durante treze anos, Cecília Supico Pinto multiplicou-se em viagens entre a metrópole e as «províncias ultramarinas», ameaçadas pelos movimentos independentistas. Cilinha, como era conhecida, vestiu o camuflado, dormiu em tendas de campanha, esteve debaixo de fogo e embrenhou-se no mato de África, mesmo quando um acidente a obrigou a andar com um pé engessado e de muletas. Tudo em nome de uma missão. Na bagagem levava rações de combate, recordações e histórias pitorescas para contar aos soldados portugueses.Casada com Luís Supico Pinto, homem forte do regime de António Oliveira Salazar, Cilinha uma líder carismática. Salazar, «um verdadeiro príncipe», apreciava a sua alegria, ria-se das suas anedotas, admirava a sua frontalidade e escutava os seus conselhos.Hoje, Cecília Supico Pinto prefere refugiar-se no anonimato, mantendo, contudo, um olhar atento sobre a actualidade. Dona de uma memória invejável, abre nesta biografia as portas da sua vida.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Navios Portugueses - Classe REPÚBLICA
REPÚBLICA (ex. Gladioulus) 1920 - 1943
Marcadores: Navios Portugueses
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Novo verbo
Via Reverentia
SOCRATEAR
Em epoka de akordo ortografico aki fika 1 novo vokabulo:
*SOCRATEAR * : Verbo totalmente irregular de estranha conjugação.
1. Ocultar ou encobrir com astúcia e safadeza; disfarçar com a maior cara de pau e cinismo.
2. Não dar a perceber, apesar de ululantes e genuínas evidências; calar.
3. Fingir, simular inocência angelical.
4. Usar a dissimulação; proceder com fingimento, hipocrisia.
5. Ocultar-se, esconder-se, fugir da responsabilidade.
6. Atingir sempre o amigo ou inimigo mais próximo, sem dó nem piedade (antes eles que nós).
7. Encobrir, disfarçar, negar sem olhar para as câmaras e nos olhos das pessoas.
8. Defraudar, iludir.
9. Afirmar coisa que sabe ser contrária à verdade, acreditar que os fins justificam os meios.
10. Viajar com dinheiro publico.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
O destino de um Infante de Portugal
Ia decidir-se da vida ou da morte do infante. Iam começar as cortes gerais.
Na larga sala da alcáçova, os procuradores da cidade e das vilas do Reino, povo ardente e escuro, a alma rude e antiga de Portugal, ganhavam os seus lugares marcados segundo a precedência das vilas e das cidades, em doze longos bancos. Lá estava, assentado no primeiro banco, orgulhoso do mais nobre lugar, o procurador do Porto, o sapateiro de polaina João Bartolomeu, olhos vivos, raça ardente, barba negra, metida num enorme capuz cor de terra; o de Viseu, que troxera um oleiro moço, lambuzado de barro, as manzorras enormes vermelhas de tinta; um ferreiro negro de Portalegre, chamuscado da forja e os outros, e todos.
O sol jorrava agora sobre os bisbos e arcebispos, que vinham entrando. Veio então a nobreza: os infantes; títulos, cavaleiros, senhores de terras, escuros, torvos, e por fim, rodeado de doutores, de cónegos, de frades, D. Duarte surgiu ante o assombro consternado dos procuradores do povo, que perguntavam uns aos outros de pescoços estendidos, de olhos redondos de espanto, se aquela sombra dolorosa e devastada seria o Rei de Portugal.
Na alma angustiada de D. Duarte, uma esperança nascia agora. Talvez aqueles duros arcaboiços se apiedassem; talvez o povo sentisse fundo no seu coração, que a vida de um Infante de Portugal valia bem o montão de pedras duma cidade.
Ao pé do Rei, Fernão Lopes, que fora escrivão do Infante D. Fernando, o velho Gaspar Vasques, seu capelão e seu amigo, choravam em silêncio. Um asa negra de morte pairava sobre todos os corações. Ouvia-se uma mosca que passasse, quando Fernão Guerra, arcebisbo de Braga ergueu a voz. Falava em nome da fé; falava em nome de Deus:
- Não; o Rei não podia entrgar Ceuta. Ceuta era um bispado; Ceuta estava coalhada de igrejas; Ceuta tinha ainda mais cruzes do Redentor do que pedras-de-armas de Portugal. Nem o Rei, nem as cortes podiam, num voto que seria um sacrilégio, arrasar essas cruzes, profanar esses templos, vender Cristo pela segunda vez.
E enquanto o arcebisbo se sentava, erguia-se já o moço conde Arrailos, duro, trigueiro, terminante, olhos fuzilando, a bradar, de braços levantados:
- Vergonha de perdição!
Quem falava em comprar vida com honra? Onde estava ai a vida de homem, que valesse uma pedra de Ceuta? Quem dera já uma cidade por esse fumo de estopa que é a vida? Queriam salvar o Infante? Pois bem: que fossem todos - e ele iria com eles! - arrasando Tânger, conquistando Arzila, mordendo sangue e pó, arrancá-lo ao coração de Fez! Era assim que se salvava o filho dum Rei; era assim que se remia um Infante cativo de Portugal, - e não cobrindo-o de lama, de desonra e de tristeza!
- Vergonha de Perdição! Vergonha de perdição!
Agora falava já o povo. Era um procurador do Porto, mestre de polaina João Bartolomeu, que trovejava, o capuz negro derrubado sobre os ombros, a manzorra escura no ar, um soluço a apertar-lhe a garganta:
- Senhor Rei! Mandai-me a mim, mandai-nos a todos nós a morrer no lugar do senhor Infante, mas guardai Ceuta!
Um mermúrio aflitivo subia das bancadas do povo, da primeira à última, do Porto a Portel, rouco estrangulado, devorado de lágrimas:
- Guardai Ceuta! Guardai Ceuta senhor Rei! Guardai Ceuta senhor Rei!
Muitos deles, ferreros, oleiros, calafates, crânios negros e curtos, testas baixas e rudes, não saberiam dizer talvez, se lhes perguntassem porque razão devia conservar-se Ceuta na Coroa Portuguesa; mas viam, sentiam claramente, pela força do seu instinto, pela violência persuasiva do seu bárbaro amor pátreo, que era preciso conservá-la, sofrendo quem sofresse, pelo preço de todas as torturas, com sacrifício de todas as vidas, porque assim o reclamava o nome de Portugal.
- Guardai Ceuta! Guardai Ceuta!
D. Duarte levantou-se, como um espectro, a fronte banhada dum suor de agonia. Amparam-no frades. Era a sentença de morte do irmão cativo, que o seu próprio sangue confirmava. Um estremeção de horror agitou o corpo vacilante do Rei.
Marcadores: D. Duarte, D. Fernando
sábado, 12 de janeiro de 2008
Livros - Tratado das Alcunhas Alentejanas
Variação de Frankenstein
O monstro revolta-se contra o criador:
Um antigo dirigente condenado no processo das FP-25 provocou ontem um incidente no final do discurso do primeiro- -ministro sobre os desafios do desenvolvimento. Assim que terminou a apresentação de Sócrates, Mouta Liz levantou-se, exaltado, e acusou o primeiro--ministro de ter feito um discurso “de propaganda”. Liz berrou que “isso não passa de mentiras” e que “o primeiro-ministro não tem vergonha”.
João Luís Mouta Liz era um dos principais dirigentes da organização terrorista FP-25, criada por Otelo Saraiva de Carvalho. Foi preso durante a ofensiva feita pela Polícia Judiciária às ‘FP’, na denominada operação ‘Orion’, que deteve cerca de 70 pessoas. Foi condenado a 17 anos de prisão por associação terrorista, que não cumpriu na totalidade graças a uma amnistia.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
O Grande povoador do Reinado de D. João II, em 1487
Do Arquivo Nacional DA Torre do Tombo - Portugal.
SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO (Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, maço7)
"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso , de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos Os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi argüido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana Da Cunha, de quem teve três filhas, Da própria mãe teve dois filhos. Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinqüenta e três mulheres".
"O rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou por em liberdade aos dezessete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região Da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".
Marcadores: Natalidade, Povoador
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Tradição Portuguesa - Vinho dos Mortos
Museu vai preservar tradição do «Vinho dos Mortos»O «Vinho dos Mortos», um dos ex libris de Boticas, vai dispor de um pequeno museu que pretende preservar a história deste vinho, que é enterrado, e impedir a sua extinção, disse fonte da autarquia.
Actualmente, são poucos os viticultores que se dedicam à produção do «Vinho dos Mortos» nos moldes tradicionais e, para impedir a sua extinção, a autarquia e a Cooperativa Agrícola de Boticas (Capolib) estão a desenvolver um plano que passa pela recuperação e preservação deste produto.
O Repositório Histórico do «Vinho dos Mortos», obra que está a ser concluída na Granja, é uma das etapas desse plano e vai funcionar como uma espécie de «museu vivo», onde representa todo o processo de «fabrico» daquele néctar.
O nome do vinho pode parecer um pouco macabro mas deriva de um facto histórico ligado às invasões francesas.
Quando em 1809 as tropas francesas, comandadas pelo general Soult, invadiram pela segunda vez Portugal, o povo, com medo que estes lhes pilhassem as suas colheitas e outros bens, escondeu o que conseguiu.
Segundo a fonte da autarquia, o vinho foi enterrado no chão das adegas, no saibro, debaixo das pipas e dos lagares.
Mais tarde, depois dos franceses terem sido expulsos, os habitantes recuperaram as suas casas e os bens que restaram e, ao desenterrarem o vinho, até o julgaram estragado.
Porém, descobriram que estava muito mais «saboroso» e que «tinha adquirido propriedades novas».
«É uma vinho com uma graduação de 10 a 11 graus, palhete, apaladado, e com algum gás natural, resultante da fermentação no escuro e a uma temperatura constante», explicou à Agência Lusa o produtor Armindo Sousa Pereira.
Este pequeno viticultor é um dos poucos que, em Boticas, ainda produz o «Vinho dos Mortos» nos seus moldes tradicionais, de acordo com a técnica que já aprendeu com os seus pais.
Por ter sido «enterrado», ficou a designar-se por «Vinho dos Mortos» e passou a utilizar-se esta técnica, descoberta ocasionalmente, para melhor o conservar e optimizar a sua qualidade.
As cerca de mil garrafas que Armindo Sousa Pereira produz anualmente são enterradas em finais de Abril ou Março, no chão de saibro da sua própria adega e «até não precisa de ser a grande profundidade».
«O importante é que as garrafas fiquem enterradas», sublinhou.
Entre Julho e Agosto, as garrafas são desenterradas e o néctar fica pronto para beber.
O produtor diz que são muitos os turistas e apreciadores que se deslocam a Boticas de propósito para comprar uma garrafas deste vinho histórico.
Há alguns anos, o «Vinho dos Mortos» foi também um dos temas centrais que uma televisão japonesa gravou na região do Alto Tâmega.
E é esta tradição e esta história que o Repositório do Vinho dos Mortos pretende preservar e dar a conhecer.
Naquele pequeno edifício em granito vai ser colocado um lagar em pedra, alguns objectos ligados à produção do vinho e painéis descritivos desse processo e da história que deu origem à sua denominação.
O espaço exterior será também tratado, adornado com videiras em latada e possuirá em exposição alguns objectos relacionados com o vinho que possam ser mantidos ao ar livre, como tinas ou vasilhas em granito.
Diário Digital / Lusa
Marcadores: Tradição, Vinho dos Mortos

